Pergentino Holanda

À espera de um “milagre”

Mais: Tranquilidade no Maranhão

PH

CASAL de grande charme no jantar de sábado no Grand Cru: Vanessa, que estava comemorando nova idade, de Dimas Salustiano
CASAL de grande charme no jantar de sábado no Grand Cru: Vanessa, que estava comemorando nova idade, de Dimas Salustiano

À espera de um “milagre”

O Brasil decidiu, ontem, levar a eleição presidencial mais polarizada dos últimos anos para o segundo turno. Ainda que o ex-presidente Lula da Silva tenha ficado à frente do atual presidente, Jair Bolsonaro, nada está definido.

Começa, agora, uma nova campanha. Zero a zero. Bola ao centro.

É hora de respirar fundo, acalmar ânimos e torcer para que, nas próximas quatro semanas, por algum “milagre”, o nível do debate melhore. Não é no grito que se vence – ou pelo menos não deveria ser assim.

Dos candidatos e de seus seguidores, espera-se que deem uma chance ao diálogo e à civilidade. Basta de bate-boca.

Que bom seria poder aprofundar propostas, esclarecer dúvidas e discutir o futuro do país de verdade, sem “lacração”. Uma trégua cairia bem.

Mas a verdade é que tudo aponta para o contrário: mais exaltação, mais brigas, mais baixaria, mais mentiras. É como se aquele último (e horrendo) debate da TV Globo, na semana passada, seguisse rodando em eterno “looping”.

É uma pena. No fundo, todos nós perdemos.

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A guerra fratricida em curso não é boa para o país e ofusca o mais importante, que são os planos de governo – aliás, você por acaso sabe o que cada um dos concorrentes propõe para áreas como saúde e educação?

O Brasil ainda tem um caminhão de problemas por resolver, e o excesso de certezas (que faz com que cada lado se considere moralmente superior ao outro) faz mal à sociedade.

É hora de focar nas propostas e deixar claro que não haverá “cheque em branco”. É hora, também, de baixar o tom, porque, afinal, um dos lados sairá vencedor no dia 30.

O pior que pode acontecer ao país é seguir no caminho da instabilidade, do ódio e da intolerância. Precisamos de paz. Precisamos recomeçar.

Tranquilidade no Maranhão

Na madrugada de hoje foi concluída a eleição no estado do Maranhão. O resultado foi confirmado na sede do Tribunal Regional Eleitoral pela presidente Angela Salazar e pelo corregedor José Luiz de Almeida.

Nas eleições 2022, a disputa foi para deputado (a) federal, deputado (a) estadual, senador (a), governador (a) e presidente. Venceu para governador Carlos Brandão com 1 milhão 769 mil 187 votos (51,29%) e para senador Flávio Dino com 2 milhões 125 mil 811 votos (62,41%).

O eleitorado que compareceu às urnas foi de 3 milhões 918 mil 212 eleitores (77,79%) e a abstenção foi de 1 milhão 118 mil 518 eleitores (22,21%)

No Maranhão, das quase 17 mil urnas eletrônicas (contando com as de contingência), 98 foram substituídas e os 65 postos avançados de transmissão (PATs) comunicaram com rapidez os resultados.

O governador Carlos Orleans Brandão ainda está comemorando: liquidou a fatura no primeiro turno e vai exercer mais um mandato de governador
O governador Carlos Orleans Brandão ainda está comemorando: liquidou a fatura no primeiro turno e vai exercer mais um mandato de governador

Torneio SESI de Robótica

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema) e diretor regional do SESI Maranhão, Edilson Baldez das Neves, lançou na última quinta-feira, na Casa da Indústria Albano Franco, a temporada “Super Powered” do Festival SESI de Robótica – Regional do Maranhão.

A etapa faz parte do Torneio SESI de Robótica FIRST Lego League (FLL). 

Torneio SESI de Robótica...2

Na abertura do evento, Edilson Baldez enfatizou a importância da robótica em sala de aula e disse que a educação precisa acompanhar o ritmo de avanços tecnológicos que o mundo oferece.

O superintendente do SESI-MA, Diogo Lima apresentou as novidades do torneio com destaque que vão elevar, ainda mais, o nível da Robótica, coordenada pelo SESI Maranhão.

Entre os destaques uma nova equipagem de competição, inovação no apadrinhamento das equipes de escolas públicas, um tênis personalizado e criado por uma indústria de calçados exclusivamente para o torneio e uma nova pista de F1 School. 

Cozinha regional no Wine

Apaixonado por gastronomia e há mais de 14 anos conectado à culinária regional maranhense, Danilo Dias é um dos profissionais de know-how que abrilhantará a edição 2022 do Wine Celebration, confirmado para o dia 7 de outubro, às 21h, no Palazzo Eventos, no bairro Araçagi.

Atualmente, o Chef está à frente do Restaurante Flor de Vinagreira, um dos espaços de referência no Centro Histórico de São Luís e que privilegia o cardápio tradicional.  Danilo, diga-se de passagem, é talentoso e muito criativo.

Ele iniciou a carreira no restaurante Feijão de Corda, onde coordenou a cozinha por uma década. Além disso, participou de concursos como “Cozinheiro da Turma Philadelphia”, em 2013, tendo sido selecionado entre os dez melhores do país.

 DE RELANCE.

Brasil racha nas urnas

O ex-presidente Lula (PT) e o presidente Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, protagonizam pleito mais radicalizado das últimas décadas

O Brasil rachou, mais uma vez. A população terá de segurar a ansiedade por quase um mês para saber quem conduzirá o país pelos próximos quatro anos.

Direita e esquerda vão disputar voto a voto a cadeira presidencial, num universo de mais de 100 milhões de eleitores que retornarão às urnas em 30 de outubro.

Já tinha ocorrido em 2018. O cenário se repetiu agora, só que com sinal invertido. No pleito de ontem, após a campanha mais radicalizada das últimas décadas em termos ideológicos, o ex-presidente Lula saiu na frente na disputa na luta contra seu rival, o atual presidente Bolsonaro (PL).

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Lula não ganhou no primeiro turno, como previam algumas pesquisas de intenção de voto, que erraram feio mais uma vez. Nem Bolsonaro fez 60% dos votos, como ele próprio alardeava que faria. A realidade é de que os brasileiros mostram profunda divisão sobre qual modelo deve ditar os rumos da economia, dos costumes, das relações internacionais e do cotidiano político do país.

O racha mostra que vem pela frente uma disputa voto a voto, de fundo ideológico.

Fosse em termos de divisão geográfica do país, Bolsonaro teria motivos para comemorar. Venceu em três das cinco regiões, perdendo para Lula apenas no Norte e Nordeste. Acontece que número de regiões não é percentual de voto. Os nordestinos representam o segundo maior colégio eleitoral do país e, aqui, o candidato do PT continua soberano.

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Outro motivo de celebração dos bolsonaristas é de que ex-ministros e apoiadores garantiram espaço eleitoral, país afora. As ex-ministras Tereza Cristina (Agricultura) e Damares Alves (Direitos Humanos) e o ex-ministro Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) se elegeram senadores. O ex-ministro Eduardo Pazuello (Saúde) foi eleito deputado federal. E o ex-ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) saiu na frente na corrida para governador no Estado mais populoso do país, São Paulo.

Foram eleitos também, no Paraná, outros dois ex-simpatizantes de Bolsonaro, os protagonistas da operação Lava-Jato: o ex-juiz Sérgio Moro (e ex-ministro do atual presidente) para senador, pelo União Brasil, e o ex-procurador da República Deltan Dalagnoll (Podemos), para deputado federal.

A chamada terceira via da política não decolou e virou coadjuvante, com 4,17% dos votos para Simone Tebet (MDB) e 3,05% para Ciro Gomes (PDT). O decréscimo da intenção de voto nos dois coincide com o aumento na tendência de votos em Bolsonaro. Sinal de que o voto útil pode ter migrado mais para Bolsonaro do que para Lula, na reta final da campanha.

Retomada

Na história do Brasil Lula já é duas vezes único. Desde que os portugueses aqui chegaram, de Tomé de Souza até hoje, ele é o único governante que veio da ralé, das camadas mais pobres da população. E também é o único que foi preso acusado de corrupção.

Bolsonaro também é único. É o único que sem partido, sem traquejo no jogo político, elegeu-se presidente da República também de forma única, sem abrir a boca nos últimos 30 dias antes do pleito, ganhando as atenções de todas as mídias e por motivo justo.

A disputa polarizou entre os dois que mais uma vez são candidatos a serem únicos. Se ganhar Lula, vai se tornar o único brasileiro a comandar o governo do país por três vezes, em todas pelo voto. E Bolsonaro, se ganhar, será o único a chegar lá fazendo um discurso ostensivamente de direita.

O pior único – Lula também é o único a disputar a presidência da República sete vezes. Perdeu as quatro primeiras, ganhou as duas últimas.

Simone e Ciro

No meio desse tiroteio estão Ciro Gomes, que nunca foi um presidenciável competitivo, e a senadora Simone Tebet (MDB), esta sim, o fato novo da vez.

Ela entrou no cenário federal para ficar? Eis a questão.

Lula já está com 77 anos, Bolsonaro com 66, Ciro vai completar 65 em novembro e Simone tem apenas 54.

Isso é um indicativo de que em 2026 poderemos ter novos atores no palco, ela inclusa.

 

Exemplo de patriotismo foi dado pelo casal Rodrigues, pais de Thatiana Rodrigues Bandeira: ela, com 84 anos e ele, com 93, compareceram às urnas, de verde e amarelo
Exemplo de patriotismo foi dado pelo casal Rodrigues, pais de Thatiana Rodrigues Bandeira: ela, com 84 anos e ele, com 93, compareceram às urnas, de verde e amarelo

 

Para escrever na pedra:

“Político é o indivíduo que pensa uma coisa, diz outra e faz o contrário”. Do paraibano João Agripino.

 TRIVIAL VARIADO

Os resultados revelados pelas urnas nas eleições de ontem apresentaram diferenças significativas em relação às mais recentes pesquisas divulgadas por tradicionais empresas do setor no país como Ipec e Datafolha.

Em nível nacional, Ipec e Datafolha se distanciaram principalmente dos percentuais obtidos por Jair Bolsonaro (PL).

Repetindo a polarização da última eleição, o Brasil decidirá no dia 30 de outubro entre um candidato do PT e Jair Bolsonaro. Em 2018, o adversário do presidente foi Fernando Haddad. Agora, será o ex-presidente Lula da Silva

A mobilização de brasileiros que vivem no Exterior para votar na eleição presidencial, ontem, surpreendeu o mundo. Em Lisboa, um amigo do PH testemunhou o fenômeno.

Ele atribui o boom de eleitores ao avanço da imigração nos últimos anos e à força das campanhas de estímulo à participação, tanto envolvendo bolsonaristas quanto petistas. As filas saíam da Faculdade de Direito de Lisboa e chegavam até a porta do metrô. Foi impressionante.

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