Pergentino Holanda

PH Revista: Sorriso de alegria e simpatia de Roseana Sarney

Mais: Réveillon nos jardins do Blue Tree

PH

- Atualizada em 01/10/2022 às 12h37

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PH Revista
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A PRIMAVERA já começa a dar sinais de beleza aqui nos trópicos. Por toda a vegetação está visível o viço da temporada. Nesta semana, durante o pôr do Sol, na Península da Ponta d´Areia, brilhou o sorriso de alegria e simpatia de Roseana Sarney, que é o destaque de Capa do PH Revista neste fim de semana

Cheiros da civilização

Nesta atmosfera pouco cheirosa em que vivemos, a poucas horas das eleições, sinto falta do cheiro da maresia e do som das ondas marulhando a borda das canoas ancoradas no antigo Cais da Sagração ou na rampa Campos Melo.

Aliás, o centro histórico de São Luís está cercado por tapumes, em obras, espera-se que não sejam eternas como costuma ser o ritmo das obras públicas no Brasil.

Antigamente o local era banhado pelo mar, predominavam o aroma das ostras, algas e da tinta fresca dos barcos pesqueiros, amarrados ao cais próximo ao Mercado das Tulhas, descarregando peixe. Outras antiguidades o tempo levou.

Onde estão os barzinhos do Mercado, endereço do melhor peixe-pedra frito e do melhor camarão frito com farinha d´água? Entre suas mesas toscas e nem sempre higienizadas, fluía o mais genuíno papo da “boêmia”, entre chopes bem tirados e doses de tiquira. As pessoas se queriam bem, mesmo falando de política, em alto grau de civilidade.

Itapary é daqueles que sente falta do Senadinho do Largo do Carmo e do seu cívico banco tribunalício, ao lado do relógio que teima em não atualizar as horas e minutos, hoje sem os velhos bancos de madeira, configurando um Senado sem plenário. Onde estão os cavalos brancos (e baios) de Napoleão, valentes puxadores das carruagens da nossa infância? Onde estão os trapiches do rio Anil, promontórios que nas manhãs ensolaradas acolhiam os gazeteiros do Colégio São Luís?

Há nas ruas do centro histórico uma horda apressada e desconhecida, exército em marcha batida para os apinhados terminais de ônibus do centro. Sequer providenciaram uma passagem subterrânea para essa gente destemida e escandalosamente jovem, como a nova cidade que se ergue sobre os cheiros da antiga.

A barca

1 Dia desses, numa roda de amigos, o poeta e escritor Joaquim Itapary comentava, com a autoridade de quem já foi político e exerceu altos cargos na administração pública do Maranhão e do Brasil – de secretário a ministro de Estado –, que sobretudo em nosso estado, certas palavras, com a fragmentação dos partidos, perderam a boa semântica.

E pontuava, sem esconder uma certa  desolação, que, aos poucos, a vida política terá que reaprender o sentido da palavra “oposição”. Havia menos ódio e mais fair play, mas o ritual das vitórias e derrotas importava em doses igualitárias de soberba e zombaria. Depois de uma semana de apuração, os resultados começavam a apontar para vencedores e derrotados:

– Vai acabar! – trombeteava o vencedor, triunfante.

E arrematava, eufórico:

– Acabou a mamata! Vão procurar o que fazer!

O funcionário estável olhava com certo desdém os “temporários” do partido derrotado – PSD ou UDN – e, sádico, anunciava a partida da “barca”. Como uma gralha, exortava:

– Limpem as gavetas! “Vai acabá!”

 2 Perder uma eleição no tempo dos velhos partidos era uma provação e uma “ciência”. A derrota chegava aos poucos, em boletins narrados entre hinos e fanfarras. A “barca” era a instituição mais temida pelos litigantes.

Significava a perda da boquinha dos cargos comissionados, a crueldade das gozações impressas pipocando nos jornais vencedores:

– Parte hoje, do Cais da Sagração, a barca do PSD (ou da UDN), tendo no timão o candidato fracassado e como “lastro” duas centenas de puxa-sacos, agora obrigados a trabalhar para ganhar suas vidinhas.

Um deputado só tinha certeza da eleição depois de uma semana, entrando e saindo da lista dos ungidos. Os votos pingados salvavam ou crucificavam o candidato, logo “rotulado” pelo povão:

– Entrou na “legenda”.

Equivalia a um mandato de segunda categoria, principalmente se o cidadão se elegia com algumas dezenas de votos, como permite o esdrúxulo sistema proporcional.

Era a segunda metade dos anos 1960, a “Revolução” já obscurecia o horizonte do Brasil, mas os antigos partidos ainda gozavam de uma sobrevida, até que o general Castelo Branco lhes cortou o pescoço – certamente por falta de confiança no próprio.

3 Conheci essa época do Charleston da política, a atmosfera romântica de um tempo em que a fidelidade partidária, mais do que uma fé, era um dogma. Uma eucaristia cultivada pelos caciques, mas detestada pelos índios da redação, cuja vocação era mesmo a do espanhol da piada:

Se hay gobierno, soy contra!

Glória e Itaquê Mendes Camara circularam ontem no restaurante Cabana do Sol da Ponta do Farol e fizeram questão de posar no antigo cenário de entrada da casa, que está passando por uma repaginação assinada pela designer Cintia Klamt Motta
Glória e Itaquê Mendes Camara circularam ontem no restaurante Cabana do Sol da Ponta do Farol e fizeram questão de posar no antigo cenário de entrada da casa, que está passando por uma repaginação assinada pela designer Cintia Klamt Motta

Um debate para ninguém esquecer

Desde a retomada das eleições diretas, o Brasil não tinha assistido a um debate como esse da TV Globo, que reuniu sete candidatos de partidos com pelo menos cinco representantes no Congresso na noite de quinta-feira.

Por mais de três horas, quem resistiu à maratona assistiu a um festival de ataques, grosserias e distorções, refletindo o clima das ruas nestes dias que antecedem a eleição.

Perdeu-se uma oportunidade preciosa para debater propostas, apesar de o regulamento prever dois blocos de perguntas com temas sorteados.

Nunca se viu um debate tão tenso e com tantos direitos de resposta. Dez foram concedidos e nem sempre usados para responder a uma acusação pessoal, como previa a regra.

Quem esperava que Bolsonaro se descontrolasse errou a aposta. Ele e Lula repetiram os ataques do horário eleitoral. Lula começou nervoso e perdeu o controle quando foi provocado pelo Padre Kelmon, que entrou da disputa como substituto de Roberto Jefferson para isso mesmo: tumultuar.

DE RELANCE

Novos tempos em São Luís

Quando alguém, a partir da faixa dos setentões – é aí que eu transito –, conta como andava pela São Luís do começo da segunda metade do século passado, alta madrugada, a pé, de quarteirão em quarteirão, sem sequer imaginar que pudesse ser assaltado, é logo chamado de saudosista romântico que não entende os novos tempos.

Os novos tempos, então, são festejados como novos porque deles não são as noites dos boêmios passeadores, mas dos marginais (não confunda com marginalizados) salteadores?

Pois é exatamente isso o que está ocorrendo. Somos levados não a pensar em voltar para a civilização que existiu, mas a nos adaptar com a barbárie que faz tremer até mesmo aos raros policiais que são mantidos em ronda sob alto risco e baixos salários.

Assim são emolduradas, com certeza, as noites – os dias não muito diferentes – das principais cidades do Maranhão.

Privilégio para poucos

A violência e a criminalidade, hoje, são fenômenos que, na mídia eletrônica, âncoras se consagram ao projetar a bandidagem com um linguajar policialesco e de forma hipócrita fundado em princípios da moral e dos bons costumes.

Nos canhões mais poderosos da mídia impressa há veículos pretensamente austeros que trabalham os crimes que envolvem pessoas de fina estirpe e deixam para suas publicações povoeiras as execuções, os assaltos de rua, as chacinas que fazem a rotina das periferias.

Enfim há violência para o gosto de todos os segmentos e segurança privilegiada para os poderosos.

Andar pela cidade em alta madrugada, sem o cerco de bandidos, é privilégio de cães vadios e pássaros noturnos.

Candidatos desconhecidos

São em bom número os candidatos registrados no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão que disputam as eleições deste ano no Maranhão, mas poucos conhecidos da população de São Luís.

A grande maioria é de pessoas sem identificação com os problemas maranhenses, portanto, ignoradas ou desconhecidas do eleitorado.

Quem tem a pachorra de assistir aos programas patrocinados pela Justiça Eleitoral, desencanta-se com o elenco de candidatos sem mensagem e nenhum serviço prestado à população.

Tempos bons aqueles em que o povo conhecia os candidatos e sabia o que, se eleitos, poderiam fazer pela melhoria das condições de vida da população.

Em nome de Deus

Muitos candidatos às eleições deste domingo fazem campanhas usando o nome de Deus e  invocam a Bíblia, ainda que nunca a tenham lido.

Deus e política não se misturam, mas os candidatos insistem em clamá-Lo,  no afã de conquistarem votos de pessoas puras de coração.

Se Deus fosse vingativo, mandava para o inferno os políticos que falam em nome Dele.

 

Esta semana fui conhecer a casa AmoVinho, do pedreirense Almistron Marinho, onde fui recebido, juntamente com Benjamin Franklin Alves, para uma degustação dos vinhos da casa, situada no Parque Shalon
Esta semana fui conhecer a casa AmoVinho, do pedreirense Almistron Marinho, onde fui recebido, juntamente com Benjamin Franklin Alves, para uma degustação dos vinhos da casa, situada no Parque Shalon

AmoVinho no Parque Shalon

Quem ainda não conhece, certamente não sabe o que está perdendo. A casa de vinhos Ame Vinho, de Almistron Marinho, no Parque Shalon, é espetacular.

Bons e raros vinhos, alguns com a marca da casa produzidos no Rio Grande do Sul, sala de degustação, sala de convivência e um bistrô pilotado pelo Chef Márcio Frazão fazem a diferença.

Bonito local, muito bem frequentado e a simpatia de Almistron, um pedreirense apaixonado por vinhos.

Na quinta-feira foram vistos por lá, Tânia (leia-se Centro Elétrico) e Pedro Milhomem, o cirurgião plástico Leonardo Brito e seu pai Pedro Filho Brito, entre muitos outros.

Laura Rosa

Nascida em São Luís no dia 1º de outubro de 1884, a poeta Laura Rosa (morreu Caxias no dia 14 de novembro de 1976) foi uma professora, poeta, contista e conferencista maranhense. Usava o pseudônimo de Violeta do Campo.

Neste sábado completa 138 anos do seu nascimento daquela que foi a primeira mulher eleita para a Academia Maranhense de Letras.

Laura Rosa é fundadora da cadeira 26, atualmente ocupada pelo acadêmico Carlos Gaspar.

Festa da Juçara

Deve-se à competência e empreendedorismo da inesquecível professora Rosa Mochel a iniciativa da criação da Festa da Juçara em São Luís.

O evento foi iniciado no começo da década de 1970, na gestão do prefeito Haroldo Tavares, que a convidou para comandar a Secretária de Educação e Ação Comunitária.

Desde aquela época a Festa da Juçara vem se realizando em Maracanã, onde essa fruta amazônica, nativa e de sabor inigualável, é produzida em abundância.

 Este ano, mais uma vez, os apreciadores da deliciosa fruta poderão saboreá-la com o ritual que ela merece e exige, durante o mês de outubro que está começando neste sábado.

Guerra aos políticos

Hoje, por causa da onda crescente de corrupção na classe política brasileira, parte da sociedade defende a esdrúxula tese de que só há um remédio para nos salvar: acabar com a classe política.

Quem imagina que tal sentimento é coisa do presente, comete um erro palmar.

O poeta Olavo Bilac, em 1915, portanto há 105 anos, com o ardor cívico que o dominava, chegou ao extremo de pregar a deflagração de uma guerra estrangeira para destruir a classe política.

Eis um trecho de seu estapafúrdio discurso: “Só há um meio de destruir essa máquina política que aí está, e que é toda a desgraça do Brasil. Uma guerra de que saíssemos vitoriosos, seria para nós infelicidade ainda maior, porque consolidaria ainda mais, nas posições que hoje desfruta, essa camarilha que explora o país”.

Nomes exóticos

Há pessoas que registram suas candidaturas na Justiça Eleitoral com nomes exóticos, pitorescos ou apelativos, no pressuposto de polarizarem as atenções do eleitorado.

Ledo engano. O eleitor pode até achar graça do gesto do candidato, mas na hora de votar dá a ele o tratamento merecido: rejeita-o inapelavelmente, pela falta de criatividade.

À guisa de ilustração, vejamos alguns candidatos registrados ao longo dos últimos anos na Justiça Eleitoral do Maranhão, que não respondem pelas certidões de nascimento: Chico Arara, Chocolate, Bonitão, João do Sítio, Wilson Bozó, Augustin Carrara, Nava Gesso, Zé da Esquina, Teresinha do Guaraná, Gato Felix, Tião Moita, Lamparina, Roni Aleluia, Sousa Bizu, Bentivi, Capitão Cloroquina e Maresia.

Existem muitos outros que a minha memória, já cansada, não consegue lembrar.

Réveillon nos jardins do Blue Tree

Depois de um hiato em decorrência da pandemia, o Réveillon Sunrise, que sempre reúne um público numeroso, está confirmado para 31 de dezembro nos jardins do Blue Tree Hotel, no Calhau.

O evento será realizado pela Pororoca Produções, em parceria com Reprise Produções e Acontece Produções.

Uma das atrações já confirmadas é o cantor, compositor, produtor e sanfoneiro Dorgival Dantas, um dos artistas representantes da região Nordeste mais aplaudidos e queridos no Brasil.

Para escrever na pedra:

“Futebol se joga no estádio? Futebol se joga na praia, futebol se joga na rua, futebol se joga na alma”. De Carlos Drummond de Andrade.

TRIVIAL VARIADO

O brasileiro vai votar para presidente da República neste domingo diante de um cenário mais radicalizado do que o de 2018. Driblando adversidades, Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva conseguiram manter a polarização.

E os resultados das últimas pesquisas de intenção de voto aumentam a expectativa sobre o julgamento do eleitor a respeito de ambos no domingo.

Uma dúvida comum antes das eleições é: preciso levar o título de eleitor na hora de votar? A resposta é não. Contudo, é obrigatório apresentar um documento oficial com foto no local da votação.

Quais documentos? Entre esses documentos aceitos, estão carteira de identidade, carteira nacional de habilitação (CNH), passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, certificado de reservista e carteira de trabalho.

Presenças de grande charme no jantar de ontem no restaurante Cabana do Sol: o cardiologista Bonifácio Barbosa com a família. Ele exibindo a nova cabeleira, depois de um implante capilar que renovou bastante sua aparência.

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