Pergentino Holanda

Maranhenses disputam samba na Estácio

Mais: indicação à Câmara

PH

Eulálio Figueiredo está na semifinal do concurso de samba-enredo da Escola Estácio de Sá, do Rio de Janeiro como coautor de uma das músicas mais bonitas. Acima, ele ao lado do intérprete Allysson Ribeiro
Eulálio Figueiredo está na semifinal do concurso de samba-enredo da Escola Estácio de Sá, do Rio de Janeiro como coautor de uma das músicas mais bonitas. Acima, ele ao lado do intérprete Allysson Ribeiro

O juiz de Direito – e compositor nas horas vagas – está disputando o concurso da Escola de Samba Estácio no Rio de Janeiro para escolha do samba-enredo que a escola levará para a avenida no Carnaval de 2023.

Ele é coautor do samba inspirado no enredo “São João de São Luís do Maranhão, Acenda a fogueira do meu coração".

O samba é uma parceria de Gilvan Mocidade / Eulálio Figueiredo/ Zé Lopes e Walasse Godinho. Eis a letra:

“Lá do alto, desceu pra uma ilha encantada/ padroeiro e festeiro/ fez de lá grande terreiro/ em noite iluminada/ imenso mar de magia/ de mistério e tradição/ canta, dança, vem tocar matraca e pandeirão/ crioula de São Benedito/ veja como é tão bonito/ o Largo de São Pedro e a procissão...

... tem bumba meu boi/ roda, gira no lelê/ no desfile do João Paulo/ só vai dá eu e você (bis)

A madrugada chegou/ lua já se escondeu/ meu novilho “urrou”!/ é hora de guarnicê/ balança...a tua barra no terreiro/ vem...Mãe Catirina traz a luz do candieiro/ pra enfeitar de bandeirinhas a cidade/ bordei os santos/ na copa do meu chapéu/ assim na terra como no céu...

...lá vem a Estácio, amor!/ vem “ca curiá” eu vou!/ é São João em São Luís do Maranhão/ acenda a fogueira do meu coração (bis)”.

O intérprete do samba é Allysson Ribeiro, que hoje cedo viajou para o Rio de Janeiro.

 

Gilvan Mocidade Walasse Godinho e Zé Lopes são coautores com Eulálio Figueiredo do samba que está na semifinal para o Carnaval 2023 da Escola Estácio de Sá, do Rio Janeiro
Gilvan Mocidade Walasse Godinho e Zé Lopes são coautores com Eulálio Figueiredo do samba que está na semifinal para o Carnaval 2023 da Escola Estácio de Sá, do Rio Janeiro

Cheiros da civilização

Nesta atmosfera pouco cheirosa em que vivemos, a poucas horas das eleições, sinto falta do cheiro da maresia e do som das ondas marulhando a borda das canoas ancoradas no antigo Cais da Sagração ou na rampa Campos Melo.

Aliás, o centro histórico de São Luís está cercado por tapumes, em obras, espera-se que não sejam eternas como costuma ser o ritmo das obras públicas no Brasil.

Antigamente o local era banhado pelo mar, predominavam o aroma das ostras, algas e da tinta fresca dos barcos pesqueiros, amarrados ao cais próximo ao Mercado das Tulhas, descarregando peixe. Outras antiguidades o tempo levou.

Cheiros da civilização...2

Onde estão os barzinhos do Mercado, endereço do melhor peixe-pedra frito e do melhor camarão frito com farinha d´água? Entre suas mesas toscas e nem sempre higienizadas, fluía o mais genuíno papo da “boêmia”, entre chopes bem tirados e doses de tiquira. As pessoas se queriam bem, mesmo falando de política, em alto grau de civilidade.

Itapary é daqueles que sentem falta do Senadinho do Largo do Carmo e do seu cívico banco tribunalício, ao lado do relógio que teima em não atualizar as horas e minutos, hoje sem os velhos bancos de madeira, configurando um Senado sem plenário. Onde estão os cavalos brancos (e baios) de Napoleão, valentes puxadores das carruagens da nossa infância? Onde estão os trapiches do rio Anil, promontórios que nas manhãs ensolaradas acolhiam os gazeteiros do Colégio São Luís?

Cheiros da civilização...2

Há nas ruas do centro histórico uma horda apressada e desconhecida, exército em marcha batida para os apinhados terminais de ônibus do centro.

Sequer providenciaram uma passagem subterrânea para essa gente destemida e escandalosamente jovem, como a nova cidade que se ergue sobre os cheiros da antiga.

A barca (ou o foguete?)

1 Dia desses, numa roda de amigos, o poeta e escritor Joaquim Itapary comentava, com a autoridade de quem já foi político e exerceu altos cargos na administração pública do Maranhão e do Brasil – de secretário a ministro de Estado –, que sobretudo em nosso estado, certas palavras, com a fragmentação dos partidos, perderam a boa semântica.

E pontuava, sem esconder uma certa  desolação, que, aos poucos, a vida política terá que reaprender o sentido da palavra “oposição”. Havia menos ódio e mais fair play, mas o ritual das vitórias e derrotas importava em doses igualitárias de soberba e zombaria. Depois de uma semana de apuração, os resultados começavam a apontar para vencedores e derrotados:

– Vai acabar! – trombeteava o vencedor, triunfante.

E arrematava, eufórico:

– Acabou a mamata! Vão procurar o que fazer!

O funcionário estável olhava com certo desdém os “temporários” do partido derrotado – PSD ou UDN – e, sádico, anunciava a partida da “barca”. Como uma gralha, exortava:

– Limpem as gavetas! “Vai acabá!”

2 Perder uma eleição no tempo dos velhos partidos era uma provação e uma “ciência”. A derrota chegava aos poucos, em boletins narrados entre hinos e fanfarras. A “barca” era a instituição mais temida pelos litigantes.

Significava a perda da boquinha dos cargos comissionados, a crueldade das gozações impressas pipocando nos jornais vencedores:

– Parte hoje, do Cais da Sagração, a barca do PSD (ou da UDN), tendo no timão o candidato fracassado e como “lastro” duas centenas de puxa-sacos, agora obrigados a trabalhar para ganhar suas vidinhas.

Um deputado só tinha certeza da eleição depois de uma semana, entrando e saindo da lista dos ungidos. Os votos pingados salvavam ou crucificavam o candidato, logo “rotulado” pelo povão:

– Entrou na “legenda”.

Equivalia a um mandato de segunda categoria, principalmente se o cidadão se elegia com algumas dezenas de votos, como permite o esdrúxulo sistema proporcional.

Era a segunda metade dos anos 1960, a “Revolução” já obscurecia o horizonte do Brasil, mas os antigos partidos ainda gozavam de uma sobrevida, até que o general Castelo Branco lhes cortou o pescoço – certamente por falta de confiança no próprio.

3 Conheci essa época do Charleston da política, a atmosfera romântica de um tempo em que a fidelidade partidária, mais do que uma fé, era um dogma. Uma eucaristia cultivada pelos caciques, mas detestada pelos índios da redação, cuja vocação era mesmo a do espanhol da piada:

Se hay gobierno, soy contra!

DE RELANCE

Debate e audiência

Os maranhenses, assim como grande parte dos brasileiros, foram dormir tarde ontem. É que a Globo exibiu o último debate entre candidatos à Presidência da República antes do pleito deste domingo.

Nem mesmo a emissora imaginava que a longa conversa entre os postulantes renderia sua maior audiência no horário desde fevereiro de 2005 no âmbito nacional.

O encontro registrou 25 pontos na prévia de audiência do PNT, Painel Nacional de TV, da Kantar Ibope Média, que mensura as 15 regiões metropolitanas de maior consumo do país.

Isso significa, em média, 17,8 milhões de pessoas.

Debate e audiência 2

Foi o debate de primeiro turno com maior público desde 2006, quando Luiz Inácio Lula da Silva foi ao segundo turno com Geraldo Alckmin, hoje candidato a vice na chapa do petista, que venceu aquele pleito.

Na Grande São Paulo, o encontro entre Bolsonaro, Lula, Ciro Gomes, Simone Tebet, Soraya Thronicke e Kelmon manteve-se nos 30 pontos de audiência ao longo de seus primeiros 45 minutos.

Nesse trecho inicial, o patamar já superou o dobro do saldo obtido na mesma faixa horária na quinta-feira anterior, 22, na mesma região.

Um debate como nunca se viu

Desde a retomada das eleições diretas, o Brasil não tinha assistido a um debate como esse da TV Globo, que reuniu sete candidatos de partidos com pelo menos cinco representantes no Congresso.

Por mais de três horas, quem resistiu à maratona assistiu a um festival de ataques, grosserias e distorções, refletindo o clima das ruas nestes dias que antecedem a eleição.

Perdeu-se uma oportunidade preciosa para debater propostas, apesar de o regulamento prever dois blocos de perguntas com temas sorteados. 

Um debate como nunca se viu...2

A verdade é que nunca se viu um debate tão tenso e com tantos direitos de resposta – nem sempre usados para responder a uma acusação pessoal, como previa a regra.

Quem esperava que Bolsonaro se descontrolasse, errou a aposta. Ele, o presidente, seguiu o roteiro traçado pelo filho Carlos Bolsonaro: tentar atacar Lula sem trégua. Chamou o adversário de ladrão, mentiroso, ex-presidiário. Foi chamado por Lula de corrupto, incompetente, mentiroso.

Os dois repetiram os ataques do horário eleitoral. Lula começou nervoso e perdeu o controle quando foi provocado pelo padre-candidato, que entrou da disputa para isso mesmo: tumultuar.

Festa da democracia

A festa da democracia em São Luís, ou seja, a comemoração do resultado final das eleições 2022 será no Casarão Colonial, cuja programação terá início às 18h, uma hora depois do encerramento da votação.

Este ano, tudo indica que a apuração será concluída mais cedo, o que pressupõe festas também mais cedo e mais duradouras.

É por isso que a programação no endereço festivo da Rua Afonso Pena, no Centro Histórico de São Luís, reunirá Bruno Shinoda, CDC e convidados (Ivan Marques e Marlon Reis), e o DJ Arsênio Filho.

Itaú Cultural

A partir do dia 1º, sempre aos sábados, a Expedição Brasiliana – realizada no Espaço Olavo Setubal, junto da Coleção Brasiliana, inspiração para essa atividade –, traz novas buscas para a petizada.

No dia 2, tem diversão on-line no Palco Virtual Ancestralidades, com a peça “Olha o olho dos meninos”, do Grupo Bricoleiros, ficando no ar até dia 30.

No próprio Dia das Crianças, 12, a Sala Itaú Cultural apresenta o espetáculo musical “Mundo Aflora”, com os músicos brincantes Angelo Mundy e Flora Poppovic.

Na mesma data, o projeto “Contos e cantos da Guiné Bissau”, da Cia Oya Ô, leva para o andar térreo da organização histórias africanas lúdicas que refletem sobre a sociedade. 

 

O bistrô Grand Cru foi palco de um opíparo jantar que reuniu na noite de ontem o empresário Antonio Cordeiro Filho e sua amada Ana Cristina Maranhão, em encontro de amizade com este Repórter PH, regados a vinhos excelentes
O bistrô Grand Cru foi palco de um opíparo jantar que reuniu na noite de ontem o empresário Antonio Cordeiro Filho e sua amada Ana Cristina Maranhão, em encontro de amizade com este Repórter PH, regados a vinhos excelentes

Indicação à Câmara

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva prometeu, se for eleito, apoiar a reeleição de Rodrigo Pacheco no comando do Senado e a eleição da maranhense Roseana Sarney para presidir a Câmara.

São costuras por apoio nesta reta final da campanha.

Lula sabe que, se for eleito, precisará de um Congresso amistoso para governar, especialmente se conseguir derrubar o orçamento secreto via Supremo.

A ideia é voltar ao modelo antigo de execução orçamentária via ministérios, entregando aos aliados as pastas com maior verba.

Para escrever na pedra:

“Democracia com fome, sem educação e saúde para a maioria, é uma concha vazia”. De Nelson Mandela. 

 TRIVIAL VARIADO

As primeiras imagens feitas pelos telescópios James Webb e Hubble da colisão da espaçonave Dart, da Nasa, com um asteroideindicam impacto muito maior que o esperado.

Uma vergonha: tradicional palco para ajudar o eleitor a escolher presidentes da República, o debate na TV Globo foi marcado por ataques e xingamentos, que resultaram em sequência de pedidos de resposta,

O mês que se inicia marca a campanha de conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama – e isso não vale só para humanos. Os animais também merecem cuidados.

Duas amigas muito queridas mudam de idade hoje: a viúva Maria Helena Castro, que reunirá amigos no fim da tarde para festejar a data, no Jardim Eldorado, e Ana Amélia Santos (esposa de Maurício Macedo Santos), que por motivo de saúde não fará festa.

Os amigos do empresário Luiz Carlos Cantanhede Fernandes comemoram. Depois do sufoco decorrente de uma grande cirurgia robótica, a biópsia deu negativa e já na próxima semana ele receberá alta e, logo logo, regressará a São Luís.

De 17 a 20 de novembro, a Faculdade de Negócios Faene, no Residencial Pinheiro, vai reeditar o curso de extensão sobre Docência, Inovação na Aprendizagem e Didática Universitária.

As aulas serão conduzidas pelos professores Ricardo Carreira e Elaine Sousa. O curso passou dois anos e meio sem ser oferecido à comunidade e está sendo retomado. A divulgação terá início em outubro. 

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais Twitter, Instagram e TikTok e curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.