COMENTÁRIO

Jennifer Lawrence se destaca em Joy: O Nome do Sucesso

Atuação recebeu uma indicação ao Oscar 2016 na categoria Melhor Atriz; cerimônia de entrega das estatuetas acontecerá no dia 28 deste mês, em Los Angeles

Amanda Hellen / Especial para o Alternativo*

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h51
Cena de Joy: o nome do sucesso
Cena de Joy: o nome do sucesso (Joy)

Assisti ao filme “Joy: o Nome do Sucesso” e gostaria de antes de tudo dizer que não sou nenhuma crítica de cinema e, portanto, não tenho experiência alguma para falar sobre direção, fotografia e qualquer outro elemento do cinema. O que eu sou mesmo é uma expectadora e jornalista fascinada tanto pelo tema empreendedorismo quanto pelas histórias que ele constrói, e Joy é uma dessas.

Estrelado por Jennifer Lawrence, o filme, baseado em uma personagem real, conta a história de Joy, uma criança prodígio, que gostava de inventar coisas, quando seus pais resolvem se divorciar e sua mãe se afunda em uma depressão onde passa a viver trancada no quarto assistindo a novelas, ela cresce, se casa, se divorcia, deixa seus sonhos de lado e trabalha duro para criar seus dois filhos, enquanto sustenta a mãe, a avó e o próprio ex-marido.

Bradley Cooper vive o empresário que pode ajudá-la e o diretor David O. Russell dá um tom cômico e dramático à trama, como fez nos dois filmes anteriores estrelados pelo meu casal favorito, “O Lado Bom da Vida” (2012) e “Trapaça” (2013), aliás, confesso que em determinados momentos, achei que estava assistindo ao “O lado bom da vida”, principalmente quando o Robert de Niro estava em cena.

Um dia, quando seu pai volta a morar com ela e ela é rebaixada no emprego, Joy decide reinvestir em si mesma e inventa um esfregão que se “auto torce”, o conhecido “mop”, que possibilita que a dona de casa lave a casa sem usar as mãos no processo. Para torná-lo um sucesso, ela contrai dívidas e trava inúmeras batalhas, a maioria contra a própria família que insiste em sabotá-la e está empenhada em fazê-la acreditar o tempo todo que ela é apenas uma dona de casa comum, mas com o incentivo da avó e da filha mais velha (e até do ex-marido), ela consegue levar seu produto para a televisão.

Qual empreendedor nunca passou por situação semelhante? E o filme se baseia nisso, na resiliência, no poder de acreditar, antes de todos para alcançar o objetivo, no caso da Joy, de ver sua invenção em todos os lares americanos.

O empreendedorismo de Joy Mangano a fez famosa na vida real. Confesso que não a conhecia antes do filme, mas uma rápida pesquisa descobri que ela é recordista de vendas nos Estados Unidos, e fez fortuna com produtos como o “mop” e também cabides revestidos em veludo. Ela foi uma das primeiras a aparecer na televisão sem todo o glamour que existia na época, como uma simples dona de casa que desejava mais agilidade em seu cotidiano.

Jennifer Lawrence carrega essa atmosfera de empreendedorismo para as telas. Você vê o negócio dar certo, dar errado, analisa, faz fluxo de caixa, projeta um plano de negócios, de marketing, tudo ali, sentado do outro lado da tela. E esse é sem dúvida o grande trunfo do filme, além, é claro, de particularmente, a presença da avó, sempre acreditando e incentivando. E quem é empreendedor sabe, mesmo que todo mundo diga que vai dar errado, a presença de uma única pessoa que ama e conhece, dizendo que vai dar certo, faz toda a diferença.

Amanda Hellen é jornalista.

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