COMENTÁRIO

Origens de Peter Pan

Hipóteses para história do menino que não queria crescer são reveladas em filme; Hugh Jackman, Amanda Seyfried e Cara Delevingne estão no elenco

Italo Stauffenberg/Da Equipe de O Estado

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h54
Levi Miller interpreta Peter Pan
Levi Miller interpreta Peter Pan (Peter Pan)

Um menino órfão que não quer crescer. Essa história todo mundo conhece, mas como seria o início de tudo? Como ele chegou a Terra do Nunca, como aprendeu a voar? Foi pensando em hipóteses para as origens que o diretor Joe Wright levou para os cinemas uma versão do clássico de J.M. Barrie.

“Pan” (ou “Peter Pan”, na versão brasileira) tem como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial. Peter (Levi Miller) é deixado em um orfanato pela mãe (Amanda Seyfried). Ele cresce e, ao lado de seu amigo Nibs (Lewis MacDougall), é humilhado por uma freira rabugenta.

Espertos, os órfãos descobrem que a freira vende crianças para piratas. Numa noite, Peter é levado para a Terra do Nunca em um navio voador com piratas malucos.

No “novo mundo”, o menino percebe a devoção do povo ao seu líder. Eles cantam apaixonadamente “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana, a um tirano com o rosto cheio de pó branco, peruca de Maria Antonieta e roupas de Luís XIV. O Barba Negra (Hugh Jackman) os atrai pelo carisma, ele procura um pó de fadas, que está escondido nas rochas de Neverland. O “Pixum”, como é chamado tal elemento, tem a capacidade de rejuvenescer qualquer pessoa. E para se manter jovial, Barba Negra obriga seus súditos a trabalharem em uma mineração.

É lá que Peter conhece James Hook (Garrett Hedlund), ou melhor, James Gancho. No filme, o arquirrival de Peter era seu melhor amigo. Após uma confusão na mina, Peter é sentenciado a morte por Barba Negra, mas para escapar ele mostra uma incrível habilidade de voar.

Preocupado com uma lenda que afirmava que o filho de uma guerreira e o príncipe das fadas retornaria de outro mundo para lhe destruir, Barba Negra tenta persuadir Peter a todo custo, mas não tem sucesso. Ele foge com Hook e o Sr. Smee (Adeel Akthar) em um navio voador para o Reino das Fadas, mas cai na Floresta do Nunca. Lá, eles são atacados por pássaros gigantes com rostos esquisitos, mas penas deslumbrantes (dica: o filme é excelente para se assistir em 3D). Uma guerreira misteriosa, a princesa Tigrinha (Rooney Mara), o salva e o leva para a tribo Niger.

Contrapontos

Apesar de fluir bem, a nova história deixa a desejar em alguns aspectos. Tudo bem que se trata de uma história infantil, mas até a versão original de J.M. Barrie não deixa fios soltos. Por exemplo, os navios só têm a capacidade de voar por conta do pó de pirlimpimpim extraído das fadas. No novo filme, nada é explicado sobre o porquê de navios circularem no ar e a Terra do Nunca fica em segundo plano.

Barba Negra não é nem bom nem mal. Ele é caricato e tudo o que faz é por conta da beleza e, claro, se manter no poder. O futuro Capitão Gancho também tem uma atuação fraca. Ele não surpreende e nem deixa a expectativa de que em próximos filmes será o maior inimigo de Peter Pan. Aliás, o novo Peter é bem diferente da versão original, pois enquanto este é rebelde, arrogante e egocêntrico, aquele é apenas um menino esperto que quer encontrar sua mãe e que não traz à tona a preocupação em se tornar adulto. Sininho só aparece nos momentos finais do filme e com uma mísera participação. Isso deixa os fãs do conto decepcionados.

Mas também não é só de pontos negativos que o filme se perfaz. Levi Miller, em seu longa-metragem de estreia, chama a atenção. O garoto rouba a cena, não por ser o protagonista, mas por representar bem a áurea de um menino órfão e aventureiro que faz de tudo para encontrar sua mãe até aceitar a ideia de que é o salvador de todo um reino.

Também é interessante a inclusão de hits da década de 1990, como canções do Nirvana e os Ramones, como representações do fanatismo de Barba Negra. Aliás, a trilha sonora conta com duas canções de Lily Allen, feitas exclusivamente para o filme.

EM CARTAZ

No CENTERPLEX. Sala 4. Sessões 3D (dub): 15h15 e 17hh40. Sala 5. Sessões (dub): 16h, 18h40 e 21h. No CINESYSTEM SÃO LUÍS. Sala 6. Sessões (dub): 14h20 e 19h10. Sessões 3D (dub): 16h40 e 21h30. No CINESYSTEM IMPERATRIZ. Sala 1. Sessões 3D (dub): 14h, 16h30, 19h e 21h20. Sala 4. Sessões (dub): 13h40 e 18h10. No CINÉPOLIS. Sala 5. Sessões (dub): 14h45 (de sábado a segunda), 17h15 e 20h. Sessão (leg): 22h30. Sala 6. Sessão (dub): 14h10 (de sábado a segunda) e 16h45. Sala 9. Sessões 3D (dub): 15h30, 18h10 e 21h. Sala 10. Sessões 3D (dub): 13h30 (de sábado a segunda), 16h15 e 19h.

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