Pergentino Holanda

Reencontro com um jornalista atuante

Mais: Alexandre Lago é o candidato

PH

Reencontro no Rio Poty Hotel com um dos jornalistas mais atuantes do Sul do Maranhão como apresentador de TV: Zé Filho (José Pereira da Silva Filho)
Reencontro no Rio Poty Hotel com um dos jornalistas mais atuantes do Sul do Maranhão como apresentador de TV: Zé Filho (José Pereira da Silva Filho)

 Morte de um homem discreto

Durante toda a sua vida, o escritor Magson Silva foi o membro mais discreto da Academia Maranhense de Letras. Ele nunca comparecia às reuniões ordinárias ou festivas da entidade. E assim se manteve enquanto viveu.

Muitos acadêmicos só conseguiam falar com ele quando o procuravam para pedir voto para a cadeira a que estavam concorrendo. Pois sempre que vagava uma cadeira na Casa de Antonio Lobo ele garantia seu voto ao primeiro candidato que o procurasse. Assumido o compromisso, não havia mais segunda opção.

Às vésperas do Natal de 2022, Magson Silva saiu de fininho e poucos ficaram sabendo de sua morte. Ele tinha 89 anos e ingressou na AML em 23 de outubro de 1959.

Ele partiu para a eternidade sem dizer adeus. E da mesma forma como sempre viveu. Discretamente.

Alexandre Lago é o candidato

Há uma forte tendência na Academia Maranhense de Letras para que haja consenso em torno do nome do escritor Alexandre Lago para ocupar a cadeira vaga com a morte de Magson Silva.

Não é de hoje que Alexandre vem pavimentando a estrada para transpor os umbrais da Casa de Antonio Lobo. Só não esperava que o fato se desse de forma tão contundente.

É voz geral que, do presidente Lourival Serejo aos mais novos membros da entidade, todos os acadêmicos se mostram simpáticos ao nome de Alexandre.

Uma tradição

Aniversariante do próximo sábado, dia 7 de Janeiro, o ex-deputado Manoel Ribeiro nunca deixa a data passar em brancas nunvens.

E este ano, mais uma vez, abrirá a sua casa no Olho d´Água, para um grande almoço reunindo muitos dos seus melhores amigos.

Ao seu lado, ajudando a receber os convidados, estará sua amada Aline Teixeira.

Em defesa das mulheres

Assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm defendido que mais mulheres sejam nomeadas para cargos jurídicos – em especial, para vagas no STF (Supremo Tribunal Federal) e para o comando da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Dois nomes têm despontado dessas conversas. Um deles é o de Deborah Duprat. A ideia é que ela comande a PGR a partir de setembro, quando termina o mandato de Augusto Aras.

Subprocuradora-geral da República aposentada, Duprat tem longa trajetória na defesa dos Direitos Humanos.

A procuradora se aposentou em 2020 e, juridicamente, há brechas para ela reverter o ato.

Em defesa das mulheres…2

Aliados de Lula também defendem que uma mulher substitua Rosa Weber, que se aposentará em outubro, quando completa 75 anos.

Entre as cotadas para a vaga ganhou força a advogada e doutora Carol Proner, que também se dedica aos Direitos Humanos.

A advogada e doutora Gabriela Araújo é outra que tem sido mencionada no entorno do presidente.

Ela é especializada em Justiça Constitucional e Tutela de Direitos Fundamentais.

As duas advogadas integram o Prerrogativas, grupo de juristas que apoiou a candidatura de Lula.

 

Casal de grande charme e simpatia da sociedade maranhense, os cearenses Sergio Parente e Sylvia posaram para o cartão de boas festas que estão enviando aos amigos
Casal de grande charme e simpatia da sociedade maranhense, os cearenses Sergio Parente e Sylvia posaram para o cartão de boas festas que estão enviando aos amigos

DE RELANCE

O eterno retorno

Faço coro com Tulio Milman quando afirma que deixou, faz tempo, de sentir qualquer tipo de paixão quando o assunto é política. Paixão é fundamental na vida. Um combustível poderoso para ideias e relacionamentos, mas não para escolher os gestores de um país.

Aí, é o cérebro que deveria funcionar. Assim como o cronista gaucho, consolidei essa convicção ao longo dos anos.

Não é uma verdade absoluta e nem proselitismo raso. É o um jeito de ver as coisas. E cada um tem o seu.

O eterno retorno…2

Como reporter atento ao cotidiano brasileiro, assisti também a boa parte das cerimônias de posse do novo governo federal em uma poltrona. Revi rostos de 20 anos atrás, ouvi os discursos sobre o futuro, as promessas e as críticas à herança maldita.

Vi a estética pensada para marcar a diferença com o que veio antes. “Responderemos ao ódio com amor”. Quando Lula disse isso, arregalei os olhos. Foi das poucas reações durante as horas de vigília em frente à TV.

Eita frase bonita. Na mesma hora, as emissoras e os veículos de comunicação a pinçaram e a estamparam nas suas capas e telas, em letras garrafais. É bonita, mas não é verdadeira. Não foi na campanha e não será agora.

O eterno retorno…3

Da mesma forma que acontece com Milman, eu também sou cético com os políticos e com a política. Justamente porque os considero fundamentais. É o meu jeito de ajudar.

Eu já era jornalista nos tempos dos governos petistas e lembro das campanhas de difamação e de ataque moral contra os “inimigos”. Lembro da forma como o PT tratou os presidentes Fernando Henrique Cardoso, José Sarney, Michel Temer e todos os que não faziam parte da turma.

Uma oposição raivosa e pouco construtiva.

O eterno retorno…4

Como regra, a crítica e a divergência não são respondidas com “amor” pelos poderosos, imagine o ódio. Não é o PT ou o Bolsonaro. É a dinâmica atual da política. O poder é o objetivo e não o meio, como deveria ser.

Há bons políticos no Brasil, mas é muito difícil dançar valsa em uma festa onde a banda só toca heavy metal. Em volume ensurdecedor. Ou você é tirado para louco, ou dança sozinho.

Também impressiona a falta de critério para analisar a linha histórica do tempo. Lula fala como se o que veio depois dos anos de PT tivesse aterrissado no Brasil em uma nave de outra galáxia.

O eterno retorno…5

Lula foi o maior cabo eleitoral de Bolsonaro. E vice-versa. É importante compreender essa verdade para que possamos lidar com ela da melhor forma possível.

Tomara que Lula e o PT tenham aprendido. Tomara que, internamente, tenham feito a autocrítica que não ouvimos até agora.

Quem deixou o poder dia 1º de janeiro torce para que não. Quatro anos passam voando. Um filme que eu vejo há mais de meio século.

Quanto ganhará Bolsonaro?

Sem exercer um cargo público pela primeira vez em 34 anos, Jair Bolsonaro não precisará se preocupar com dinheiro.

Agora que terminou seu mandado, o ex-presidente acumulará: Uma aposentadoria mensal de R$ 11.945,49 brutos do Exército por ser capitão reformado; Uma aposentadoria parlamentar mensal de mais de R$ 30 mil, de acordo com cálculos de técnicos legislativos, por tempo de trabalho; Um salário de R$ 39 mil do Partido Liberal (PL) por ocupar o cargo de presidente de honra.

Tem mais: serviço de quatro servidores, para segurança e apoio pessoal, além de ter dois motoristas à disposição junto a veículos oficiais da União.

Os benefícios com assessores ao seu dispor de forma vitalícia são referentes a ser um ex-presidente da República. É o que garante a lei 7474, aprovada em 1986, durante o governo de José Sarney, e que posteriormente foi alterada e regulamentada nos governos de Itamar, Fernando Henrique e Lula.

Recontagem da população

Como esta coluna já noticiou, muitos prefeitos não gostaram da contagem prévia do Censo 2022.

O levantamento mostra que a população de 702 cidades encolheu. E aí encolhe também o repasse de verbas atreladas ao número de habitantes.

A questão pode ir parar na Justiça, com o pedido dos municípios afetados pela redivisão de recursos ser feita só depois da consolidação dos dados, prevista para março.

 

Ana Karin Andrade e sua amiga  Rônia Franco, que também integra o Grupo Mulheres Solidárias, em visita a este Repórter PH, na redação do Imirante.com
Ana Karin Andrade e sua amiga  Rônia Franco, que também integra o Grupo Mulheres Solidárias, em visita a este Repórter PH, na redação do Imirante.com

Novo asfalto CapPRO

A preocupação das fabricantes de veículos está na eficiência e na sustentabilidade. Muito se fala sobre o aprimoramento dos carros, das motos e dos caminhões. Mas e o que está para além deles? Com isso em mente, a Petrobras anuncia a criação do novo asfalto CapPRO, que promete redução de até 65% nas emissões de gases do efeito estufa.

A empresa explica que a aplicação do asfalto normalmente ocorre em altas temperaturas. O novo asfalto, por outro lado, pode ser aplicado em temperaturas significativamente menores do que as usuais, o que contribui para a economia de energia.

Com menores temperaturas de aplicação, também são menores as emissões de vapores químicos.

Novo asfalto CapPRO…2

Outra vantagem do CapPRO é que ele possibilita um maior uso de material reciclado de asfalto na composição do pavimento asfáltico, isto é, permite que se recicle maior quantidade de asfalto. Isso sem a necessidade de modificações na aplicação.

A Petrobras já inseriu o novo produto em seu portfólio e, ao longo de 2023, será implementado nas vias de todo o país.

Conforme o asfalto velho vai sendo substituído, a renovação já será feita com o CapPRO. Trata-se de mais um passo fundamental para o cumprimento das normas ambientais e da agenda de programas importantes, como o Rota 2030.

Pelé e as ausências na despedida

O velório de Pelé no Estádio Urbano Caldeira, a Vila Belmiro, durou 24 horas. Neste período, apenas dois jogadores campeões mundiais com a Seleção Brasileira estiveram no local para prestar suas últimas homenagens ao Rei: o companheiro do tricampeonato Coutinho (1970) e o volante Mauro Silva (1994), vice-presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF).

A baixa participação de ex-jogadores com vínculo à Seleção Brasileira não foi bem vista por torcedores.

A percepção, muitas vezes repetida, de que a figura de Pelé como ídolo não encontraria tanto eco entre os brasileiros não foi observada no velório. Ao contrário. Cerca de 230 mil pessoas passaram pelo gramado da Vila Belmiro para se despedir do Rei.

Para escrever na pedra:

“O tempo é um tecido invisível em que se pode bordar tudo”. Do escritor Machado de Assis.

TRIVIAL VARIADO

Orelhas vão arder na primeira reunião ministerial de Lula, marcada para esta quinta-feira. O principal recado é que a equipe precisa ter cuidado com o que fala e que só vale como posição do governo o que tiver o aval do presidente.

A razão do alerta são episódios recentes de declarações de auxiliares que causaram alvoroço, reações no mercado e recuos do governo.

No assunto: Lula marcou também reunião com todos os governadores. Será no dia 27 de janeiro, em Brasília.

Começou a troca de letreiros nas sedes dos ministérios na Capital Federal. O primeiro foi o da Fazenda, um dos que ficaram no lugar do Ministério da Economia.

Em sua posse no Ministério do Meio Ambiente, Marina Silva falou sobre a criação de uma secretaria que ela quer extinguir o mais rápido possível: a de Combate ao Desmatamento.

Com Lula presente, Geraldo Alckmin tomou posse no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Prometeu acelerar o processo de reindustrialização no Brasil e estimular iniciativas de indústrias tecnológicas e sustentáveis.

 

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