Pergentino Holanda

Em busca de uma boa imagem

Mais: Agronegócio é destaque na Expoema

PH

- Atualizada em 20/09/2022 às 09h39
O livro de condolências pela morte da monarca britânica no Treetops Hotel, no Quênia, onde Elizabeth II soube que iria ser rainha
O livro de condolências pela morte da monarca britânica no Treetops Hotel, no Quênia, onde Elizabeth II soube que iria ser rainha

Diferente da chamada “grande imprensa”, que aproveita qualquer mote para tentar destruir a imagem do presidente Jair Bolsonaro, minha humilde e desapaixonada opinião é de que, ao comparecer a eventos como o funeral da Rainha Elizabeth II, ao lado dos mais importantes líderes do planeta, Bolsonaro buscou reforçar – ou construir, em alguns casos – uma imagem como líder nacional diante da aldeia global. De preferência, uma boa imagem.

Assim como a morte da rainha Elizabeth II não mudará a História, a viagem de um presidente ou o que diz no funeral – ou na ONU nesta terça-feira –, não rendem votos. Esses eventos, no entanto, ajudam a projetar a imagem simbólica do político na mente de seus eleitores.

A duas semanas da eleição brasileira, a visita de Bolsonaro a Londres e seu discurso na Assembleia-Geral da ONU, na manhã de hoje, têm muito mais a função de reforçar no imaginário da população a imagem de um mandatário forte, ao lado de príncipes e poderosos, respeitado por líderes internacionais.

Em visitas anteriores, como aos países árabes, em novembro de 2021, Bolsonaro almejava angariar a imagem de um líder mercador, em busca de investimentos externos.

Nessa, em Londres, bastava-lhe apenas aparecer ao lado, em fotos, do rei Charles III.

 A Rainha no Cinema

Parte do mundo parou ontem para um último adeus à Rainha Elizabeth II, cujo funeral chegou ao fim em uma cerimônia com a presença de líderes mundiais a partir das 7h (horário de Brasília), na Abadia de Westminster, em Londres.

Com um reinado que se desenrolou por 70 anos, o mais longevo da história do Reino Unido, Elizabeth viu ainda em vida sua figura ser retratada – com diferentes níveis de fidelidade – em séries, filmes e documentários sobre ela e a sua Família Real.

A produção mais emblemática, sem dúvidas, é o consagrado drama The Crown, da Netflix, atualmente caminhando para sua quinta temporada, que segue os passos da monarca desde sua ascensão ao trono até os dias atuais (a mais recente temporada trouxe à tona os escândalos da década de 1980).

Claire Foy e Olivia Colman interpretam a protagonista na série.

 A Rainha no Cinema...2

Outra obra inspirada na vida da monarca que deixou sua marca foi Rainha (2006), de Stephen Frears, disponível para streaming no StarzPlay. Em papel que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz, Helen Mirren dá vida à Elizabeth II nos dias que se seguiram à trágica morte da Princesa Diana, quando a opinião pública se voltou contra a Casa de Windsor em solidariedade à “princesa do povo”.

Já um retrato mais lisonjeiro da rainha pode ser visto em A Noite da Realeza (2015), de Julian Jarrold, ambientado no chamado Dia da Vitória – 8 de maio de 1945 –, quando os Aliados anunciaram a vitória sobre a Alemanha, dando fim a Segunda Guerra Mundial na Europa.

Na trama, inspirada em um episódio real da vida da monarca, Elizabeth (Sarah Gadon), então com 19 anos, escapa do Palácio de Buckingham ao lado da irmã, Margaret, para testemunhar, a paisana, a celebração que se espalha por toda a noite londrina.

Por fim, o documentário Elizabeth: A Rainha Por Trás da Coroa (2021), de Roddy Williams, disponível no Globoplay, utiliza imagens de arquivo raras para apresentar o lado desconhecido da ex-líder britânica, explorando sua vida como mãe e esposa.

 

O então príncipe Charles, há 25 anos, com os filhos Andrew e Harry no cortejo fúnebre da Princesa Diana
O então príncipe Charles, há 25 anos, com os filhos Andrew e Harry no cortejo fúnebre da Princesa Diana

 Confissão do Príncipe William

O príncipe William deixou uma confissão à multidão que prestava a sua homenagem à rainha Elizabeth II em Sandringham: caminhar atrás do caixão da avó foi desafiante e trouxe de volta más memórias.

O herdeiro do trono britânico referia-se à morte da mãe, a princesa Diana, há 25 anos, quando tinha apenas 15 anos e seguiu o cortejo fúnebre ao lado do irmão Harry.

A imagem que ficou para a história dos dois adolescentes destroçados por uma morte na família voltou a se repetir na procissão solene que levou o caixão de Elizabeth II do Palácio de Buckingham para as Casas do Parlamento, em Westminster.

Confissão do Príncipe William...2

Não é a primeira vez que os irmãos – afastados ao longo dos últimos dois anos, depois de Harry ter abandonado os deveres reais – falam sobre o trauma causado pela prematura morte da mãe aos 36 anos, na sequência de um acidente de automóvel em Paris.

Ter de caminhar atrás do caixão, apesar da dor que sentiam, admitem os príncipes, foi um momento marcante da vida de ambos.

Ainda que ambos os momentos possam ser comparáveis, pela multidão nas ruas e a solenidade dos cortejos fúnebres, as circunstâncias desta vez são muito diferentes: William já tem 40 anos e Elizabeth II morreu aos 96 anos, “pacificamente”, no castelo de Balmoral, na Escócia.

Os cachorrinhos Muick e Sandy, da raça corgi, ao lado de dois guardas do Castelo de Windsor, sendo consolados pelo príncipe Andrew
Os cachorrinhos Muick e Sandy, da raça corgi, ao lado de dois guardas do Castelo de Windsor, sendo consolados pelo príncipe Andrew

 

Os cães da Rainha

O príncipe Andrew, filho da rainha Elizabeth II, foi visto ontem consolando os cachorros da raça corgi da mãe em Windsor, após o funeral de Estado da monarca.

Andrew acariciou os cachorrinhos Muick e Sandy ao lado de dois guardas do Castelo de Windsor.

Ele e sua ex-esposa, a duquesa de York, Sarah Ferguson, anunciaram que irão cuidar dos animais após a morte da rainha.

DE RELANCE

Lançamento da coleção “Azulejos”

Na próxima quinta-feira o Grupo Potiguar realiza um evento muito especial: o lançamento oficial da coleção “Azulejos” (com edição limitada), fabricada sob demanda para celebrar os 410 anos de São Luís.

Essa ação é mais uma declaração de amor à capital maranhense, dessa empresa que conta com 41 anos de atuação, na liderança do varejo de home centers no Maranhão.

O evento para convidados será às 17h, na sede da Fundação Municipal do Patrimônio Histórico (FUMPH).

Serão apresentados os quatro modelos de azulejos coloniais dessa coleção fabricada pela marca Pierini para a Potiguar e batizados com nomes de cidades portuguesas: Loures, Cascais, Sines e Lagos.

Eles são ideais para uso em piscinas, lareiras, fachadas, churrasqueiras, cozinhas, banheiros, áreas externas e internas. E podem ser encontrados em todas as lojas da Potiguar de São Luís e Imperatriz.

 

A família Brasil, à frente do Grupo Potiguar: o presidente Marcelo Brasil com fundador do Grupo, seu pai Vieira Brasil, e as filhas Camila Brasil, Diretora de MKT, e Fabíola Brasil
A família Brasil, à frente do Grupo Potiguar: o presidente Marcelo Brasil com fundador do Grupo, seu pai Vieira Brasil, e as filhas Camila Brasil, Diretora de MKT, e Fabíola Brasil

Morre William Klein

Mais uma celebridade que parte às vésperas do outono no Hemisfério Norte e da primavera no Hemisfério Sul: o americano William Klein, um dos fotógrafos mais influentes do século 20, conhecido pelo seu olhar sobre as cidades, morreu em Paris, aos 96 anos.

Autor do livro New York, uma das grandes obras da história da fotografia, Klein morreu “pacificamente” na noite do último dia 10.

Além de fotógrafo, Klein se destacou como pintor, cineasta e artista gráfico. Em todos estes campos optou sempre pela transgressão e experimentação. Retratou os habitantes de sua cidade natal e outras grandes cidades como Roma, Moscou e Tóquio, e filmou regularmente, ao longo de suas décadas de carreira, documentários e filmes de ficção. Entre os principais títulos estão Mister Freedom (1968) e Quem é Polly Maggoo? (1966).

Klein recebeu, entre outros, o Grande Prêmio Nacional da França, o prêmio Hasselblad na Suécia e um prêmio por toda a sua carreira do Instituto Americano de Artes em Nova York.

Desapego de um bilionário

"A Terra agora é nosso único acionista", disse o bilionário Yvon Chouinard, 83 anos, ao doar a marca de roupas Patagonia (dos EUA) para a causa ambientalista.

Em livro, ele já havia dito que é possível “obter lucros sem perder a alma”.

Agora, o executivo espera influenciar uma “nova forma de capitalismo”.

Será que a moda pega?

O retorno de Nazaré

Um clássico da teledramaturgia da Globo, Senhora do Destino está disponível desde ontem no Globoplay.

Dividida em duas fases, a novela originalmente exibida em 2004 acompanha a luta de Maria do Carmo (Carolina Dieckmann/Susana Vieira) para reencontrar sua filha, que foi sequestrada ainda recém-nascida.

Quem rouba a cena no folhetim, contudo, e continua sendo lembrada até hoje, é a vilã da trama, Nazaré (que rendeu muitos aplausos para Renata Sorrah).

Agronegócio é destaque na Expoema

A Comissão de Agronegócio da OAB Maranhão fez sua estreia na Expoema e participou da 62ª edição da feira, promovendo debates de extrema relevância sobre o agronegócio com nomes importantes da advocacia, do judiciário e da sociedade civil.

O espaço, idealizado e coordenado pelo presidente da Comissão de Agronegócio da OAB, Émerson Macedo, advogado com destacada atuação no segmento, teve o intuido de promover palestras, atendimento à sociedade e apoio institucional aos escritórios e advogados que atuam no direito do agronegócio, ramo do direito que muito tem crescido em todo o Brasil.

Destaque especial para a palestra do presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Paulo Velten, que falou sobre “A segurança jurídica nos contratos como fomento ao desenvolvimento econômico e social”. Também, a dra. Ticyane Palácio, juíza Auxiliar da Corregedoria Geral de Justiça, que abordou a “Regularização Fundiária como Instrumento de Desenvolvimento” e o presidente da OAB-MA, que fez pronunciamento sobre a importância do espaço para a advocacia.

Para escrever na pedra:

“Nada faz realçar mais a autoridade do que o silêncio, esplendor dos fortes e refúgio dos fracos”. De Charles De Gaulle.

TRIVIAL VARIADO

Após dois anos ocorrendo somente on-line, devido à pandemia de covid-19, a Universidade Federal do Maranhão volta a realizar, presencialmente, a Feira das Profissões, que será no período de hoje até quarta-feira, 22.

No assunto: aberta para toda a comunidade de São Luís e escolas públicas ou privadas, essa edição da Feira será em duas etapas: a primeira, na Cidade Universitária Dom Delgado, em São Luís; e a segunda, nos Centros do continente.

Tem mais: a Feira tem por objetivo orientar estudantes do ensino médio e demais interessados que realizarão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e, subsequentemente, pleitearão as vagas da Universidade pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU), a decidir qual curso seguir e que profissionais desejam ser.

A ideia do evento é oportunizar aos estudantes da educação básica e demais interessados em ingressar na Universidade a chance de conhecer melhor os cursos da UFMA, por meio dos graduandos e profissionais da instituição, e facilitar assim a escolha mais consciente por qual caminho seguir.

Em tempo: a programação cultural durante a Feira das Profissões inclui nesta terça-feira, apresentação do Boi Novilho Branco (sotaque orquestra); amanhã, tem BMB de Santa Fé e Mix in Brasil; e quarta-feira, PP Júnior.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais Twitter, Instagram e TikTok e curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.