Em depoimento à polícia

Segundo suspeito de agredir servidor diz ter pensado que a vítima era criminosa

Bruno Olavo Lindoso Pinto alegou, ainda, que chegou a prestar socorro à vítima.
Imirante.com01/10/2018 às 19h23
Segundo suspeito de agredir servidor diz ter pensado que a vítima era criminosaO empresário alegou que os chutes que as imagens das câmeras de segurança mostram, não foram chutes de verdade. (Divulgação)

SÃO LUÍS – O segundo envolvido nas agressões contra o servidor público Anderson Pereira da Silva, identificado como Bruno Olavo Lindoso Pinto, se apresentou nesta segunda-feira (1º), no 6º DP, no bairro da Cohab, em São Luís.

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Em depoimento à polícia, Bruno Olavo contou a sua versão sobre os fatos. O empresário disse que, na noite do domingo (23), ele o PM Eduardo da Luz Soares e um outro policial militar, participaram de um evento esportivo no estádio Costa Rodrigues e conseguiram ficar entre os primeiros colocados. Para comemorar a vitória, os três foram para um bar no bairro do Cohatrac. Após saírem do bar, eles seguiram até a loja de conveniência de um posto de combustível, que fica na região do Itapiracó.

Ao chegarem no posto de combustível, Bruno afirmou que o PM Da Luz olhou três pessoas em um carro, em atitude suspeita, e o mesmo decidiu abordá-las. Como não encontrou nada com os “suspeitos”, o PM entrou na conveniência, enquanto que Bruno Olavo afirmou ter ficado do lado de fora esperando o amigo. Após Eduardo da Luz entrar no estabelecimento comercial, Bruno alegou ter se assustado com a queda de Anderson Pereira da Silva, o qual havia caído após levar um soco do soldado Da Luz, dentro da conveniência.

Ainda em depoimento, Bruno Olavo afirmou que, após ver Anderson Pereira no chão, ele correu para prestar socorro, pois é formado em Enfermagem. O empresário afirma que Anderson estava desacordado e sangrando muito, por isso, o colocou em uma posição para que a vítima não sufocasse com o próprio sangue. Depois de prestar socorro, Bruno Olavo diz que saiu da conveniência e indagou o PM Da Luz sobre a motivação da agressão contra Anderson. O PM teria dito a Bruno, que a vítima era um conhecido da polícia, pois era envolvido com o crime. No entanto, a polícia não encontrou nada que desabonasse a conduta do servidor público, o que contradiz as declarações do policial Eduardo da Luz feitas a Bruno Olavo.

O empresário declarou, ainda, que enquanto conversava com Eduardo da Luz, Anderson recobrou a consciência e foi em direção ao PM que o agrediu e disse que o caso não iria “ficar por isso mesmo”. Bruno Olavo contou que, por achar que Anderson era criminoso, deu uma rasteira no mesmo. Além disso, o empresário alegou que os chutes que as imagens das câmeras de segurança mostram, não foram chutes de verdade. Segundo Bruno, ele apenas estava verificando, com o pé, se a vítima estava ou não consciente.

O empresário Bruno Olavo Lindoso alegou, também, que após perceber que o PM Eduardo da Luz estava muito agressivo, ele decidiu ir até o outro policial que estava à espera deles, para pedir ajuda. Durante esse período, Bruno afirma que empurrou Anderson, para que o mesmo não se aproximasse de Eduardo da Luz, para evitar um dano maior. Foi quando o PM Da Luz sacou a arma e disparou alguns tiros contra a vítima. Depois disso, Bruno Olavo Lindoso afirma que ele e os dois policiais fugiram do local. O empresário alega que não ficou para socorrer Anderson, pois acreditou que a vítima não tinha sido atingida pelos tiros.

Após prestar depoimento, Bruno Olavo Lindoso Pinto foi liberado pela polícia. O delegado Carlos Damasceno, um dos responsáveis pelo caso, afirma que outras pessoas serão ouvidas e, ao final da apuração, será decido pelo indiciamento de cada um dos envolvidos no crime.

Ouça a entrevista que o delegado Carlos Damasceno deu, na rádio Mirante AM, falando sobre o caso.

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