Opinião | Artigo

Muito a comemorar

Edilson Baldez das Neves *25/09/2021

A FIEMA comemora, agora, dia 27 deste mês, 53 anos na defesa dos interesses do setor produtivo e da classe industrial maranhense. A entidade marca nesta data mais um ponto positivo, ao contribuir para o crescimento do nosso parque fabril com o acesso a tecnologia, inovação, eficiência e à produtividade. A Federação, ao longo da sua trajetória, tem assumido posturas cada vez mais proativas em favor do desenvolvimento industrial do nosso estado.

A nossa indústria, apesar de todas as dificuldades, é significativa. Representa 18,5% do PIB estadual, emprega 89 mil trabalhadores e recolheu ao tesouro estadual mais de R$ 1,2 bilhão em ICMS, em 2019, das empresas participantes da cadeia produtiva da construção civil, cimenteira, de papeis e celulose, de metalurgia, de alimentos e bebidas, extração mineral, indústria sucroalcooleira, e ferro gusa. Na Capital, o segmento industrial emprega 40 mil trabalhadores e gera PIB industrial de R$ 7,46 bilhões, configurando 22% da produção de riqueza do município. Estes indicadores apontam a grandeza da indústria na economia maranhense.

A participação das micro e pequenas empresas neste contexto é importante, por representar 85% das plantas industriais instaladas no estado. Elas têm efetiva contribuição na geração de grande número de empregos e riquezas.

Para preparar a indústria para os novos cenários que se anunciam, a Fiema criou o Grupo de Trabalho “Pensar o Maranhão”, para discutir dinâmicas que possam contribuir para o desenvolvimento do Maranhão. O Grupo, composto por especialistas de diversas áreas, aciona ações que estimulam a vocação do nosso estado, a atração e instalação de projetos industriais geradores de mais empregos e renda.

No bojo do novo portfólio de investimentos estruturantes, estão projetos como o Centro de Lançamento de Alcântara, que colocará o nosso estado no sofisticado mercado aeroespacial mundial; a exploração da Bacia PA-MA, um novo Pré-Sal no Arco Norte do território brasileiro, que aponta a existência de algo em torno de 20 a 30 bilhões de barris de petróleo; investimentos em novas fontes energéticas, nos segmentos de infraestrutura e logística, e em outros setores como o agronegócio, de elevado efeito multiplicador.

A FIEMA e seu Sistema têm presença preponderante no Maranhão. Sua abrangência atinge quase todo o nosso território com instalações físicas e unidades móveis que levam capacitação, segurança do trabalho, ensino profissional e assistência aos trabalhadores e suas famílias.

São integrantes do Sistema FIEMA, o Serviço Social da Indústria (SESI-MA); o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI-MA), o Instituto Euvaldo Lodi (IEL-MA) e a FIEMA.

Ao longo da sua existência, o SENAI/MA realizou mais de 770.000 matrículas no Maranhão nos seus centros de Educação Profissional e Tecnológico, instalados em São Luís, Açailândia, Bacabal, Balsas, Caxias e Imperatriz e nas suas unidades móveis, levando educação profissional aos trabalhadores da indústria.

O SESI/MA, nestes 53 anos, realizou mais de 500 mil matrículas e prestou atendimento a mais de 3 milhões de empresas, trabalhadores e as suas famílias. Em recente ação social aplicou mais de 100 mil vacinas com cobertura em vários municípios do estado. O IEL/MA, entre capacitação, palestras, educação empresarial, treinamentos e estágios participou com quase 134 mil atendimentos.

Boas notícias foram divulgadas nesta semana. O Consórcio Alumar anunciou a reativação da sua unidade de refino de alumínio no Maranhão, o que representará grande impacto na geração de empregos, renda, arrecadação de impostos e exportação, beneficiando São Luís e o estado. A iniciativa da multinacional alimenta a expectativa de que a produção de alumínio venha contribuir para a atração de novas empresas e negócios para o Maranhão.

O processo do desenvolvimento industrial nunca será possível sem atuação sinérgica entre governos, empresas e sociedade. Com base nesse alicerce, a FIEMA apoiou, desde a sua fundação, pautas e demandas voltadas para o aumento de vantagens competitivas, nas empresas, em diferentes escalas e dimensões econômicas. Somente desse modo poderemos promover o aumento de produtividade, estruturação e adensamento de cadeias produtivas, expansão das exportações, maior diversificação produtiva e dar ampla agregação de valor à indústria maranhense.


* Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão-Fiema e vice-Presidente da Confederação Nacional da Indústria -CNI


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