Barbárie

Suspeita de estupro de bebê em Tutóia está sob investigação

Além da violência sexual, a vítima, de 1 mês e sete dias de vida, teria sofrido maus-tratos na residência dos familiares de seu pai, que é o principal suspeito

Ismael Araújo

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h23
Joel Cabral da Silva, chegou a ser preso, mas foi solto por falta de provas w
Joel Cabral da Silva, chegou a ser preso, mas foi solto por falta de provas w (Joel)

TUTOIA - A Polícia Civil tem o prazo de 30 dias para investigar o estupro e a morte de uma criança de um mês e sete dias, e também, a ocorrência de maus-tratos. Essa barbárie ocorreu no mês passado, na zona rural de Tutóia. Existe a possibilidade de os acusados serem os familiares da vítima, entre eles o próprio genitor, Joel Cabral da Silva.

O caso está sob investigação da delegacia regional de Barreirinhas, na coordenação do delegado Cristiano Morita. Ele informou que no momento o foco da investigação é identificar o autor desse ato bárbaro para ser preso em cumprimento de uma ordem judicial. “A polícia precisa identificar o autor desse crime. Até o momento há cinco suspeitos, entre eles, o pai da criança”, explicou.

Morita informou, ainda, que esse caso começou a ser investigado pela polícia maranhense a partir desta semana, já que anteriormente estava sob a responsabilidade da delegacia de Polícia Civil de Parnaíba, no Piauí. Também ontem, a polícia começou a ouvir as testemunhas, principalmente, os familiares da vítima.

“A polícia precisa identificar o autor desse crime. Até o momento há cinco suspeitos, entre eles, o pai da criança”.Cristiano Morita, delegado de Barreirinhas

Investigação

Segundo o delegado Morita, esse caso tem vários pontos que precisam ser analisados durante a investigação. Um deles é a morte da mãe da criança, Joana D’arc Rocha da Silva, de 20 anos, ocorrida após complicações do parto, no dia 12 de junho. Também está sendo investigada a forma como foi tratada a criança na residência de seu pai, pois há denúncia de maus-tratos.

A vítima morava com o pai em uma residência, no povoado Seriema, zona rural de Tutóia. Nesse local residiam a mãe de Joel Cabral, o padrasto e os seus três irmãos, que são maiores de idade.

Ainda de acordo com o delegado, a criança, com um mês e sete dias de vida, passou mal e foi levada para um hospital na cidade piauiense de Parnaíba, onde morreu. Os profissionais da área de saúde dessa casa de saúde suspeitaram de abuso sexual e informaram o caso à polícia.

O corpo da menor foi submetido a exames periciais no Instituto Médico Legal (IML) de Parnaíba que constataram lesões na região anal da criança e traumas físicos provocadas há menos de 10 dias da morte, e teria sido causadas por manipulação digital ou pênis. Os exames apontaram, também, lesões na vagina supostamente proveniente da falta de cuidado ou desleixo com a higiene.

A polícia do Piauí abriu o inquérito e ainda chegou a prender Joel Cabral, que foi solto devido a falta de provas. O detido chegou a declarar em depoimento que não devia ninguém e não pode ter medo de uma coisa que ele não tinha feito.

Denúncia

Após duas semanas da morte de Joana Rocha, a família materna da criança procurou o Conselho Tutelar da Cidade para denunciar o caso de maus-tratos. Eles apresentaram fotos da situação degradante como o bebê estava sendo criado. Até mesmo na alimentação, que estava sendo farinha com água.

Os representantes do Ministério Público da cidade de Tutóia estão acompanhando o caso. O promotor de Justiça, Fernando José Alves, achou estranho a ausência de familiares paterno da criança no acompanhamento ao hospital de Parnaíba. “Uma situação um tanto diferente e causa estranheza, os familiares não terem ido ao hospital onde a criança foi atendida”, diz o promotor.

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