Eleições 2018

Data Ilha admite falhas em pesquisa que deu larga vantagem a Flávio Dino

Em defesa apresentada à Justiça Eleitoral, no bojo de uma ação ingressada pelo PRP, o instituto admitiu não ter anexado documentos que atestam a veracidade dos dados colhidos em campo

Ronaldo Rocha da editoria de Política

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h30
Pesquisa questionada na Justiça da larga vantagem a Flávio Dino
Pesquisa questionada na Justiça da larga vantagem a Flávio Dino (Flávio Dino)

O Instituto de pesquisas Data Ilha, responsável por levantamento de intenções de votos que apontou larga vantagem do governador Flávio Dino (PCdoB) sobre adversários na disputa pelo comando do Poder Executivo, admitiu à Justiça Eleitoral irregularidades na pesquisa registrada sob o número MA-05944/2018.

A confissão do instituto ocorreu em protocolo de defesa, no bojo de uma ação judicial ajuizada contra o instituto pelo PRP, que apresentou pelo menos duas irregularidades na pesquisa divulgada pela imprensa

O partido apontou a ausência de dados, no questionário apresentado á Justiça Eleitoral - como estabelece a lei -, que tratam da consulta ao eleitorado sobre a preferência para presidente da República, em cenários espontâneo e estimulado. Os dados, segundo o partido, foram divulgados.

A segunda irregularidade apresentada pela sigla, diz respeito a ausência no relatório apresentado à Justiça, da relação com os nomes dos 37 municípios que teriam sido visitados pelos pesquisadores na coleta de dados para a o levantamento.

Admitiu - Em sua defesa, o Data Ilha não negou as irregularidades. Sustentou apenas que trata-se de um instituto novo, que atua com boa-fé e que prima pela excelência.

“O instuto Data Ilha, apesar de ter sido criado recentemente, tem como valor o primado da excelência no seu trabalho, valendo-se do rigor técnico, no uso da estatística como ciência, que é”, argumentou a defesa da empresa.

Os advogados do instituto também pediram uma espécie de clemência da Justiça Eleitoral ao confirmar que não anexou, no ato do registro, os documentos exigidos por lei e citados pelo PRP. Na argumentação, sugeriu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA) lhe autorize a inclui-los apenas agora, mais de uma semana depois da divulgação da pesquisa.

“Ex positis, roga-se de vossa excelência, caso entenda necessário, que determine ao setor de informática desta Egrégia Corte que possibilite ao instituto Data Ilha anexar ao registro da pesquisa eleitoral MA-05944/2018, os seguintes documentos: a) Questionário aplicado; b) Retificação do “plano amostral”, para incluir o nome dos 37 (trinta e sete) municípios pesquisados;”, concluiu.

O caso está sob análise do juiz eleitoral Gustavo Vilas Boas, que integra a Corte Eleitoral do Maranhão.


Saiba Mais

A pesquisa de intenções de votos do instituto Data Ilha, que chegou a ser compartilhada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) em seu perfil, em rede social, apontou larga vantagem do chefe do Executivo. No levantamento, que segundo o PRP é irregular, Dino apareceu com 60,03% da preferência do eleitorado. Os adversários, todos, abaixo da casa dos 28%. Dino deu destaque à pesquisa no twitter, e afirmou que o levantamento apontava uma vitória sua no primeiro turno das eleições marcadas para o mês de outubro.

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