Educação

Professores da rede estadual de educação fazem manifestação

Categoria reivindica reajuste salarial e outras melhorias profissionais; ato público aconteceu na Praça Deodoro, em frente à Biblioteca Benedito Leite

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h46

Os professores da rede estadual de ensino realizaram na sexta-feira,12, uma paralisação de advertência e uma manifestação na Praça Deodoro, no centro de São Luís. A categoria reivindica, principalmente, reajuste salarial, melhores condições de trabalho e valorização da categoria.

Os docentes se concentraram em frente à Biblioteca Pública Benedito Leite. Nas grades de proteção do prédio, eles fixaram cartazes e faixas com mensagens que refletiam as suas insatisfações com a atual gestão estadual. Carros de som também foram utilizados no manifesto dos professores.

A manifestação foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma). De acordo com a entidade, o objetivo do ato foi reivindicar pontos da campanha salarial 2016 que ainda não foram atendidos pelo Governo do Estado. Entre eles, estão o reajuste salarial, a regulamentação das gratificações de difícil acesso, área de risco e educação especia, além de segurança das escolas, infraestrutura das unidades de ensino, concessão da gratificação do pró-funcionário aos servidores do Cintra e a publicação do edital de ampliação.

“Ainda não tivemos nenhuma sinalização com relação ao nosso reajuste salarial. O governo vem apresentando dificuldades em conceder o nosso reajuste, mas nós apresentamos estudo do Dieese que diz que há margem para a concessão do nosso reajuste”, disse Benedita Costa, presidente do Sinproesemma.

Durante o ato dos professores, houve um desentendimento interno entre a categoria. Uma parcela dos docentes queria a deflagração de uma greve geral, enquanto que a outra pretendia continuar com as rodadas de negociação com o Governo do Estado.

De acordo com o professor Antonísio Furtado, a atual diretoria do sindicato tem ligações próximas com o governador Flávio Dino e, por essa razão, não tem legitimidade para representar a categoria. “A diretoria do Sinproesemma é toda do PC do B, que é o partido do governador. Os dirigentes estão, até agora, embromando a categoria, dizendo que estão negociando com o governo, mas não temos resultados. Estamos há sete meses sem reajuste”, frisou.

Posicionamento

Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) esclareceu que em 19 meses de gestão, o Governo do Maranhão tem trabalhado em prol da valorização dos servidores públicos, entre eles, os profissionais da educação. Mesmo diante da grave crise política e econômica que o país tem enfrentado, a categoria obteve ganhos concretos e, alguns, considerados históricos.

Esclareceu ainda que mantém diálogo permanente na mesa de negociação com Sinproesemma, com avanços significativos na pauta da campanha salarial 2016, entre os quais: a segunda maior remuneração do Brasil; reajuste salarial; promoção na carreira; ampliação de jornada e unificação de matrículas; Consulta democrática para diretor de escola; concurso; gratificações; vigilância e merendeiras.

Peça

Principais reivindicações dos professores

- Recomposição salarial de 2016, como assegura o Estatuto do Educador

- Regulamentação das gratificações de Difícil Acesso, Área de Risco e Educação Especial

- Segurança nas escolas públicas

- Melhoria na infraestrutura das escolas públicas da rede estadual

- Extensão da Gratificação do Pró-funcionário aos servidores do Cintra

- Publicação do edital de ampliação de matrícula

- Concurso público para professores, especialistas e funcionários da educação

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