BACABAL - A Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Estadual de Segurança chegaram ao 17º dia de buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde o dia 4 de janeiro, após saírem para brincar em uma área de mata na zona rural de Bacabal, no Maranhão.
Acesso é restringido durante buscas por crianças em Bacabal
Nesta terça-feira (20), as autoridades restringiram o acesso de pessoas que não integram a força-tarefa às áreas próximas ao rio e à base de apoio das equipes envolvidas na operação. A entrada da imprensa no local também foi limitada durante a manhã.
As buscas estão concentradas em um trecho onde cães farejadores identificaram indícios da presença das crianças. Militares da Marinha utilizam o equipamento subaquático conhecido como side scan sonar para realizar, ainda nesta terça-feira, a varredura de cerca de 1 quilômetro do rio Mearim.
Ponto de apoio em área já vasculhada é desmontado
Com a nova fase de buscas, a base de apoio montada na comunidade começou a ser desmontada, pois a área já foi completamente vasculhada.
Buscas por crianças desaparecidas conta com com side scan sonar e equipe da Marinha
As operações no Rio Mearim foram intensificadas com ações aquáticas e subaquáticas. Para isso, está sendo utilizado o side scan sonar, equipamento que permite o mapeamento detalhado do fundo do rio, mesmo em águas turvas. Paralelamente, as buscas continuam na mata.
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No último sábado (17), a operação ganhou reforço com a chegada de 11 militares da Marinha do Brasil, que iniciaram uma nova etapa dos trabalhos na região.
A Polícia Civil segue investigando o caso e não descarta nenhuma hipótese, incluindo a possibilidade de sequestro. As investigações continuam para esclarecer o desaparecimento das crianças.
Side Scan Sonar: veja como funciona o equipamento usado nas buscas
Os militares utilizam equipamentos como o side scan sonar, tecnologia capaz de gerar imagens do fundo de rios e lagos. As buscas também avançam pelo Rio Mearim e por um lago da região, com apoio de lancha voadeira e motoaquática.
A Marinha solicitou que o número de embarcações na área das buscas fosse reduzido para aumentar a eficiência das operações.
De acordo com a Marinha, o sonar pode apontar:
- Objetos submersos: embarcações afundadas, galhos e detritos.
- Mudanças no terreno: buracos ou elevações no fundo do rio.
- Substâncias na água: óleo ou resíduos.
- Alterações de visibilidade: trechos com turbidez ou neblina subaquática.
“A gente consegue ver a coluna d'água e o leito ali com uma imagem muito nítida, muito perfeita, independentemente da turbidez, se a água é clara ou escura”, disse o capitão Simões Júnior, da Capitania dos Portos do Maranhão.
O equipamento já foi utilizado em outras operações de resgate de grande porte, como no desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek (Ponte JK), entre os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA).
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