Irmãos desaparecidos

Após 42 dias, buscas por crianças desaparecidas continuam em Bacabal

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão seguem mobilizadas na tentativa de localizar as crianças desaparecidas.

Imirante.com

Atualizada em 16/02/2026 às 08h05

BACABAL – Quarenta e dois dias após o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, as buscas continuam em Bacabal, no interior do Maranhão. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão seguem mobilizadas na tentativa de localizar as crianças desaparecidas, mas ainda não há pistas concretas sobre o paradeiro delas.

Segundo os bombeiros, as equipes voltaram a percorrer áreas que já haviam sido vistoriadas. A estratégia é revisar os mesmos pontos mapeados anteriormente, em busca de qualquer detalhe que possa ajudar a localizar as crianças desaparecidas.

Buscas por irmãos ainda sem novos indícios. (Foto: Reprodução/TV Globo)
Buscas por irmãos ainda sem novos indícios. (Foto: Reprodução/TV Globo)

Diariamente, os agentes entram na mata e fazem varreduras detalhadas. O objetivo é encontrar vestígios, como roupas ou objetos, que indiquem o caminho feito pelas crianças Ágatha e Allan e ajudem a reduzir a área de procura.

Em alguns trechos, o acesso é difícil. Por isso, as operações contam com apoio de helicóptero e drones para ampliar o alcance das buscas.

Ágatha e Allan estavam com o primo Anderson Kauan, de 8 anos, e foram vistos pela última vez na comunidade onde moram. Três dias depois, o menino foi encontrado por moradores em uma estrada de terra, a quase quatro quilômetros de casa. Os dois irmãos já não estavam com ele.

A Polícia Civil do Maranhão informou que o caso está sob responsabilidade de uma comissão criada especificamente para a investigação. Dezenas de pessoas já foram ouvidas, e algumas pistas já foram descartadas.

Buscas continuam 42 dias após desaparecimento de irmãos no Maranhão.. (Foto: Divulgação/PC-MA)
Buscas continuam 42 dias após desaparecimento de irmãos no Maranhão.. (Foto: Divulgação/PC-MA)

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão disse que não divulgará detalhes para não comprometer o andamento das investigações.

As buscas por Ágatha e Allan seguem com a participação do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil e do Exército Brasileiro, que continuam atuando nas áreas já mapeadas.

Últimos rastros e pontos de investigação

Ágatha e Allan estavam acompanhados do primo Anderson Kauan, de 8 anos, quando desapareceram. Eles foram vistos pela última vez na comunidade onde vivem. Três dias depois, Kauan foi encontrado por lavradores em uma estrada de terra, a quase quatro quilômetros de casa. Os irmãos já não estavam mais com ele.

O último rastro identificado pelos cães farejadores levou as equipes até uma cabana abandonada, conhecida como “casa caída”, localizada a cerca de 3,5 km, em linha reta, da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos.

Pontos que marcaram a investigação até agora

  • Cães farejadores indicaram caminhos até a margem de um rio e até a “casa caída”.
  • Nenhum vestígio das crianças foi encontrado na mata ou na água.
  • A Polícia Civil já ouviu dezenas de pessoas e descartou algumas pistas.
  • Uma comissão específica conduz a investigação.

Para o coronel Célio Roberto, a ausência de vestígios após tantos dias é considerada intrigante. Ele afirma que, nas condições em que as crianças estariam, elas já estariam exaustas.

Investigação segue sem detalhes divulgados

A Polícia Civil informou que o caso das crianças desaparcidas está sob responsabilidade de uma comissão de investigação criada especificamente para esta situação. A corporação afirma que não divulgará detalhes para não prejudicar o andamento dos trabalhos.

Uma das linhas iniciais considerava que as crianças poderiam ter entrado na mata, hipótese que a família descarta pela ausência de vestígios.

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, reforçou que novas informações só serão divulgadas quando houver avanços concretos.

Mãe das crianças desaparecidas faz apelo

A angústia marca a rotina da família das crianças desaparecidas há exatamente um mês. Sem informações concretas sobre o paradeiro de Ágatha e Allan, a mãe Clarice Cardoso faz um apelo emocionado por qualquer notícia que possa ajudar a esclarecer o caso.

"Eu não desejo pra ninguém essa dor, uma dor insuportável. Cada dia só piora, a gente não tem notícia”, relata mãe das crianças desaparecidas. “O que eu quero é que eles me deem uma notícia para eu aliviar meu coração. Se alguém pegou, coloque num lugar que alguém possa ver e devolver eles”, pediu.

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