"Raio-X" em rio

Buscas por crianças desaparecidas seguem com varredura no Rio Mearim

Os trabalhos estão concentrados no Rio Mearim, após os cães farejadores confirmaram a presença das crianças no sentido do rio

Imirante, com informações da Mirante News FM

Atualizada em 20/01/2026 às 12h19
Crianças desaparecidas: buscas seguem em Bacabal. (Foto: Divulgação)
Crianças desaparecidas: buscas seguem em Bacabal. (Foto: Divulgação)

BACABAL - Após 17 dias sem respostas, as buscas por Ágata Isabelle, de seis anos, e Allan Michael, de quatro anos, que desapareceram na zona rural de Bacabal, estão em uma nova fase. Os trabalhos estão concentrados no Rio Mearim, após indícios de que os meninos possam ter seguido em direção à margem do rio. 

Segundo informações apuradas pela reportagem da TV Mirante, cães farejadores confirmaram a presença das crianças no sentido do rio, próximo a uma casa abandonada localizada a cerca de 50 metros da margem. As últimas informações sobre o caso foram relatadas pela repórter Regina Souza, na Mirante News FM, na manhã desta terça-feira (20).

O trabalho consiste em um vai e volta pelo rio em uma área de cerca de três quilômetros. As equipes se concentram nesta região que é próxima a uma fazenda e ao local onde Anderson Kauã foi encontrado no dia 7 de janeiro. É também a área perto da “casa caída”, por onde os meninos teriam passado. Esta casa abadonada fica a cerca de 50 metros da margem do rio.

Equipes intensificam buscas no Rio Mearim. (Foto: Reprodução/TV Globo)
Equipes intensificam buscas no Rio Mearim. (Foto: Reprodução/TV Globo)

Ponto de apoio em área já vasculhada é desmontado

Com a nova fase de buscas, a base de apoio montada na comunidade começou a ser desmontada, pois a área já foi completamente vasculhada. 

Buscas por crianças desaparecidas conta com com side scan sonar e equipe da Marinha

As operações no Rio Mearim foram intensificadas com ações aquáticas e subaquáticas. Para isso, está sendo utilizado o side scan sonar, equipamento que permite o mapeamento detalhado do fundo do rio, mesmo em águas turvas. Paralelamente, as buscas continuam na mata.

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No último sábado (17), a operação ganhou reforço com a chegada de 11 militares da Marinha do Brasil, que iniciaram uma nova etapa dos trabalhos na região.

A Polícia Civil segue investigando o caso e não descarta nenhuma hipótese, incluindo a possibilidade de sequestro. As investigações continuam para esclarecer o desaparecimento das crianças.

Side Scan Sonar: veja como funciona o equipamento usado nas buscas

Os militares utilizam equipamentos como o side scan sonar, tecnologia capaz de gerar imagens do fundo de rios e lagos. As buscas também avançam pelo Rio Mearim e por um lago da região, com apoio de lancha voadeira e motoaquática.

Sonar faz ‘raio‑x’ do fundo do rio e orienta mergulhadores. (Foto: Divulgação/SSP-MA)
Sonar faz ‘raio‑x’ do fundo do rio e orienta mergulhadores. (Foto: Divulgação/SSP-MA)

A Marinha solicitou que o número de embarcações na área das buscas fosse reduzido para aumentar a eficiência das operações. 

De acordo com a Marinha, o sonar pode apontar:

  • Objetos submersos: embarcações afundadas, galhos e detritos.
  • Mudanças no terreno: buracos ou elevações no fundo do rio.
  • Substâncias na água: óleo ou resíduos.
  • Alterações de visibilidade: trechos com turbidez ou neblina subaquática.

“A gente consegue ver a coluna d'água e o leito ali com uma imagem muito nítida, muito perfeita, independentemente da turbidez, se a água é clara ou escura”, disse o capitão Simões Júnior, da Capitania dos Portos do Maranhão.

O equipamento já foi utilizado em outras operações de resgate de grande porte, como no desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek (Ponte JK), entre os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA).

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