15º dia de buscas em Bacabal

Operação com tecnologia 'side scan sonar' começa neste domingo (18) em buscas por crianças em Bacabal

A ferramenta será usada nas buscas no Rio Mearim e em um lago da região, com apoio de lancha voadeira e motoaquática.

Imirante.com

Atualizada em 18/01/2026 às 08h56

BACABAL – As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos em Bacabal, no interior do Maranhão, completam 15 dias neste domingo (18). A operação foi reforçada, nesse sábado (17), com a chegada de 11 militares da Marinha do Brasil, que iniciaram neste fim de semana uma nova etapa dos trabalhos na região.

Os militares utilizam tecnologia avançada, como o side scan sonar, equipamento capaz de gerar imagens detalhadas do fundo de rios e lagos. A ferramenta será usada nas buscas no Rio Mearim e em um lago da região, com apoio de lancha voadeira e motoaquática.

Equipes da Marinha do Brasil chegam ao município de Bacabal para reforçar as buscas com uso de tecnologia. (Foto: divulgação / SSP-MA)
Equipes da Marinha do Brasil chegam ao município de Bacabal para reforçar as buscas com uso de tecnologia. (Foto: divulgação / SSP-MA)

Crianças desaparecidas em Bacabal

Segundo o capitão Simões, da Capitania dos Portos do Maranhão, a operação com uso do sonar começou na manhã deste domingo. “O objetivo é otimizar as buscas realizadas por mergulhadores e bombeiros. O side scan sonar permite identificar anomalias no fundo do rio, funcionando como um ‘raio-X’ subaquático”, explicou.

Operação em Bacabal ganha reforço com tecnologia subaquática. (Foto: reprodução)
Operação em Bacabal ganha reforço com tecnologia subaquática. (Foto: reprodução)

De acordo com a Marinha, a tecnologia é eficaz mesmo em águas turvas, independentemente da visibilidade. O equipamento já foi utilizado em outras operações de resgate de grande porte, como no desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek (Ponte JK), entre os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA).

Nesse sábado (17), a equipe da Marinha realizou um reconhecimento prévio da área para definir os pontos de interesse onde as buscas serão concentradas. “A partir do local identificado, faremos a varredura e a otimização dos trabalhos tanto no leito quanto na superfície do rio”, afirmou o capitão.

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As buscas foram intensificadas desde a última quarta-feira (15), quando o lago da região passou a ser incluído nas operações. O trabalho também conta com reforço de equipes de outros estados. Sete bombeiros do Pará, acompanhados de dois cães farejadores, e cinco bombeiros do Ceará, com mais quatro cães, foram enviados para auxiliar nas buscas.

Relato da criança encontrada

Segundo informações do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA), Anderson, o menino de oito anos que também havia desaparecido com as outras duas crianças, relatou, quando foi encontrado, que deixou os dois primos no abrigo improvisado e saiu em busca de ajuda.

Anderson foi encontrado no dia 7 de janeiro por produtores rurais que passavam pela região. A presença das três crianças na área foi indicada por cães farejadores que integram a força-tarefa responsável pelas buscas por Ágatha Isabelly e Allan Michael há quase duas semanas.

A “casa caída”

Chamada por policiais como “casa caída”, foi apontada por cães farejadores como um dos locais por onde passaram os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos. Trata-se de um abrigo simples, feito de barro, troncos de madeira e coberto por palha. A estrutura fica no povoado São Raimundo, na zona rural de Bacabal, no interior do Maranhão.

De acordo com o Corpo de Bombeiros do Maranhão, o local fica a cerca de 3,5 km em linha reta da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, onde as crianças desapareceram há 13 dias. O local, que pode servir como ponto de parada para pescadores, fica à margem do rio Mearim. Dentro da estrutura foram encontrados um colchão, botas e um banco.

O local está a aproximadamente 12 km do ponto do desaparecimento, levando em consideração obstáculos como trilhas, lagoas e áreas de mata. O ponto foi descrito por Anderson Kauã, de 8 anos, após ser encontrado no dia 7 de janeiro. Ele relatou à equipe multiprofissional do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA), que o acompanha, que chegou ao local com os primos e que deixou os dois na casa enquanto saiu em busca de ajuda.

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