Análise

Deputados formam três blocos e reforçam ideia de que Brandão governará sem oposição

PSB, Federação, PPe PL formam um bloco; Podemos, PSC e PSD se reuniram para um segundo bloco e União Brasil, MDB, Republicano, Patriota e PDT se reuniram em um terceiro bloco.

Carla Lima/Ipolítica

- Atualizada em 02/02/2023 às 20h08
Carlos Brandão parece que não enfrentará, inicialmente, qualquer problema com oposição na Assembleia Legislativa
Carlos Brandão parece que não enfrentará, inicialmente, qualquer problema com oposição na Assembleia Legislativa (Reprodução)

SÃO LUÍS - A formação de três blocos parlamentares na Assembleia Legislativa do Maranhão finaliza o debate se o governador Carlos Brandão (PSB) vai ter ou não algum tipo de oposição na Casa. E pela união de partidos, fica claro que oposição é zero.

Os três blocos parlamentares, que serão confirmados até esta sexta-feira, 3, são: PSB, Federação (PT, PCdoB e PV), PP e PL; Podemos, PSC e PSD; e ainda União BRasil, MDB, Republicanos, Patriota e PDT. Cada um destes blocos já em líder já definido. O primeiro deverá ser comandado por Ana do Gás (PCdoB). O segundo, Erik Costa (PSD) e o terceiro por Neto Evangelista (União). 

Os nomes destes blocos, que ainda estão sendo definidos, não deverão remeter em nada algo que lembre oposição.

Pelo contrário, a heterogeneadade das composições só reforçam que todos querem ser governo. Pelo menos, neste início de 2023. É a chamada lua de mel entre os poderes Executivos e Legislativos.

Uma Assembleia sem oposição, no entanto, só pode ser comemorada pelo chefe do Palácio dos Leões. Em tese, ele não terá dificuldade alguma de aprovar matérias que possam ser pouco populares que atinjam uma ou outra categoria de trabalhadores ou um segmento da sociedade.

Não haverá quem conteste publicamente os atos do Poder Executivo afinal. 

Mas “tanta harmonia e união" vai depender dos espaços para cada um dos atores do parlamento maranhense e acabará passando também pelas eleições de 2024, cujas costuras se iniciam em 2023.

Se Brandão conseguir manter sua base desta forma, ele deveráalcançar outras vitórias como a da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem) e também da presidência da mesa diretora da Assembleia Legislativa. Espaços de poder que ele colocou aliados de primeira linha.

Assim ele quer garantir mais e mais espaços de poder para chamar do seu. Seu próximo passo é o Tribunal de Contas do Estado (TCE), cuja vaga em aberto ele quer (e deverá conseguir) colocar o sobrinho Daniel Brandão.

Depois tem a vaga para o Tribunal de Justiça (TJ). 

Está sendo um passo de cada vez e Brandão a cada dia ficando sem adversários. Resta saber quanto ele conseguirá manter desta forma. Claro que depende dos interesses de cada segmento político do seu grupo tão heterogêneo.

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