Grilagem de Terras

Deputado Raimundo Cutrim deve depor nesta terça-feira

Parlamentar será ouvido pela comissão de delegados que investiga a grilagem de terras.

Imirante.com

Atualizada em 27/03/2022 às 12h18

SÃO LUÍS - O depoimento do deputado estadual Raimundo Cutrim (PSD) - no inquérito que apura crimes de “grilagem de terras” no Maranhão - deve ocorrer na tarde desta terça-feira (14), na Assembleia Legislativa. A informação foi dada pelo superintendente de Polícia Civil da Capital (SPCC), Sebastião Uchoa, ao repórter Domingos Ribeiro, da Rádio Mirante AM.

O parlamentar será ouvido pelos delegados Carlos Alberto Damasceno, Joviano Furtado e Pedro Adriano.

Denúncia

Em entrevista, no último dia 9, à Rádio Mirante AM, Sebastião Cardoso Filho, procurador de famílias herdeiras de terrenos em uma área na Pindoba, em Paço do Lumiar, denunciou que as famílias teriam sido lesadas pelo deputado Raimundo Cutrim que, na época, era secretário de Segurança.

Segundo Sebastião Cardoso Filho, o deputado Raimundo Cutrim teria usado, no ano de 2000, uma procuração de uma pessoa que havia morrido em 1997 para adquirir as terras.

Defesa

Procurado pela imprensa para falar a respeito de suas supostas aquisições de terras, Raimundo Cutrim disse estar tranquilo, já que adquiriu um terreno em 1999, e que, apesar de ter todos os recibos que comprovam sua propriedade legal, surgiu, agora, uma pessoa “se intitulando dono da área”, e questionando a documentação em poder do parlamentar.

Grilagem e morte

A “grilagem de terras” começou a ser investigada em outubro de 2011, após o empresário Marggion Lanyere Andrade, de 45 anos, ter sido encontrado morto com um tiro na nuca, enterrado em uma cova rasa, em um terreno de sua propriedade, no bairro Araçagi. Segundo a polícia, o crime teria sido encomendado pelo corretor de imóveis Elias Orlando Nunes Filho, de 57 anos, e pelo ex-vereador de Paço do Lumiar, Edson Arouche Júnior, o Júnior do Mojó, de 42 anos, que, desde então, estão foragidos.

Ainda de acordo com a polícia, os sócios da Imobiliária Territorial foram indiciados como “mandantes do crime” porque queriam tomar o lote vendido legalmente à vítima, que descobriu que a sua área já havia sido vendida irregularmente a outras quatro pessoas. O indiciamento dos empresários também foi embasado nos depoimentos dos três executores do crime que afirmaram, categoricamente, que foram contratados pelo corretor de imóveis e pelo ex-vereador para matar Marggion Andrade.

Prisões

Foram presos, como executores do empresário Marggion Lanyere Andrade, o caseiro da vítima, Roubert Sousa dos Santos, o Louro, de 19 anos, o ex-presidiário Alex Nascimento de Sousa, de 23 anos, que confessou ter efetuado o disparo contra a vítima, e um adolescente de 15 anos, que foi apreendido. Este último assumiu ter dado cobertura aos cúmplices, vigiando a movimentação de prováveis curiosos no local do crime. A investigação foi coordenada pela Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC).

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