Ele confessou o crime

Agente penitenciário matou professora por causa de R$ 2.500, diz delegada

Após cometer o crime, Márcio Jorge pegou a esposa no serviço e foi fazer compras e saques com os cartões da vítima.
Imirante.com22/05/2019 às 18h03
Márcio Jorge Lago Marques, que é agente penitenciário temporário da ativa, confessou ter praticado o crime.Foto: Divulgação.

SÃO LUÍS – No fim da manhã desta quarta-feira (22), a polícia apresentou Márcio Jorge Lago Marques, 39 anos, acusado de ter assassinado a professora Rosiane Costa, 45 anos, no dia 12 de maio, e jogado o corpo da vítima na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), o qual foi achado na manhã do dia 13.

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Durante depoimento prestado na Superintendência de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP), Márcio Jorge, que é agente penitenciário temporário da ativa, confessou ter praticado o crime.

Rosiane Costa tinha 45 anos, era professora municipal em um povoado chamado Itamatatiua, município de Alcântara, mas tinha apartamento em São Luís, no bairro São Cristóvão, onde passava os fins de semana. Ela não era casada e não tinha filhos. / Foto: Divulgação.

Segundo a delegada Viviane Fontenelle, titular do Departamento de Feminicídio da SHPP, a polícia chegou até o autor do crime após verificar as imagens de segurança da universidade e detectar o carro utilizado no assassinato. Foi verificado que esse mesmo veículo entrou em um supermercado, após o crime. O motorista do carro, acompanhado da esposa, fez uma compra de R$ 691 com o cartão de débito da vítima e mais um saque de R$ 1.500, no Banco 24h de dentro do estabelecimento comercial.

Por meio da placa do veículo, a polícia constatou que o carro estava no nome do ex-marido da mulher de Márcio Jorge. Com base nessas informações, Márcio Jorge Lago Marques foi localizado e identificado como suspeito de ter matado a professora. Diante dos fatos, a delegada Viviane Fontenelle representou, imediatamente, pela Prisão Temporária do agente penitenciário.

Em depoimento, Márcio Jorge afirmou ter se relacionado amorosamente com a professora Rosiane Costa, por mais ou menos dois anos, depois de conhecê-la em um aplicativo de relacionamentos. Durante a relação, ele teria contraído uma dívida com ela, pegando emprestado o valor de R$ 2.500. Em um dado momento da relação, Rosiane passou a cobrá-lo. Márcio, pensando em um meio de se livrar da cobrança, marcou um encontro com a professora para tentar envolvê-la emocionalmente e se livrar da dívida. Porém, a vítima continuou a exigir o valor devido, razão pela qual Márcio resolveu matá-la.

O corpo da professora foi encontrado com marcas de espancamento e estrangulamento dentro do campus da UFMA. / Foto: Divulgação.

Segundo a Polícia Civil, ainda não se sabe como o autor teve acesso às senhas dos cartões da vítima, que utilizou para compras e saques. Foi verificado que, entre o dia do crime (12 de maio) e da prisão (21 de maio), o agente penitenciário já havia sacado o valor aproximado de R$ 11 mil, além de pagar as compras de supermercado por três vezes – uma de R$ 691, outra de R$ 527 e uma terceira de R$ 82 – com os cartões da professora.

“Repetindo os demais autores de feminicídios, o auxiliar penitenciário, demonstrou desprezo pelo sexo feminino e nenhuma culpa pelo crime que acabara de cometer. Já que, logo depois de se livrar do corpo de Rosiane, o autor pegou a esposa no trabalho, no mesmo bairro onde fica o Campus da UFMA, e foi ao supermercado, levando a sua vida normalmente”, observou a delegada Viviane Fontenelle.

A Prisão

Márcio Jorge Lago Marques foi preso na noite dessa terça-feira (21), por volta das 20h, ingerindo bebida alcoólica em um bar da avenida Litorânea. O agente penitenciário foi conduzido à Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa, ouvido e, em seguida, recolhido ao sistema prisional.

Ouça a entrevista que a delegada Viviane Fontenelle deu na rádio Mirante AM, contando detalhes sobre o caso.

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