Caso Brunno Matos

Delegado Augusto Barros afirma que inquérito não está finalizado

Ele afirma que outras provas ainda serão colhidas para esclarecer o crime.
Imirante.com, com informações da Mirante AM17/10/2014 às 14h23

SÃO LUÍS – Na tarde desta sexta-feira (17), o subdelegado-geral da Policia Civil, Augusto Barros, em entrevista à Rádio Mirante AM, explicou como a polícia está trabalhando com as contradições do inquérito policial sobre a morte do advogado Brunno Eduardo Matos Soares.

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Segundo o delegado, a Polícia Civil está acompanhando de perto as investigações e já criou uma comissão de três delegados para dar apoio, incondicional, à apuração dos fatos. Augusto Barros ressaltou, ainda, que a polícia tem procurado dar total transparência ao caso.

“Há algumas questões que ficam malentendidas, como a finalização das investigações. A remessa desses autos à Justiça, no fim do prazo de 10 dias, é necessária, pois há um réu preso, por conta disso há necessidade de que esse prazo seja acatado. Por isso o inquérito foi enviado com um relatório parcial”, explicou delegado.

Augusto Barros esclareceu, ainda, que o inquérito foi enviado com um pedido de devolução, pois ele não foi totalmente finalizado. Ele aponta que há muitas questões a serem resolvidas, e a investigação ainda precisa de muitas informações a ser coletadas e tem outras diligências a serem feitas.

“O que se tem agora é uma visão parcial do ocorrido. Existem versões apresentadas, existem alguns reconhecimentos, mas ainda há todo um universo de prova para serem produzidos nesses autos”, informou.

O delegado explicou, ainda, sobre o fato de o vigia ter confessado o crime, enquanto duas vítimas (Alexandre Matos Soares e Kelvin Chiang) afirmaram, em depoimento, que o autor é Diego Polary. Augusto Barros explicou que nesses tipos de crimes, geralmente, existe controvérsias.

“O se que faz para tentar dirimir dúvidas relativas a depoimentos, a versões que se chocam, é a produção de novas provas. E essa produção de novas provas são exatamente as acareações que precisam ser promovidas, são reinquirições, vítimas e investigados que precisam ser ouvidos novamente... Não basta um depoimento, um reconhecimento, o que queremos é um conjunto completo de provas”.

O delegado afirmou que, assim que as novas provas forem colhidas, haverá uma reconstituição do crime, para esclarecer os fatos de uma forma mais efetiva.

Ouça a entrevista que o delegado Augusto Barros deu à Rádio Mirante AM.

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