Política | Eleições 2020

Braide reage a Wellington após tucano falar em "traição"

De acordo com o pré-candidato do Podemos, Wellington do Curso foi convidado para compor vice da chapa em 2020 e não aceitou, pois tentaria se candidatar a deputado federal em 2022
Thiago Bastos/ Da Editoria de Política03/09/2020
Braide reage a Wellington após tucano falar em "traição"Braide confirmou que convidou tucano para ser vice em sua chapa (Reprodução)

SÃO LUÍS - O pré-candidato a prefeito na capital maranhense, Eduardo Braide (Podemos), reagiu às críticas recebidas pelo deputado estadual Wellington do Curso (PSDB).

Em entrevista na manhã de ontem ao programa Ponto Final, da Mirante AM, Braide disse que a traição adjetivada pelo tucano foi da parte de Wellington, reafirmando que o apoio do PSDB ao seu projeto político em 2020 estava alinhado dois anos antes e confirmou que Wellington recusou convite feito para ser vice na chapa encabeçada pelo Podemos.

Segundo Braide, nos últimos meses, após supostamente concordar em compor a base de apoio do pré-candidato na majoritária deste ano, Wellington desistiu da ideia. “Não sei o que aconteceu, fiz o convite inicialmente para ele [Wellington] ser o meu companheiro de chapa este ano. Ele [Welington] disse que recusaria, pois tentaria ser candidato a [deputado] federal em 2022. Depois disso, sua postura mudou”, afirmou Braide.

De acordo com o pré-candidato, Wellington deve explicações sobre o tema. “Quando, em 2016, o PSB abriu mão de candidatura própria, que seria encabeçada por Bira do Pindaré, para aceitar compor chapa com o PP, indicando Roberto Rocha Júnior para ser seu vice, não vi o deputado Wellington falar em traição. Ninguém pode dizer aqui que foi enganado por ninguém, pelo contrário. Quem deve explicações sobre o porquê de descumprir acordos pré-estabelecidos é o próprio deputado Wellington”, afirmou Braide.

Braide lembrou ainda que, em 2018, durante a sua pré-candidatura ao governo maranhense, abriu mão do projeto para apoiar Roberto Rocha (então candidato à época). Segundo o pré-candidato do Podemos, foi neste período que se consolidou a parceria tucana com sua participação na majoritária ludovicense este ano.

Portas abertas

Apesar da réplica em tom crítico, Braide não fechou as portas para o parlamentar tucano. Segundo ele, um futuro acordo não está descartado. “O deputado [Wellington] é uma pessoa que eu gosto, que eu respeito. Eu sempre estive aberto a conversas, tentei conversar com o parlamentar. As nossas portas estarão abertas para qualquer diálogo. Ninguém é dono de voto de ninguém”, afirmou Braide.

Relembre

O mal-estar entre Braide e Wellington foi escancarado na sexta-feira (28 de agosto) quando o presidente municipal do PSDB, Roberto Rocha Júnior, anunciou de forma oficial o apoio da sigla em âmbito local ao projeto Braide na capital. Na segunda-feira (1º), ao usar a tribuna da Casa, Wellington do Curso disse que foi alvo de traição.

Ele se referiu a Braide como covarde. “E olha que eu apoiei o Braide no segundo turno, em 2016, eu não acreditava que Braide fosse ser covarde, ao ponto de me atacar, ao ponto de retirar a minha pré-candidatura com um golpe baixo, um golpe rasteiro”, afirmou Wellington.

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