Cidades | Folia

Domingo de Carnaval com atrações diversificadas e animação em São Luís

Festa começou à tarde e se estendeu até a madrugada desta segunda-feira; programação tem continuidade hoje nos circuitos da capital
24/02/2020 às 07h00
Apresentação da comissão de frente da escola Unidos de Fátima, que foi a primeira a passar pelo sambódromo do Anel Viário

São Luís - A Passarela do Samba foi um dos pontos de convergência de foliões no Domingo Gordo. A passarela montada no Anel Viário recebeu um público menor do que nos anos anteriores, mas quem marcou presença aplaudiu os desfiles das escolas de samba, que tiveram início por volta das 23h, com a entrada da Unidos de Fátima, do Bairro de Fátima.

A escola, que homenageou o bairro Anil, puxou o samba-enredo “Vila do Anil: Espaço Sagrado, Onde Todo Coração é Ungido”, de autoria dos compositores Ribão Doludo, Jeová França e Zé Raimundo Gonçalves. A rainha da bateria era Regina Explosão, sambista carioca convidada especial da agremiação. "Muito feliz por estar desfilando, mais uma vez, pela Unidos de Fátima e agradeço ao convite da diretoria. Estou muito feliz", disse Regina Explosão.

Na sequência, entrou a Mocidade Independente da Ilha, agremiação originária do bairro Cohab, seguida da Turma do Quinto, Turma de Mangueira e Favela do Samba.

Casal de mestre-sala e porta-bandeira, da Mocidade Independente da Ilha, evolui durante desfile na passarela

A Turma do Quinto, originária da Madre Deus, levou para a avenida o centenário do município de Bacabal, cidade do interior maranhense, e empolgou as arquibancadas. A agremiação mostrou a pluralidade cultural da Princesa do Mearim e as alas contaram com a alegria de foliões que residem no município. O ex-senador João Alberto e o depuado estadual Roberto Costa participaram do desfile.

O carnavalesco da Turma do Quinto, Washington Coelho, disse que a proposta enalteceu, com orgulho, os 100 anos de Bacabal. “Nós estamos contando a história de Bacabal com elementos da cultura e da religiosidade. O enredo apresenta todos os elementos marcantes do povo nascido naquela região”, disse.

A Turma do Quinto homenageou o município de Bacabal e empolgou o público das arquibancadas

Com o enredo “Uma trilha… Um Caminho… Uma Estrada… Uma Metamorfose Urbana: A Rua Grande é Nossa!”, a Favela do Samba, do bairro Sacavém, levantou o público das arquibancadas, destacando o enredo de autoria do carnavalesco Pedro Padilha. Os integrantes fizeram uma viagem pelo principal e maior centro comercial do Maranhão, a Rua Grande, via que recentemente ganhou novos ares com uma reforma aplaudida pela população.

Toni Garrido, da banda Cidade Negra, empolga público que lotou o circuito Beira-Mar

"A Favela é a minha escola de coração e tem a melhor bateria. Por isso, ninguém consegue ficar parado. O Carnaval de passarela de São Luís não pode morrer, porque a folia não seria a mesma sem as escolas de samba", disse Emanuelle Figueiredo, que estava nas arquibancadas.

A Favela descreveu, ao longo das alas, o surgimento da Rua Grande, seus personagens, entre famosos e anônimos, as facetas da economia, da política, as lutas revolucionárias e sindicais e outros elementos que remontam à história de um dos mais emblemáticos cartões-postais de São Luís. O carnavalesco da agremiação é o professor e cineasta Euclides Moreira Neto.

Trios arrastaram milhares no Circuito Beira-Mar

O maior número de foliões dirigiu-se à Beira-Mar, com a abertura do circuito oficial. cuja programação teve início por volta das 15h, com o “Banho de Axé” e a participação especial de integrantes de comunidades tradicionais de matriz africana, divididas entre grupos de capoeira, Casinha da Roça e blocos afros.

No palco, montado em frente à RFFSA, os primeiros acordes foram dados pela Banda Kayambá, seguida da irreverente Mix in Brasil. Os integrantes da Mix fizeram uma homenagem especial ao circo, vestindo figurinos de seus principais personagens. A cantora Mairla Oliveira apareceu trajada como domadora de leões e comandou a apresentação com um repertório eclético e dançante, misturando os ritmos maranhenses com as homenagens a artistas nacionais.

"A Lamparina veio acesa para o circuito e, como sempre, vai contar com a alegria dos foliões durante todo o cortejo. Além disso, receber a banda Cidade Negra será, sem dúvida, uma experiência maravilhosa", disse a vocalista Regina Oliveira, antes de subir no trio.

Depois, subiram os artistas do Sindicato do Samba e, na sequencia, o Bloco Escangalhada. A mais festejada no circuito, no entanto, foi a cantora Maria Rita, que recebeu muitos aplausos e fez a diferença na festa, a bordo de um trio com o Bloco do Bem. Foi a estreia da filha de Elis Regina no Carnaval do Maranhão.

Cidade Negra e Grupo Lamparina

O corredor da folia foi invadido também pelo Trio Blocão do Jacaré, seguido pelos trios do Jegue Folia, Confraria do Copo e do Reggae, este último capitaneado pelo grupo Gdam. A multidão ferveu ainda mais durante a passagem do Bloco do Lamparina, que recebeu a banda Cidade Negra, cujo vocalista é o cantor Toni Garrido.

A banda do Bloco do Lamparina, que tem no comando as cantoras Regina, Mairla e Thaynara Oliveira, era composta pelos músicos George Gomes (bateria), Fábio Almeida (teclado), Raquete (baixo), Ribão (percussão), Ricardo (sax), Elder Ferreira (trombone) e Norman Lima (guitarra e direção musical). Um dos momentos mais emocionantes da participação do bloco foi a homenagem à Cidade Negra, com a execução da música “Reggae Negro”, composta por Paulinho Oliveira, especialmente para a ocasião.

Os últimos a se apresentar no Circuito Beira-Mar foram os trios Marabloco Elétrico e Bicho Terra, com os cantores Inácio Pinheiro e Roberto Brandão. A dupla executou músicas clássicas do bloco, assim como o novo repertório, incluindo as canções compostas especialmente para o Carnaval 2020, que corteja o novo integrante da trupe: o Bicho-Mamãe, uma homenagem á Mãe-Natureza.

Rio Bacanga

A novidade este ano é o Circuito Rio Bacanga, aberto neste domingo com o show da Máquina de Descascar Alho e do Grupo Bem Dito Samba, no palco. O cantor Avine Vinny foi o primeiro da relação de artistas nacionais a inaugurarem o circuito, apresentando-se também no palco. Depois, subiram Grupo Misturô, Blocão do Nina e a cantora Helô Santana.

Sobre trios, cruzaram a avenida o Blocão Samba Di Rua, o Blocão 24x48, o Bloco Sou do Povão, seguido do Blocão do Sambaceuma, Blocão do Vamu Di Samba, Bloco sem Limite e Blocão SDS.

Tribos, blocos e charangas fervem na Madre Deus

Na Madre Deus, o público ficou espalhado nos principais pontos de festa: Beco do Gavião, Largo do Caroçudo e Casa das Minas, na Rua São Pantaleão. A festa começou com a marcha ritmada das tribos de índios e o cortejo dos blocos tradicionais, a exemplo dos blocos os Feras, Príncipe da Meia Noite e os Guardiões, que deram um show com o batuque de suas retintas, contratempos, tambores-onça e o som dos ganzás.

No Beco do Gavião, houve shows da Máquina de Descascar Alho, Paulinho Akomabu, Zé Lopes, grupo de samba Black Resenha, Fuzileiros da Fuzarca, Marabloco e Filhos de Iaiá. A noite foi também dos grupos de tambor de crioula, que ficaram concentrados na Tenda do Tambor.

No Ponto de Fuga, no Largo do Caroçudo, o palco foi iluminado por volta de meia-noite e subiu o grupo Filhos de Iaiá, seguido de Sindicato do Samba, Samba na Feirinha e Palmares.

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