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O jornal dos leitores, dos jornaleiros, de toda a gente

Reconhecer a importância do leitor e entender a mudança de seu perfil a partir da passagem das décadas e anos é o segredo que o bom jornal deve desvendar
Thiago Bastos / O Estado 01/05/2019 às 08h58
O jornal dos leitores, dos jornaleiros, de toda a genteManoel Rodrigues é leitor há 30 anos de O Estado (Paulo Soares)

SÃO LUÍS- Em uma das inúmeras produções textuais diárias, um senhor (cujo nome infelizmente não me lembrei de registrar) fez a seguinte pergunta durante uma aparição no Centro: “O que seria dos jornais se não fossemos nós, os leitores?”. Realmente, o senhor tem razão. A pergunta é simples e, ao mesmo tempo, complexa. Reconhecer a importância do leitor e entender a mudança de seu perfil a partir da passagem das décadas e anos é o segredo que o bom jornal deve desvendar para sobreviver nos atuais tempos. É o que O Estado tem feito.

Não há jornal feito sem pensar no leitor e atribuir aos briosos jornaleiros (sim, eles ainda existem) a entrega diária das produções impressas nas casas dos fiéis admiradores de O Estado. Há três décadas, o professor Manoel Rodrigues decidiu trocar a concorrência e apostar no acompanhamento das notícias via O Estado. O “casamento” dura até hoje. “Eu não me vejo lendo outro jornal. A veracidade dos fatos, a comprovação de que de fato está se lendo uma notícia verdadeira, a diversificação dos assuntos e, principalmente, a credibilidade adquirida durante os anos”, disse.

Segundo ele, O Estado é um “extraordinário jornal”. Como leitor há tanto tempo, o mestre da arte de ensino tem uma tática para a leitura diária. “Começo pela manchete e chamadas da capa. Quando vejo um assunto que me interessa, parto para a parte interna do jornal. Ou seja, as páginas de cidade, de política e de outras editorias”, disse. Mas há aquela editoria preferida. “Como sou um leitor voraz [chega a ler até 60 livros por dia], então parto para o segmento do impresso que se pauta nos lançamentos de livros, exibição de obras de arte e outros assuntos”, disse.

A fidelidade ao principal jornal do Maranhão também se amplia a quem já era adulto quando o jornal nasceu. Dona Maria Filomena Soeiro Machado, com 92 anos, tinha 32 quando saiu a primeira publicação de O Estado. Os 60 anos do matutino também contaram com o prestígio e sabedoria da “jovem” senhora. “Eu, pra manter a minha cabeça saudável, acordo às cinco da manhã e não consigo fazer outra coisa antes de ler o meu jornal O Estado”, afirmou.

De senhoras a professores, passando por donas de casa, empresários, artesãos, agentes de limpeza, jornaleiros. Ah, os jornaleiros. Eles são privilegiados, afinal de contas, em um tempo recente eles eram os “primeiros” a saber das notícias importantes trazidas por O Estado. “Hoje em dia está mais difícil ter esta exclusividade, mas a gente ainda se surpreende”, disse José de Ribamar Campos, o “Seu Riba”, outro leitor assíduo do periódico.

Conhecido entre clientes e familiares como “Seu Riba”, ele é um dos mais antigos da função na cidade e ainda carrega o mesmo amor e dedicação à função nobre, fundamental para a manutenção do bom jornalismo impresso.

“Seu Riba” começou desde os primeiros anos de vida a demonstrar o apego à distribuição das boas informações. Aos 15 anos, ele veio do município de Alcântara para tentar vencer na capital. Como jornaleiro há 40 anos, “Seu Riba” não esconde sua predileção por O Estado. “Um jornal que se transformou, que se reinventou. Que soube se adaptar aos novos tempos e, com muita competência, ainda se mantém na crista da boa notícia”, afirmou.

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