60 ANOS O ESTADO

A nova era da informação e conectividade

O jornal conseguiu se reinventar e experimenta uma nova fase, mais dinâmica e em sintonia total com as novas plataformas digitais

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h25

SÃO LUÍS- O desafio de reinventar seu formato e inserção no processo de comunicação, caminhando lado a lado com as novas tecnologias da informação, é uma tarefa que vem sendo cumprida com maestria pelo Jornal O Estado. É que nas últimas quatro décadas, o espaço entre as pessoas e a notícia foi encurtado de forma frenética, a ponto de todos saberem de quase tudo, no mínimo 24 horas antes de publicado em algum jornal. Diante dessa revolução, que ganhou asas com o advento das redes sociais, era preciso se atualizar e adequar-se à nova realidade.

“Somos o maior veículo impresso do Maranhão e um dos mais expressivos do Nordeste. Logo, não poderíamos assistir a todas essas mudanças de maneira passiva. Ao contrário, precisávamos acompanhar as novas tendências desse negócio, pois deixamos de ser um veículo exclusivamente impresso e ganhamos status de multiplataforma. De certa maneira, fomos pioneiros na inclusão de aplicativos no estado e desde então, passamos a atuar com uma equipe focada nas estratégias digitais”, revela o diretor executivo do Grupo Mirante, Marcus Sarney.

Segundo Marcus Sarney, todas as apostas em mídias digitais foram bem-sucedidas, até porque acompanharam as tendências de consumo de informação. E essas mudanças continuam em andamento, a exemplo do site, por exemplo, que passará por reformulações e adotará, em breve, um conceito inovador, sendo este um dos elementos da revolução que marcou os últimos anos da história de O Estado.

“Cada vez mais, nossa tendência é aplicar um modelo mais interativo e moderno de trabalhar, com uma integração plena com o mundo digital. Nossa Redação caminha para uma era em que todos os colaboradores estarão aptos a atuar em múltiplas plataformas”, complementa Marcus, lembrando que o jornal tem uma atuação marcante no Instagram, Facebook e Twitter, além de já estar inserido na onda dos aplicativos

Mantendo seriedade e credibilidade no trato com a notícia e estimulando repórteres e editores a adotarem uma postura cada vez mais crítica a partir das análises dos fatos, a direção do jornal conseguiu atravessar os momentos mais difíceis da crise financeira no Brasil, iniciada em 2014, com a forte recessão econômica, que levou a um recuo no Produto Interno Bruto por dois anos consecutivos. Para o diretor de Redação de O Estado, Clóvis Cabalau, um dos desafios do periódico é se manter atualizado diante de tantas mudanças.

“Um dos grandes desfio de O Estado ao longo desses 60 anos foi manter-se atualizado às mudanças de mercado e na maneira de produzir a notícia. Com o avanço do mundo digital e as mudanças sociais que refletem no jeito de consumir a informação, tanto o processo de produção quanto o perfil do jornalista mudaram bastante. Dentro dessa realidade, O Estado tem exercido a capacidade de se reinventar, sem, contudo, abrir mão da essência que nutre o bom jornalismo: o desejo de contar histórias e ser agente transformador de sua época. Nesse ponto, méritos devem ser dados à equipe de profissionais – de hoje e do passado – que construíram a história desses 60 anos, um marco a ser lembrado e celebrado”, destaca.

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Inovação
São 60 anos de trabalho focado no público final e ciente de sua responsabilidade de informar com credibilidade. “É um orgulho escrever nas páginas do mais importante jornal do Maranhão e assistir ao seu progresso constante. Nós também celebramos as duas mil edições do Caderno PH Revista, que é uma das mais antigas e assíduas publicações do gênero no Brasil. É gratificante saber que nos mantemos firmes e centrados em um projeto alicerçado no prazer de construir a notícia”, destaca o colunista Pergentino Holanda, âncora do colunismo social no Maranhão.

Como integrante da equipe de O Estado, PH completa, em 2019, 50 anos. “O jornal se reinventou e consegue se adequar às novas plataformas. Além disso, mantém posicionamento firme sobre assuntos do cotidiano em geral”, afirmou.

Adriana Marão, gerente de Desenvolvimento, destaca o projeto do portal, pensado para trabalhar a informação instantânea e com rapidez. “A nossa plataforma não deixa a desejar a nenhum outro veículo de comunicação do Brasil que também aderiu ao formato digital. E sabemos que muito ainda vai mudar, para melhor”, antecipa.

Simultaneamente, o jornal adequou-se à realidade, investiu em tecnologia, reorganizou sua estrutura e reformulou o conteúdo. O parque gráfico conta hoje com uma nova rotativa modelo Goss Community, uma impressora de alta velocidade e qualidade de impressão de jornais e produtos semicomerciais, baseada em um conceito modular. A nova rotativa substituiu a antiga impressora Harris da Heidelberg, que tinha capacidade para produzir 14 mil cadernos por hora. A nova tem capacidade para 35 mil por hora e é a mais moderna do segmento.

Linha do tempo de O Estado

1959 - Nascia o Jornal do Dia em 1º de maio de 1959. Nos seus primeiros anos, tinha suas instalações na Rua de Santana, Centro, e o parque gráfico era composto por impressoras tipográficas e de linotipos.

1973 - O periódico mudou de nome em 1º de maio de1973 e neste mesmo ano passou por sua primeira grande reforma gráfica e editorial promovida por seus fundadores, Bandeira Tribuzi e José Sarney, já no novo prédio, no São Francisco. Nesse ano, adquiriu sua primeira impressora rotativa da marca Goss, aumentando sua capacidade física e gráfica.

1987 - O ano foi um marco na história do jornal, que introduziu uma linguagem direta, cobertura ampla para vários assuntos e fatos que tornaram o jornal uma referência de informação, se destacando pelo modo diferenciado de tratamento da informação. Na busca em atender a demanda de produção, o jornal comprou novo maquinário, uma HarrisV-15, com capacidade de impressão de 14 mil por hora e passou a usar cores na capa. Com isso, se modernizou.

1989 - Passou-se a usar fotos coloridas na Capa do primeiro caderno e a confeccionar em cores as capas e contracapas dos cadernos Cidade, Caderno A (hoje Alternativo) e Classificados.

1994 - O matutino adquiriu mais duas unidades para impressora rotativa, aumentando sua capacidade de impressão de páginas, podendo imprimir até 12 páginas (quatro cor e oito em preto e branco).

1995- A Redação passa pela informatização e computadores substituíram as máquinas de escrever. Com a tecnologia o jornal reduziu custos e ampliou possibilidades, redefinindo espaços e padrões de impressão.

2007 - Otimizou-se a pré-impressão com a aquisição deum CTP - Computer-to-Plate (computador para chapa). Com ele, as chapas/matrizes passam a ser geradas diretamente de um arquivo digital, sem a necessidade da produção de um intermediário (fotolito).

2009 - Nesse ano, o jornal celebrou 50 anos de fundação. Para marcar a data, foram feitas reformas tanto no projeto gráfico do jornal quanto no parque gráfico. O periódico passou por uma grande reforma promovida pela Cases i Associats, que mudou a “cara” do jornal. Já o parque gráfico aumentou seu tamanho de 219 metros quadrados para 354 metros quadrados. A altura do salão de máquinas também foi ampliada de 3m para 5m. A reforma durou quatro meses. A impressora rotativa passou por mais uma expansão e dessa vez foram acrescentadas mais seis unidades, aumentando sua capacidade de impressão.

2015 - O veículo entra em definitivo na era digital e inaugura, em 1º de maio, data em que celebrou 56 anos de fundação, seu novo site. Neste mesmo ano, acontece a maior mudança já vista no parque gráfico do jornal, que adquire uma nova rotativa da Goss, modelo Community.

2016 - Seguindo uma tendência do mercado nacional, O Estado lança, em março, a superedição de fim de semana e consolida a integração multimídia, sendo pioneiro no Maranhão.

2017 – Novo layout para o site e estreia de novas colunas.

2018- Estreia do programa Liga O Estado e programa sobre as eleições movimentam o site

2019- O ano que celebra 60 anos de fundação, O Estado traz diversas novidades em seu site.

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