Dedicação

Um gestor da saúde humanizada

Ele é graduado em Administração de Empresas e em Administração Hospitalar; no Maranhão, segue trabalhando em prol de uma gestão de resultados

Evandro Jr. / O Estado do Maranhão

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h26
Plinio Tuzzolo, desde 2011 assumiu a direção geral do Hospital São Luís (HSLZ)
Plinio Tuzzolo, desde 2011 assumiu a direção geral do Hospital São Luís (HSLZ)

SÃO LUÍS - O paulista Plínio Valério Tuzzolo é ludovicense de coração e de direito. Sente-se orgulhoso em ter sido agraciado com o título de “Cidadão Ludovicense”. Afinal, em solo maranhense, tem encontrado muitos desafios e alcançando inúmeras vitórias. No início da vida profissional, ele comandou concessionárias de veículos no interior de São Paulo e de Minas Gerais, mas desde 1978 atua na área pela qual nutre extrema paixão: a gestão hospitalar.

Tuzzolo veio para o Maranhão em 2000, contratado pelo Grupo PróSaúde, para assumir a direção geral do Hospital Carlos Macieira, no qual atuou até 2006. Depois, praticamente rodou o Brasil pela PróSaúde, assumindo desafios como gestor de importantes hospitais.

Em 2009, retornou a São Luís para dirigir o Hospital do Coração, do grupo PróCárdio. Em 2011, foi contratado pelo Grupo Mercúrio para assumir a direção geral do Hospital São Luís/HSLZ, também conhecido como Hospital dos Servidores. Desde então, seu foco é dar respostas de excelência máxima a cada paciente que busca os serviços.

“Minha motivação maior é contribuir para a melhoria das condições de vida da população, e com o Grupo Mercúrio e o HSLZ sinto que posso atuar em um segmento importante, que é a saúde, de uma forma expressiva, fazendo a diferença na vida das pessoas. Sinto-me muito feliz e diariamente desafiado”, enfatiza.

O sucesso do HSLZ é, acima de tudo, mérito das equipes de médicos, enfermeiros e todos os demais profissionais envolvidos. Somos um time unido, cuja missão é a excelência contínua”

Sensível e apaixonado por música, em especial a clássica, Plínio acredita que o papel de um bom gestor é ser um maestro, pois precisa conduzir uma grande orquestra de profissionais multidisciplinares que atuam de forma interligada e cuja atuação individual tem impactos nos resultados.

Ele lembra que, apesar dos processos de saúde com médicos e enfermeiros estarem no centro do atendimento, a gestão hospitalar ainda deve gerir áreas de apoio igualmente essenciais, como logística, nutrição e dietética, segurança, manutenção e limpeza; internação e hotelaria; lavanderia e rouparia. Tudo atuando de forma integrada.

“A gestão hospitalar é uma das estruturas mais complexas da administração. Exige muito profissionalismo, conhecimento sempre reciclado, tecnologia de ponta e gestão moderna, com foco na meritocracia e na valorização das pessoas. E, claro, tudo isso tendo o paciente como o foco máximo, pois ele deve ser o centro de toda a gestão hospitalar”, resume.

Plínio Tuzzolo em ação no lançamento da campanha Janeiro Branco, uma das realizadas todos os anos nas dependências do Hospital São Luís
Plínio Tuzzolo em ação no lançamento da campanha Janeiro Branco, uma das realizadas todos os anos nas dependências do Hospital São Luís

Modelo
Segundo o experiente gestor, para se conseguir oferecer um atendimento humanizado, precisa-se, antes, contar com o comportamento humanizado de todos os profissionais da equipe. Para tal, é fundamental um modelo de gestão participativa. “É preciso saber lidar com pessoas para motivá-las a entregar o seu melhor sempre, associando-se criatividade e inovação permanentes a esse processo”, diz.

Se na teoria isso parece óbvio, na prática Plínio Tuzzolo garante que é algo bastante complexo e desafiador. Para ele, construir e equipar hospitais é sempre mais fácil do que colocar unidades em funcionamento e oferecer serviços de qualidade. Ele destaca como pilares do sucesso de uma gestão hospitalar de excelência algumas prioridades, entre as quais, saber escolher profissionais que tenham amor e comprometimento pela profissão.

Um hospital é, antes de tudo, uma engrenagem complexa, que funciona de forma contínua, com necessidade de uniformização de processos e atuação de equipes multidisciplinares com integração sistêmica, profissionalismo e suportada com tecnologia de ponta. E mais, reconhecimento com meritocracia é tudo para se conquistar e manter bons profissionais.

Meritocracia, disciplina proativa e gestão participativa. Esse deve ser o modelo da gestão humanizada e de excelência na saúde, segundo Tuzzolo. Por outro lado, ele destaca como o pior erro da gestão hospitalar, o distanciamento dos gestores do paciente e de seu bem-estar.

Com sete anos de atuação, o HSLZ é responsável por cerca de 20 mil consultas ambulatoriais por mês e por 120 mil exames mensais, atendendo a uma cartela atual de 100 mil servidores contribuintes. Para Tuzzolo, quando se presta uma assistência de qualidade, isso acaba gerando uma maior demanda também. Por isso, há a necessidade de estar sempre se reinventando para crescer com qualidade.

“Verticalizamos a gestão do hospital, estamos aumentando áreas físicas e criando um novo andar para internações. Já ampliamos a oferta de leitos de UTI, de 11 para 21, para melhor respondermos a essas demandas crescentes. Vivemos um processo contínuo de expansão nesses sete anos do HSLZ, sempre contando com investimentos expressivos do Grupo Mercúrio”, ressalta.

Além da saúde abalada, os pacientes chegam com grandes problemas pessoais. Precisamos, enquanto gestores e equipes, entender esse contexto, para proporcionar um bom acolhimento, com a preocupação de facilitar a vida desses pacientes, além de realizarmos as consultas, exames e serviços necessários”

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