AMBULANTES

Ambulantes do Centro ainda esperam mudança

Vendedores informais foram realocados para espaço localizado na lateral do Liceu Maranhense, após início de obra de requalificação da Deodoro

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h26
Bancas de comércio ambulante foram remanejadas para a área ao lado e à frente do Liceu Maranhense
Bancas de comércio ambulante foram remanejadas para a área ao lado e à frente do Liceu Maranhense (camelos)

Desde que foi iniciada a obra de requalificação do Complexo Deodoro, os ambulantes que se amontoavam na extensão das praças Pantheon e Deodoro tiveram que ser realocados para espaço localizado ao lado do Colégio Liceu Maranhense. À época, os vendedores informais tiveram a informação de que seriam direcionados e instalados em outro espaço, com mais e melhores estruturas. Ontem (22), a reinauguração do complexo completou um mês, quase um ano da obra, e os ambulantes ainda seguem sem respostas, conforme a Associação dos Vendedores Ambulantes e Similares da capital maranhense.

No novo ponto, onde estão instaladas cerca de 380 bancas, os proprietários dizem que os prejuízos, desde a realocação, são incalculáveis, a começar pelo que deixou de entrar no bolso, e que tem afetado, diretamente, na qualidade de vida da família, uma vez que a maioria dos ambulantes são pais e mães, que têm como principal e único sustento de casa a renda que conseguem receber com a venda dos objetos comercializados - alguns, produtos únicos dos “camelôs”.

“Desde que a gente [ambulante] teve de se mudar para essa nova área, as vendas caíram bastante. Quem tem como garantia de renda apenas a banca, como eu, sabe bem como tem sido sobreviver. As dificuldades são muitas. Não tem sido fácil”, expressou a vendedora ambulante Meire Ferreira Vieira, de 45 anos de idade.

Para ela, pelo menos, a realocação foi bem aceita, pela promessa feita pelo Município, mas após tanto tempo, ela já não acredita mais que a situação será resolvida. “Já espero para sair daqui desde a primeira semana que vim para cá [próximo ao Liceu Maranhense], mas passado tanto tempo, há um ano, acho que nós, ambulantes, não seremos mais retirados dessa área e realocado para outro espaço, com uma maior movimentação para que a gente consiga lucrar”.

Lucros
Segundo os ambulantes, o lucro sobre os produtos que eles comercializam despencou, tanto por causa da realocação, quanto pelo local atual, onde estão funcionando, não ser de grande movimentação de transeuntes, como acontecia quando eles estavam instalados no meio das praças, o que acabava sendo um atrativo para o consumidor do Centro.

De acordo com a Associação dos Vendedores Ambulantes e Similares de São Luís, já foram realizadas reuniões com a Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação (Semurh), mas nenhuma decisão foi tomada, e que o processo de decisão sobre o destino dos vendedores ambulantes alocados ao lado do Colégio Liceu Maranhense ainda segue em impasse. l

inda segundo a associação, uma das alternativas para os vendedores seria um galpão, localizado na esquina da Rua Oswaldo Cruz, onde abrigava um supermercado, embora fosse abrigar apenas 160 bancas, menos da metade da quantidade total de ambulantes instalado ao lado do Liceu Maranhense.

Posicionamento
A O Estado, por meio de nota, a Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação (Semurh) informou que os vendedores ambulantes foram remanejados provisoriamente para estes locais em razão das obras de requalificação do Complexo e serão realocados para galerias reformadas com a finalidade de receber o comércio informal. A Secretaria comunicou, ainda, que aqueles que optarem por comercializar seus produtos mais próximos de suas casas, no bairro onde residem, estão recebendo apoio do município.

Com relação aos prazos, de quando os ambulantes serão remanejados para as galerias que a Semurh afirma ter reformado para abrigar os profissionais, o órgão não descriminou.

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