Cinema

Filmes maranhenses em destaque no Festival Maranhão na Tela

Mostra Maranhão de Cinema do Maranhão na Tela destaca produções atuais do cinema local

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h27
José Louzeiro, homenageado no documentário que será exibido hoje no Maranhão na Tela
José Louzeiro, homenageado no documentário que será exibido hoje no Maranhão na Tela (José Louzeiro )

SÃO LUÍS - Diferentes obras maranhenses serão exibidas hoje na Mostra competitiva Maranhão de Cinema que terá sessões hoje na programação do Festival Maranhão na Tela. Serão exibidos os filmes José Louzeiro: Depois da Luta, de Maria Thereza Soares, A Capataz, de Daniel Drummond e Manuel Bernardino - O Lênin da Mata, de Rose Panet. Os filmes serão exibidos em duas sessões, a primeira às 16h30, na sala Kinoplex Evolution, no Golden Shopping (Calhau) e, às 21h15, na sala Kinoplx Golden Sala Platinum.

O documentário José Louzeiro: Depois da Luta narra a trajetória do jornalista, roteirista e escritor maranhense José Louzeiro, por meio de depoimentos próprios e de cineastas. Aos 85 anos, com a saúde debilitada, narra as suas aventuras e mostra suas impressões sobre personagens polêmicos e marginalizados que retratou no cinema. O filme dirigido pela cineasta Maria Thereza Soares tem pesquisa da jornalista e editora do Caderno Alternativo, Bruna Castelo Branco.

Em A Capataz, de Daniel Drummond, o dilema de uma gerente de uma fábrica que precisa manter os negócios em ordem enquanto protege os trabalhadores diante da inspeção de um fiscal do Departamento do Trabalho, mas logo ela percebe a dificuldade de executar as duas tarefas.

O longa Manuel Bernardino: o Lenin da Matta” , de Rose Panet, foi finalizado em 2017 e conta, a partir de depoimento prestado por seu protagonista em uma delegacia em São Luís em 1921, a trajetória de Manuel Bernardino, cearense que fixou residência no Maranhão no início do século XX, onde hoje está localizado o município de Dom Pedro, e tornou-se um líder comunitário, revolucionário, socialista, espírita e vegetariano, a partir de suas leituras. Pouco depois, ele arregimentaria cerca de 200 homens para a Coluna Prestes, quando da passagem do movimento pelo Maranhão. Ele ganhou a alcunha de “Lenin da Matta” de jornais de São Luís da época.

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