Perigo

Prédio inacabado ainda é risco no São Francisco

Imóvel inacabado, conhecido popularmente como “Balança, mas não cai”, já deveria ter sido demolido pelo Município, mas isso não aconteceu

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h32
Prédio inacabado ainda é usado por moradores de rua, que pulam muro
Prédio inacabado ainda é usado por moradores de rua, que pulam muro (Balança)

Construído na década de 1990 e abandonado antes de sua conclusão, o prédio Santa Luzia, conhecido popularmente como “Balança, mas não cai”, ameaça moradores, na Rua 3, no bairro São Francisco. O imóvel, que apresenta diversos problemas em sua estrutura, causa medo a moradores e comerciantes das proximidades, principalmente pelo perigo de queda, a qualquer momento.

O prédio já foi ocupado mais de uma vez por moradores em situação de rua, que invadiram o local para morar, mesmo havendo apenas o esqueleto da edificação. Em 10 de junho do ano passado, mais uma operação desocupou o local, sendo construído um muro para impedir nova invasão.

O edifício está com muitas rachaduras. Tijolos já caíram, deixando buracos grandes em sua estrutura. Após a desocupação, uma ordem judicial foi dada para a demolição, com previsão para três meses após a retirada dos ocupantes. Porém, até agora nada foi feito, deixando vizinhos e quem passa pelo local apreensivos.

Atualmente, o prédio voltou a ser utilizado por moradores de rua, que pulam o muro erguido para evitá-los. Os mesmos moradores ocupam não só o prédio como também a frente das casas dos moradores da Rua 3.
A Prefeitura foi procurada para se pronunciar sobre o assunto, mas até o fechamento desta edição não respondeu aos questionamentos.

SAIBA MAIS

O prédio “Balança, mas não cai” começou a ser construído ainda no início dos anos 1990, por uma empresa cearense. Alguns anos depois, a construção foi abandonada, por possível corte de gastos do empreendimento construtor. Em seguida, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Maranhão (Crea) emitiu laudo técnico, afirmando que o local “corria o risco de cair”. Em 1998, o Ministério Público Estadual (MPE) impetrou Ação Civil Pública solicitando, da Prefeitura de São Luís, a destruição do prédio. O caso manteve-se parado durante nove anos, e somente em 2007 o Judiciário se manifestou sobre o assunto, por meio de decisão do juiz Jorge Figueiredo dos Anjos, da 3ª Vara da Fazenda Pública. O magistrado determinou que o prédio fosse demolido. Três anos depois (2010), nova determinação judicial obrigou a Prefeitura a efetuar a demolição, o que não aconteceu até hoje.
Caso fosse executada, a demolição do prédio deverá custar aos cofres públicos, segundo a Blitz Urbana informou no ano passado, R$ 481 mil.

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