O Mundo

Chefe da FAO pede que oceanos não sejam tratados como ''piscina de lixos''

Declaração ocorreu durante o lançamento de um navio de pesquisa de US$ 65 milhões, que irá ajudar as nações em desenvolvimento a administrar seus cardumes
26/03/2017 às 07h00

Nova York - O mundo precisa parar de tratar os oceanos como uma "piscina de lixos" da poluição, disse o chefe de uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU) na sexta-feira,24, no lançamento de um navio de pesquisa de US$ 65 milhões em Oslo que irá ajudar as nações em desenvolvimento a administrar seus cardumes.

O navio Dr. Fritjof Nansen, que tem 75 metros de comprimento e foi financiado pela Noruega, irá ajudar a entender os cardumes, principalmente no litoral da África, para evitar a pesca excessiva e a poluição, que vêm exaurindo muitos cardumes comerciais em todo o mundo.

A embarcação irá iniciar sua primeira missão de mapeamento na costa da África Ocidental em maio, um programa conjunto entre a ONU e Noruega.

"Durante muito tempo cultivamos a ideia de que o oceano é uma espécie de piscina de resíduos onde atiramos tudo que não queremos", disse o brasileiro José Graziano da Silva, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês). "Isso precisa mudar."

Alta tecnologia

A primeira-ministra norueguesa, Erna Solberg, quebrou uma garrafa de champanhe no casco branco do navio, que conta com equipamentos de alta tecnologia que vão de sonares a laboratórios.

"Temos que fazer com que os oceanos sejam administrados de forma mais sustentável do que são hoje", disse ela à Reuters. A embarcação foi batizada em homenagem a Fridjof Nansen, um explorador, diplomata e humanitário norueguês que recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 1922.

"O maior problema que temos em todo o mundo é que estamos praticando uma pesca predatória... porque há muito pouco controle", afirmou. A poluição, que vai dos resíduos industriais a garrafas plásticas usadas no cotidiano, e a mudança climática estão aumentando esse estresse.

O navio é a versão mais recente de um barco de pesquisa de mesmo nome que trabalhou no litoral de mais de 60 países nas últimas décadas, ajudando a identificar novos locais de pesca da Nicarágua ao Sri Lanka.

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