Falta de educação

Desorganização na entrada de Restaurante Popular é motivo de reclamações

Espaço, na Liberdade, tem capacidade para servir mil refeições por dia, ao preço simbólico de apenas R$ 1,00, para grupos sociais prioritários

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h56
O Estado flagra homem pulando contenção para furar a fila e entrar no Restaurante Popular da Liberdade
O Estado flagra homem pulando contenção para furar a fila e entrar no Restaurante Popular da Liberdade (restaurante)

O Restaurante Popular da Liberdade atrai um grande público do bairro onde está instalado e dos arredores. Entre esse público atendido, muitas pessoas reclamam da desorganização na entrada do local. Furar fila, pular as contenções colocadas pelos funcionários e utilizar entrada de usuários com prioridade tem sido práticas comuns no restaurante e que estão incomodando quem precisa do programa social.

No total, seis unidades foram implantadas pelo Governo do Estado na Região Metropolitana de São Luís (Cidade Olímpica, Anjo da Guarda, Vila Luizão, Coroado, Maiobão e Liberdade). Os restaurantes são unidades de alimentação e nutrição que têm como princípio fundamental a produção e distribuição de refeições saudáveis, com alto valor nutricional a preços acessíveis para grupos prioritários: trabalhadores informais de baixa renda, desempregados, estudantes, aposentados, moradores de rua e famílias em situação de risco de insegurança alimentar e nutricional.

Muitas pessoas buscam a unidade do bairro Liberdade. No local, as filas se formam cedo tanto na entrada de usuários com prioridades, como idosos, e também na entrada de trabalhadores e outras pessoas. Mas só às 11h os portões são abertos. É nesse momento que alguns usuários tentam passar na frente de quem já estava no local aguardando e a desorganização se instala.

Enquanto alguns furam fila, outros não se intimidam e pulam as contenções colocadas pelos funcionários, como foi flagrado por O Estado na manhã de ontem. Funcionários do restaurante ficam na porta organizando o acesso e veem toda a ação, mas não advertem os transgressores. O mesmo acontece na entrada de usuários com prioridades, mas em menor proporção.

Tumulto - A atendente Alade Martins almoçou pela quarta vez no restaurante da Liberdade ontem. Nessas poucas vezes que foi ao local, presenciou situações de tumulto na entrada. "Das vezes que viemos, não chegou a ter briga. O que vimos foi o tumulto na entrada, porque um vem e fura a fila. Aí os outros começam a reclamar e se empurrar", lembrou.

Para a também atendente Tatiane Costa, falta mais educação dos usuários e, principalmente, mais estrutura para garantir a segurança do público. "Não digo que falte polícia para intimidar essas pessoas, mas faltam mais seguranças para organizarem a fila. Está muito bagunçado", disse.

Já para o pedreiro Raimundo Barbosa, essas situações são comuns, principalmente porque ninguém ousa advertir esses infratores, com medo de represálias. "A gente come aqui todo dia. Não dá para brigar com eles um dia e vir no outro comer tranquilo. É capaz de acontecer qualquer coisa com a gente por causa de um lugar na fila", afirmou.

Outro usuário do restaurante, Emerson José Santos Matos, já precisou apartar uma briga entre dois homens dentro do restaurante do bairro. Situações como essa e as relatadas anteriormente podem comprometer o objetivo final do restaurante popular no bairro. O restaurante tem capacidade para servir mil refeições por dia, ao preço simbólico de R$ 1,00, para grupos sociais prioritários.

O Estado entrou em contato com o Governo do Estado para obter informações sobre o restaurante popular, mas não obteve retorno até o fechamento desta página.

SAIBA MAIS
Os pratos
servidos nos restaurantes populares são preparados sob a supervisão e orientação de uma equipe de nutricionistas e parte dos produtos utilizados é oriunda de polos de pequenos agricultores do estado.

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