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MP recomenda fim de contrato da Prefeitura com Consórcio Via SL, antiga 1001

Ministério Público aponta falhas graves no transporte público e pede medidas emergenciais à Prefeitura.

Ysabelle Ribeiro/Ipolítica

Atualizada em 19/03/2026 às 14h41
MP recomenda fim de contrato com Consórcio Via SL, antiga 1001.
MP recomenda fim de contrato com Consórcio Via SL, antiga 1001. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

SÃO LUÍS - O Ministério Público do Estado do Maranhão recomendou que a Prefeitura de São Luís adote medidas para encerrar o contrato de concessão do Consórcio Via SL, responsável por parte do transporte público da capital. A recomendação foi expedida nesta quinta-feira (19) pela 12ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa do Consumidor.

O documento aponta sucessivos descumprimentos contratuais e falhas na prestação do serviço, considerados incompatíveis com a continuidade da concessão.

MPMA recomenda fim de contrato do Consórcio Via SL

De acordo com o Ministério Público, a gestão municipal deve instaurar imediatamente um processo administrativo para extinguir o contrato do Consórcio Via SL (Lote II), devido à “completa incapacidade operacional” da empresa em manter o serviço.

A promotora Lítia Teresa Costa Cavalcanti destaca que a medida busca restabelecer a legalidade e garantir a continuidade do transporte público, considerado um serviço essencial.

Entre os principais problemas apontados estão:

  • Paralisações totais e parciais desde dezembro de 2025
  • Suspensão de atendimento em 27 linhas de ônibus
  • Atrasos recorrentes no pagamento de salários
  • Demissões em massa de trabalhadores rodoviários

Problemas operacionais e crise nas empresas do consórcio

O MPMA também cita a situação financeira de uma das empresas que integram o consórcio, a Expresso Rei de França, que está em processo de recuperação judicial.

Segundo o órgão, a crise da empresa compromete diretamente a operação do sistema de transporte e afeta milhares de usuários que dependem do serviço diariamente.

A recomendação destaca ainda que o transporte público deve seguir princípios como:

  • Continuidade do serviço
  • Regularidade e eficiência
  • Segurança e adequação ao usuário

Medidas emergenciais para garantir o transporte

Além do encerramento do contrato, o Ministério Público orienta a Prefeitura de São Luís a adotar medidas emergenciais para evitar colapso no sistema.

Entre as ações recomendadas estão:

  • Autorizar, em até 30 dias, novas empresas para operar as linhas afetadas
  • Garantir funcionamento provisório até nova licitação
  • Regularizar a prestação do serviço à população

A recomendação tem caráter preventivo e também busca evitar responsabilizações legais de gestores públicos em caso de omissão.

Prefeitura deve se manifestar em até 10 dias

O MPMA determinou o envio do documento ao prefeito, à Procuradoria-Geral do Município e à Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes, que deverão informar, em até 10 dias úteis, as providências adotadas.

A Câmara Municipal de São Luís também foi notificada para acompanhar e fiscalizar o cumprimento das medidas.

Segundo o Ministério Público, a adoção das recomendações é fundamental para garantir o direito da população a um transporte público adequado e contínuo na capital maranhense.

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