ORÇAMENTO

Vereador pede a prisão de secretário durante audiência na Câmara de São Luís

Umbelino Jr acusou Enéas Fernandes de mentir em sessão que discutia orçamento do município

Ipolítica

- Atualizada em 03/12/2022 às 14h09
Umbelino Jr não admitiu declarações do secretário que apontavam falhas técnicas por parte dos vereadores
Umbelino Jr não admitiu declarações do secretário que apontavam falhas técnicas por parte dos vereadores (Reprodução)

SÃO LUÍS - Os ânimos ficaram acirrados na manhã nesta sexta-feira (2) entre vereadores e os secretários municipais Enéas Fernandes (Governo), Joel Nunes (Saúde), Simão Cirineu (Planejamento) e José Azzolini (Fazenda). A troca de acusações e agressões aconteceram durante audiência pública para discutir emendas parlamentares impositivas. O vereador Umbelino Jr (PRTB) chegou a pedir a prisão de Enéas Fernandes e ameaçar o prefeito Eduardo Braide (PSD) de cassação após secretário dar a entender que o não pagamento de emendas se deu por incapacidade técnica dos parlamentares.

O evento foi aberto pelo vereador Marquinhos Silva (UNIÂO), que iniciou os trabalhos reclamando da relação entre Legislaivo e Executivo. “O que se percebe é que o prefeito Eduardo Braide não respeita o poder legislativo, ele quer governar sem essas prerrogativas, dessa forma não tem como haver harmonia entre os dois poderes”, disse.

Marquinhos lembrou que a Lei Orçamentária Anual (LOA) foi desconsiderada pelo prefeito Eduardo Braide. “O prefeito promulgou a lei da maneira que ele mandou para cá, do mesmo jeito que veio, voltou. Ele não respeitou o poder desta Casa Legislativa. Ele não promulgou a LOA da maneira que a Câmara de São Luís aprovou, com as emendas. Isso é algo extremamente sério, que cabe diversas penalidades ao executivo”, explicou.

O vereador Aldir Júnior (PL) questionou Enéas Fernandes sobre possíveis beneficiamentos de parlamentares que apoiam o prefeito. “É de conhecimento geral que todas as emendas da saúde desses vereadores foram pagas. Por que as emendas dos demais vereadores não foram pagas? Houve seletividade?”, disse. O secretário negou as insinuações do vereador e informou que jamais existiu qualquer tipo de seletividade no repasse de recursos das emendas.

Após cerca de 4 horas de sessão, ficou estabelecido que os secretários teriam um prazo máximo 1 semana para esclarecer todos os questionamentos suscitados na sessão.

“Essa sessão manda um recado muito claro ao prefeito. De que precisa diálogo e conversa. Esse relacionamento precisa mudar”, disse o presidente da audiência, Gutemberg Araújo (PSC) ao fim da sessão. 

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