Eleições 2022

Influência digital será decisiva nas campanhas eleitorais do Maranhão

Pesquisa revela o impacto das redes sociais na campanha eleitoral de 2022. Esse investimento foca principalmente em estratégias de influência e relacionamento.

Gerson Soares / Aduela Ventures, especial para o Imirante

- Atualizada em 29/09/2022 às 16h54

Não é de hoje que vivemos as redes sociais. Elas impactam cada vez mais nos nossos hábitos, estilos de vida, e consequentemente, nos nossos valores, opiniões e até tomada de decisões. 

Segundo pesquisa do DataSenado, 45% dos participantes afirmam ter decidido o voto a partir de informações consumidas em alguma rede social, com destaque para o Facebook, Whatsapp, YouTube e Instagram.

Pesquisa nacional: Redes Sociais, Notícias Falsas e Privacidade na Internet | DataSenado, 2019.
Pesquisa nacional: Redes Sociais, Notícias Falsas e Privacidade na Internet | DataSenado, 2019.

Esse comportamento impulsiona, a nível estadual, a utilização das mídias sociais. Estratégia, essa, que foi imprescindível para os resultados da campanha eleitoral em 2018. E, embora essa tenha sido uma eleição com vários escândalos de circulação de notícias falsas na internet, neste ano o cenário é diferente.

“Temos visto uma eleição limpa, de certa forma. Houve uma coalizão entre os principais veículos de comunicação da internet, e tem primado-se por uma comunicação honesta, limpa, com menos notícias falsas. Um cenário muito diferente se comparado ao do ano de 2018”. Afirma Daniela Benoit, especialista em Marketing de Influência.

As redes sociais e os diferentes objetivos e comunicações

Considerando, principalmente, o comportamento de consumo e formato nativo de conteúdo, os candidatos têm utilizado o Whatsapp, Facebook e YouTube para comunicar informações valiosas sobre as suas campanhas. Enquanto o Instagram é uma plataforma de engajamento, interação e com foco em conteúdos rápidos e no formato “stories”.

Segundo Rafael Costa, coordenador de mobilização digital da Accio Comunicação, o peso das redes sociais nas eleições deste ano será decisivo, já que a demanda por visibilidade e interação é alta: “Quem tem forte presença no mundo digital com certeza será lembrado nas urnas”, enfatiza.

Após 2018, candidatos maranhenses apostam ainda mais em influência nas redes sociais

A menos de uma semana do 1º turno das eleições 2022, os candidatos aos cargos de governo, senado e câmara dos deputados federal e estadual têm intensificado as suas campanhas em redes de conteúdos mais curtos como o Instagram.

Por meio de lives, chamadas para debates, fotos e trechos de conteúdos maiores, os candidatos buscam nesse último momento antes da votação no dia 02 de outubro. O objetivo principal dessa reta final é captar os votos de indecisos.

Para reiterar a importância do relacionamento dos candidatos com o seu eleitorado nas redes sociais, podemos demonstrar o crescimento do Instagram pessoal dos principais candidatos ao governo do estado do Maranhão, desde o começo oficial da campanha eleitoral, 16 de agosto, até hoje, 29 de setembro.

Em destaque, Lahesio Bonfim cresceu 34,3% no seu número de seguidores. Logo após, o Carlos Brandão obteve um crescimento de 25%, seguido de Simplício Araújo e Weverton Rocha, com 12,2% e 11,5%, respectivamente.

Candidatos ao governo do Maranhão participaram do debate no Imirante.com — Foto: Paulo Soares/Grupo Mirante
Candidatos ao governo do Maranhão participaram do debate no Imirante.com — Foto: Paulo Soares/Grupo Mirante

As políticas sobre as campanhas eleitorais estão mais rigorosas contra notícias falsas e contratação de influenciadores digitais

A aposta dos candidatos é o Marketing de Influência nas redes sociais, e muitas personalidades influentes têm se posicionado na internet e desempenhado um papel fundamental para o futuro das eleições em 2022.

Contudo, as devidas precauções sobre o que é permitido ou não pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no processo de campanhas políticas devem ser tomadas. As regras de propaganda eleitoral estão contidas na Resolução nº 23.610, confira abaixo o que é permitido e proibido, segundo a resolução:

Permitido

  • Propaganda em blogs ou páginas do candidato;
  • Críticas ou elogios em comentários de postagens feitas pelo eleitorado;
  • Impulsionamento de conteúdo nas redes sociais;
  • Envios de mensagens aos eleitores cadastrados;

Proibido

  • Propaganda paga na internet (Exceto impulsionamento de conteúdo)
  • Telemarketing e disparo de campanha em massa;
  • Propaganda paga na imprensa.

Com isso, não somente os candidatos, mas também influenciadores devem se preocupar no que tange burlar as normas de campanha, que constam no Artigo 57C da Lei Eleitoral 9504/97. 

O papel dos influenciadores digitais nas decisões das eleições

Por conta da grande repercussão das eleições nas redes sociais, é inevitável que os influenciadores digitais não compartilhem os seus pontos de vista e influenciem na tomada de decisão do eleitorado.

Segundo Élder Goltzman, Mestre em Direito e professor: "Todas as pessoas podem se manifestar politicamente na internet, inclusive os influenciadores digitais. O que a legislação proíbe é que os influencers se manifestem e façam campanhas políticas com interesses midiáticos, ou seja, falar bem ou fazer uma ação para candidato no período de campanha com fins monetários." 

No Tocantins, o candidato ao governo Ronaldo Dimas entrou com Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra o atual governador Wanderlei Barbosa, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-TO), devido a uma suposta contratação de 27 influenciadores digitais com o objetivo de fazer campanha direta beneficiando o atual governador.

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