Júri popular

Suspeito de matar mãe e filha será julgado em São Luís

O crime aconteceu na residência das vítimas, no bairro Quintas do Calhau, em São Luís, em junho de 2020.

Imirante.com, com informações do TJ-MA

- Atualizada em 16/08/2022 às 22h24
Talita Frizeiro e Graça Maria foram mortas dentro de casa, em São Luís.
Talita Frizeiro e Graça Maria foram mortas dentro de casa, em São Luís. (Foto: Divulgação)

SÃO LUÍS - O Poder Judiciário vai julgar Jefferson Santos Serpa, na quinta-feira (18), no fórum do Calhau, pela morte de mãe e filha, identificadas respectivamente como Graça Maria de Oliveira, de 57 anos, e Talita de Oliveira Frizeiro, de 27 anos. O duplo homicídio aconteceu no dia 6 de junho de 2020, na residência das vítimas, no bairro Quintas do Calhau, em São Luís.

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O julgamento vai ser presidido pelo juiz auxiliar da 3ª Vara do Tribunal do Júri de São Luís, Francisco Ferreira Lima. A acusação vai ser feita pelo promotor de Justiça Samaroni Maia e sendo assistido pela advogada Patrícia Pestana. Na defesa do réu atuará o defensor público Pablo de Oliveira. Serão ouvidas cinco testemunhas arroladas pela acusação e defesa.

Acusação

Jefferson Serpa foi acusado pelo Ministério Público Estadual pelo crime de homicídio qualificado por meio cruel (tortura e asfixia), mediante recompensa e emboscada, a mando do ex-marido da vítima Graça Oliveira. 

Ele foi denunciado em concurso material e de pessoas com Geraldo Abade de Souza (ex-marido de Graça de Oliveira), e Maycon Douglas Rodrigues de Souza. Geraldo Abade, mandante, teria contratado o Maycon de Souza, intermediário, que contratou Jefferson Serpa para praticar os crimes de homicídio qualificado contra Graça Oliveira e Talita Frizeiro.

Na época, o acusado estava prestando serviço de pedreiro na residência das vítimas, localizada no Calhau. O réu está recolhido na UPSL1-São Luís, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, desde o dia 16 de junho de 2020.

Cronologia do fato

Dia 6 de junho de 2020: Graça Maria de Oliveira e Talita de Oliveira Frizeiro mortas dentro de casa, no Calhau.

Dia 16 de junho de 2020: Jefferson Santos Serpa é preso por determinação da Justiça.

26 de janeiro de 2021: primeira audiência de instrução, no fórum do Calhau, e ouvidas testemunhas

Dia 18 de fevereiro de 2021: segunda audiência de instrução, no fórum do Calhau, e interrogados os réus (Jefferson Serpa, Geraldo Abade e Maycon Douglas Sousa).

Dia 3 de setembro de 2021: o juiz José Ribamar Goulart Heluy Júnior, titular da 3ª Vara do Tribunal do Júri, pronunciou os acusados Jefferson Santos Serpa e Geraldo Abade de Souza ao julgamento perante o júri popular. Na mesma decisão de pronúncia, o magistrado impronunciou o acusado Maycon Douglas Rodrigues de Sousa por faltas de indícios suficientes para acusação dos crimes. 

Dia 20 de maio de 2022: o magistrado José Ribamar Goulart Heluy Júnior manteve as prisões preventivas dos acusados Jefferson Serpa e Geraldo Abade, e desmembrou o processo, separando-o para cada acusado. 

Dia 18 de agosto de 2022: marcado o julgamento de Jefferson Santos Serpa.

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