Eleições 2022

Flagrado com caixa de dinheiro pela PF, Josimar declara quase R$ 1 mi em espécie ao TSE

Candidato apresentou declaração de bens junto com pedido de registro de candidatura.

Ipolítica

Câmera da PF flagrou Josimar com dinheiro em caixa
Câmera da PF flagrou Josimar com dinheiro em caixa (Divulgação/Polícia Federal)

SÃO LUÍS - Flagrado em uma ação controlada da Polícia Federal manuseando uma caixa de dinheiro em seu escritório à época da eleição de 2020, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) apresentou à Justiça Eleitoral uma declaração de bens informando que possui quase R$ 1 milhão em espécie.

Segundo o parlamentar, seu patrimônio está avaliado em R$25.406.802,39. Desse total, R$ 920 mil são dinheiro vivo. Em 2018, os bens do deputado totalizavam R$14.591.074,31.

Inquérito - Na semana passada, a PF concluiu, em inquérito, que Josimar participou de um suposto esquema que utilizava empresas fantasmas para fraudar obras de pavimentação em estradas da cidade de Zé Doca, no interior do estado, cuja prefeita, Josinha Cunha, é irmã do parlamentar. Ao todo, a PF estima que foram desviados cerca de R$ 1,8 milhão.

Segundo a investigação, o dinheiro manuseado em caixas pelo deputado seria fruto de corrupção. Esta investigação apura supostos desvios de emendas parlamentares destinadas à saúde no Maranhão.

No relatório sobre o suposto esquema de fraude em obras em Zé Doca, a Polícia Federal concluiu que o parlamentar e familiares cometeram crimes como falsidade ideológica, peculato, corrupção, fraude à licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em nota, a defesa do deputado disse que as acusações são "inconsistentes e fundadas em indícios que não condizem com a realidade dos fatos, inexistindo justa causa para a propositura de qualquer ação penal".

Os advogados disseram ainda que têm convicção "de que será indevida e injusta qualquer tentativa de responsabilização do parlamentar em face dos fatos apurados nesse inquérito".

Investigação

A investigação corre sob sigilo no STF e atinge a prefeita Josinha Cunha, que é irmã de Maranhãozinho.

O relatório aponta que o deputado atuou para garantir a liberação de recursos junto ao governo federal para execução de obras na prefeitura comandada por sua irmã, no entanto, nenhum projeto foi realizado na cidade.

Os recursos do convênio ficaram travados por cerca de dois anos, dizem os investigadores, e só foram liberados após gestão do deputado, em 2020, junto a aliados, como interlocutores no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que é ligado ao Ministério da Agricultura.

Os recursos foram liberados por meio de um convênio do Ministério da Agricultura. Entre agosto de 2020 e março de 2021, a pasta realizou transferências para a prefeitura que somam R$ 1,8 milhão.

As investigações apontaram que a empresa contratada para as obras não possui empregados e comprou pouco insumo para a realização da obra. Foram identificadas ainda transações entre a empresa responsável pela obra e outras duas que tinham ligações com Maranhãozinho.

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