Discurso

José Sarney defende a democracia nos 125 anos da ABL

Ex-presidente defendeu liberdade para atuação do Judiciário, numa resposta a críticas de Jair Bolsonaro.

Gilberto Léda/ipolítica

- Atualizada em 21/07/2022 às 12h53

RIO DE JANEIRO - O ex-presidente José Sarney (MDB) fez uma aplaudida defesa da democracia ao discursar, na noite desta quarta-feira (20), como orador na solenidade de 125 anos da Academia Brasileira de Letras (ABL), em evento na sua sede, no Rio de Janeiro.

Sem citar o nome do presidente Jair Bolsonaro (PL), o decano da ABL rebateu as recentes críticas do chefe do Executivo federal ao sistema eleitoral brasileiro. Em reunião com embaixadores na segunda-feira (18), Bolsonaro desaprovou a atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF).

"Infelizmente, não é só a cultura brasileira que precisa, neste momento, ser defendida. Fui o presidente que conduziu a transição democrática, tenho a responsabilidade pessoal de defendê-la. Ela se consolidou pela prática continuada de eleições livres, sob a vigilância segura do Supremo Tribunal Federal”, disse, interrompido por aplausos.

Segundo ele, é necessário garantir que o Judiciário tenha liberdade para exercer suas responsabilidades, sob pena de a própria democracia estar ameaçada.

"E garantir que o Judiciário exerça em plenitude suas responsabilidades é absolutamente necessário para que a democracia prevaleça. O Brasil precisa se unir em torno deste objetivo”, completou.

Comemorações - A Academia Brasileira de Letras promoveu uma série de eventos em comemoração aos seus 125 anos de história.

Além da sessão solene que marcou a data, o Cristo Redentor foi iluminado de verde escuro, cor oficial da ABL, a partir do acionamento de um botão pelo presidente da Casa, o jornalista Merval Pereira.

Durante a solenidade no salão nobre da Academia, também foi entregue o Prêmio Machado de Assis ao antropólogo Roberto da Matta, pelo conjunto da obra, e distribuídas, ainda, as medalhas Machado de Assis e João Ribeiro. Uma apresentação musical ficou a cargo do Quinteto de Cordas da Orquestra Sinfônica Brasileira.

No mesmo dia, à tarde, foram colocadas placas de sinalização nas residências de Machado de Assis e Austregésilo de Athayde. A ação fez parte do Projeto Circuito da Literatura, fruto de uma parceria com o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), da Prefeitura do Rio.

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