SÃO LUÍS - Integrando as comemorações pelo Dia Internacional da Mulher, a Defensoria Pública do Estado (DPE/MA) realizou, nesta sexta-feira (8), um café da manhã na sede da instituição para defensoras e servidoras.
Durante o evento, coordenado pela subdefensora geral do Estado, Mariana Albano de Almeida, e pela corregedora geral da DPE, Fabíola Almeida Barros, foi destacado, pelas gestoras, a importância da participação feminina no trabalho desenvolvido pelo órgão. “A sensibilidade e a dedicação de nossas defensoras e servidoras fazem da Defensoria uma instituição diferenciada”, lembrou Mariana Albano.
Para Fabíola Barros, acumular uma dupla jornada dentro e fora do lar, é o desafio da mulher contemporânea. “Estamos vencendo esse desafio, e não à toa muitos cargos de comando na Defensoria são ocupados por mulheres”, afirmou.
Para o defensor geral do Estado, Aldy Mello Filho, apesar da mulher já ser maioria na população brasileira, muitas barreiras precisam ser rompidas. “Mulheres com nível superior, em determinadas funções, recebem 60% menos do que homens com o mesmo grau de escolaridade. Além disso, uma a cada cinco mulheres no Brasil, segundo dados oficiais, já sofreu algum tipo de agressão, o que representa um universo de 7 milhões de brasileiras”, destacou.
Na última quinta-feira (7), na Praça Nauro Machado, a DPE lançou, em parceria com outros órgãos, duas iniciativas de combate à violência contra a mulher: o projeto “Qualificar” e o “Patrulha Maria da Penha”.
Por meio do Projeto "Qualificar", mulheres vítimas de violência doméstica, assistidas pela Defensoria, terão a oportunidade de qualificação profissional em cursos oferecidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). “Trata-se de uma parceria com a Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), que visa contribuir para que a mulher saia do ciclo de violência, já que a maioria depende financeiramente do agressor, em geral o marido ou companheiro”, explicou Aldy Mello Filho.
Já o Projeto “Patrulha Maria da Penha”, que será realizado em parceria com a Secretaria de Segurança Pública e com a Secretaria da Mulher, visa reforçar o monitoramento do cumprimento de medidas protetivas de urgência de mulheres que estejam correndo risco de morte.
Segundo a secretária de Estado da Mulher, Catharina Bacelar, o Projeto será iniciado pelos bairros Vila Luizão, Sol e Mar e Divineia, comunidades atendidas pela primeira Unidade de Segurança Comunitária (USC), instalada no Maranhão.
Durante o evento, que contou com diversos representantes do poder público e sociedade civil, houve a apresentação do espetáculo “Flores e Luta - Mulheres Guerreiras”, do grupo de teatro M Guerreiras.
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