Tribunal do júri

Justiça determina julgamento de empresário pela morte de funcionário

A vítima levou sete tiros na porta de sua residência, em Santa Inês e morreu em um hospital da capital maranhense.

Imirante.com, com informações do TJMA

O Poder Judiciário determina que empresário seja julgado pela morte de funcionário, em Santa Inês.
O Poder Judiciário determina que empresário seja julgado pela morte de funcionário, em Santa Inês. ( Foto: Divulgação)

SANTA INÊS -  A Justiça determinou que o empresário Allan Erick Salgueiro Figuerêdo seja julgado pelo Tribunal do Júri em razão do assassinato do seu funcionário, Raimundo Silva Santos, por questões trabalhistas. Segundo a polícia, o crime ocorreu na tarde do dia 5 de setembro do ano passado, na Vila Olímpica, em Santa Inês, interior do Maranhão.

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O juiz da 4ª Vara de Santa Inês, Raphael Leite, que determinou que o empresário seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. Na sentença, o magistrado considerou as provas apresentadas no inquérito policial, a análise da conduta do acusado e a existência de sinais suficientes de autoria do crime de homicídio (matar alguém).

Segundo informações do processo, além de não ter apresentado a arma utilizada no crime, o réu fez uso do seu direito constitucional de permanecer em silêncio, estando atualmente foragido, com prisão preventiva decretada. “Considerando que o acusado permanece foragido até a presente data, apesar de ter sido decretada sua prisão preventiva por este juízo, restando portanto comprovada evidente tentativa de se esquivar da aplicação da lei penal, entendo pela manutenção da decretação de sua prisão preventiva”, ressaltou o juiz na sentença de pronúncia.

Denunciado

O pernambucano Allan Erick se encontra foragido e foi denunciado pelo Ministério Público em Ação Penal pelo crime de homicídio praticado por “motivo fútil” e com “recurso que impossibilitou a defesa” da vítima.

De acordo com a denúncia, no dia 5 de setembro do ano passado, o empresário teria disparado sete tiros com revólver calibre 38 contra a vítima. O crime ocorreu na porta da residência da vítima, na Vila Olímpica.

Raimundo Santos trabalhava como mecânico no “Posto de Molas Sol Nascente”, de Figuerêdo, havia mais de oito anos, e pediu aumento salarial e melhores condições de trabalho. No dia do crime, a vítima chegou a gravar um vídeo, no hospital, onde acusou o patrão do crime. Depois de praticar o crime, o acusado fugiu e a vítima foi socorrida pela esposa e levado ao Hospital Thomaz Martins, e depois para o Socorrão I, em São Luís, onde veio a falecer no dia 6 de setembro de 2021.

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