Cândido Mendes

"O povo teria que saber", diz vereador que acusa prefeito de suborno

Sababa Filho jogou dinheiro que seria usado em suborno para a população.

Gilberto Léda/ipolítica

- Atualizada em 07/08/2023 às 18h39

CÂNDIDO MENDES - O vereador Cleverson Pedro Sousa de Jesus, o Sababa Filho (PCdoB), do município de Cândido Mendes, que acusou nesta sexta-feira (4) o prefeito José Bonifácio Rocha de Jesus, o Facinho (PL), de suborno, conversou na tarde de hoje com o Imirante.

O parlamentar viralizou pela manhã em vídeos nos quais aparece denunciando o gestor - que lhe teria oferecido R$ 250 mil para renunciar ao cargo - e jogando parte do dinheiro para a população. Se efetivamente deixasse a cadeira na Câmara Municipal, ele seria substituído por um aliado do chefe do Executivo municipal, o suplente de vereador Civaldo Ribeiro (PCdoB).

Ao Imirante, Sababa Filho disse que tomou essa atitude - em vez de denunciar o caso à polícia, ou ao Ministério Público – para que a população soubesse do que se passava na cidade.

“Não levei o caso ao MP ou Polícia porque achei uma imoralidade e povo teria era que saber toda a verdade”, declarou.

O vereador também apresentou os nomes de que teriam sido os interlocutores do prefeito nas negociações. “Os interlocutores dele sempre foram o senhor Adson Manoel e o Dr. Carlos Sérgio, que fizeram o contato comigo em nome do prefeito, tudo sob a orientação dele, inclusive sobre o valor”, completou.

Após o ocorrido, Sababa Filho diz que hoje sua “maior preocupação” é com a integridade física. “Peço a Deus que me guarde e guarde minha família”, comentou.

Outro lado - O prefeito Facinho divulgou uma nota de esclarecimento logo após o ocorrido. Advogados do prefeito afirmaram que o vereador será acionado na Justiça por calúnia e difamação.

Abaixo, a íntegra da nota. 

O prefeito JOSE BONIFACIO ROCHA DE JESUS vem a público, acerca dos fatos envolvendo o vereador SABABA FILHO, esclarecer: primeiro, não manteve nenhum tipo de contato ou teve qualquer tratativa com esse vereador, seu notório inimigo político e conhecido por armações e criar espetáculos, para se promover; segundo, o que o prefeito soube foi que o referido vereador preparou carta de renúncia, tendo comparecido pessoalmente a um Cartório, em São Luís-MA, reconheceu sua assinatura no referido documento e o protocolou na Câmara Municipal, na tarde de ontem (03/08/2023); e por fim, o que se sabe é o que referido vereador estava desesperado, por ter tentado me cassar e não ter conseguido, por não ter fundamentos legais, tampouco quórum necessário para cassação, não tendo para este prefeito nenhuma utilidade em sua renúncia ou não, sendo insignificante a sua saída da Câmara. Tudo não passou de uma simulação para criar tumulto e aparecer.

Crise - Cândido Mendes vive uma crise institucional desde uma série de cassações de mandatos de vereadores na Câmara local.

Em junho, presidente da Casa, vereador Josenilton do Nascimento, levou a plenário a votação de processos de cassação dos mandatos de adversários para dar posse a suplentes supostamente da sua base política. As cassações acabaram confirmadas por maioria.

Foram cassados Tayron Gabriel Sousa de Jesus, Wadson Jorge Teixeira Almeida, Whebert Barbosa Ascensão, e Nivea Marsônia Pinto Soares, sob alegação de quebra de decoro parlamentar.

Deveriam assumir em seus lugares Haymir Pereira Nishimura, Dadson Silva e Silva, Carlos Rogerio Ferreira Viana e Joana Costa Cunha, mas uma decisão judicial reverteu tanto as cassações, quanto a posse dos suplentes.

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