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Empresa ligada a Dark Horse recebeu dinheiro do crime organizado, diz ministro

Dario Durigan afirma que a Entre Investimentos usou recursos do crime organizado para financiar o filme Dark Horse com cerca de R$ 61 milhões.

Ipolítica, com informações de O Globo

- Atualizada em 24/09/2026 às 11h41
Ministro da Fazenda diz que empresa ligada ao financiamento de Dark Horse recebeu dinheiro do Banco Master e do crime organizado.
Ministro da Fazenda diz que empresa ligada ao financiamento de Dark Horse recebeu dinheiro do Banco Master e do crime organizado. (Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda)

BRASIL – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (24) que a Entre Investimentos, empresa usada em repasses relacionados ao financiamento do filme Dark Horse, recebeu recursos do Banco Master e do crime organizado.

A declaração ocorreu durante o anúncio da terceira fase da Operação Carbono Oculto, batizada de Crédito Oculto, que investiga estruturas financeiras utilizadas para ocultar patrimônio e a origem de recursos.

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A Entre Investimentos, do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, aparece nas investigações sobre o financiamento do filme que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Dinheiro destinado ao filme ainda é investigado

Questionado se os recursos utilizados no financiamento de Dark Horse também teriam origem no mesmo fluxo financeiro investigado na operação, Durigan afirmou que o assunto deverá ser esclarecido pelas autoridades responsáveis pela investigação.

O ministro disse, porém, que “tudo indica” que os recursos que davam liquidez às operações vinham de uma mesma estrutura financeira.

A Entre Investimentos foi utilizada para repasses de dinheiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao fundo norte-americano que financiou a produção do filme. Segundo delação de Freixo, cerca de R$ 61 milhões foram enviados ao fundo Havengate Development Fund, nos Estados Unidos.

Operação investiga estrutura financeira

A Operação Crédito Oculto apura a utilização de fundos de investimento, holdings, empresas patrimoniais, empresas de fachada e instituições financeiras para dificultar a identificação dos beneficiários finais de recursos.

Segundo as investigações, uma das empresas financeiras envolvidas na aquisição de uma usina sucroalcooleira movimentou cerca de R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025.

Entre os alvos da operação estão Freixo e Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-executivo do Banco Genial. Freixo também firmou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) no caso Banco Master.

Durigan critica atuação do setor financeiro

O ministro afirmou ainda que parte do setor financeiro teria sido utilizada por organizações criminosas para movimentar recursos e dificultar a identificação da origem do dinheiro.

Durigan citou bancos, fintechs, administradoras de recursos, Receita Federal, Banco Central, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Comissão de Valores Mobiliários (CVM) como instituições que, segundo ele, precisam atuar de forma integrada para identificar estruturas usadas para ocultar patrimônio.

As investigações sobre os recursos destinados a Dark Horse continuam em andamento, e a origem específica do dinheiro utilizado no financiamento do filme ainda deverá ser esclarecida pelas autoridades.

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