DARK HORSE

PGR envia ao STF proposta de delação premiada de empresário ligado a repasses do filme 'Dark Horse'

Delação de 'Mineiro' revela repasses milionários de R$ 159 milhões para o filme de Bolsonaro, sob investigação de André Mendonça no STF hoje.

Ipolítica, com informações do G1

- Atualizada em 03/09/2026 às 13h02
PGR envia ao STF proposta de delação de empresário ligado a filme sobre Bolsonaro
PGR envia ao STF proposta de delação de empresário ligado a filme sobre Bolsonaro (Foto: Divulgação)

BRASIL – Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como 'Mineiro', apresentou à PGR uma delação que detalha repasses suspeitos para o filme de Bolsonaro. O empresário é investigado por intermediar repasses ao filme de Bolsonaro. Ele é dono da Entre Investimentos e Participações, empresa liquidada pelo Banco Central no início deste ano, e é investigado por atuar como intermediário em repasses financeiros para a produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo investigadores, Freixo Júnior captava moeda para viabilizar pagamentos em dinheiro vivo, em esquema envolvendo o filme de Bolsonaro. A proposta de colaboração premiada foi assinada simultaneamente ao acordo de João Carlos Mansur, proprietário da gestora Reag, no âmbito das apurações do chamado "caso Master".

O ministro André Mendonça, relator no STF, ainda não possui um prazo definido para decidir sobre a homologação da delação envolvendo Bolsonaro.

Triangulação financeira e liquidação do Banco Central

Relatórios do Coaf mostram que a Entre Investimentos recebeu R$ 159,2 milhões de fundos investigados por fraudes no Banco Master, incluindo R$ 139,2 milhões da Sefer Investimentos.

Sefer Investimentos: Responsável pela maior fatia dos repasses, somando R$ 139,2 milhões. A empresa foi alvo da 2ª fase da Operação Compliance Zero por suas ligações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Fundo Gold Style: Administrado pela Reag, transferiu R$ 20 milhões à Entre. O fundo movimentou cerca de R$ 1 bilhão com empresas suspeitas de integrar esquemas de lavagem de dinheiro vinculados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A Entre Investimentos integrava o grupo Entrepay, cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central em março em razão do comprometimento econômico-financeiro e da violação de normas regulatórias da autoridade monetária.

Financiamento da cinebiografia

A Polícia Federal apura qual fatia dos R$ 159,2 milhões financiou a cinebiografia de Bolsonaro, cujo contrato total de R$ 124 milhões já teve R$ 61 milhões quitados por Daniel Vorcaro.

Em setembro de 2025, logo após cobranças de parcelas atrasadas por Flávio Bolsonaro, Vorcaro enviou US$ 1,6 milhão para a produção do filme de Bolsonaro.

O aporte adicional junta-se a outros seis pagamentos prévios (dois de US$ 2 milhões e quatro de US$ 1,6 milhão) efetuados até maio de 2025. O fluxo financeiro operava por meio de transferências ao Havengate Development Fund, sediado no Texas (EUA), responsável por repassar as verbas à produtora Go Up Entertainment. O fundo mantinha entre seus gestores o advogado Paulo Calixto, ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

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