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Flávio Dino defende reforma do Judiciário com penas mais rígidas

Flávio Dino propõe reforma do Judiciário com penas mais rígidas para corrupção e fim de benefícios como aposentadoria compulsória.

Ipolítica, com informações de O Globo

Flávio Dino defende reforma do Judiciário com penas mais rígidas e fim de benefícios como aposentadoria compulsória.
Flávio Dino defende reforma do Judiciário com penas mais rígidas e fim de benefícios como aposentadoria compulsória. (Luiz Silveira / STF)

BRASIL - O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, defendeu a realização de uma ampla reforma do Judiciário, com foco em penas mais rígidas para casos de corrupção envolvendo magistrados e outros integrantes do sistema de Justiça.

A proposta também prevê o fim de práticas como a aposentadoria compulsória como forma de punição e a redução de benefícios considerados excessivos.

Proposta inclui mudanças estruturais

Em artigo publicado, Flávio Dino argumenta que o Judiciário brasileiro precisa passar por um novo ciclo de mudanças, mais de duas décadas após a última reforma, realizada em 2004.

Segundo o ministro, as alterações devem ocorrer de forma participativa, envolvendo instituições do sistema de Justiça e entidades representativas.

Reformas são bem-vindas quando inspiradas pelo interesse público e com consistência técnica”, destacou.

Endurecimento de penas e combate a privilégios

Entre os principais pontos da proposta de Flávio Dino está o endurecimento das punições para crimes como corrupção, peculato e prevaricação envolvendo:

  • Juízes
  • Procuradores
  • Advogados públicos e privados
  • Promotores
  • Servidores do Judiciário

O ministro também defende o fim da aposentadoria compulsória como penalidade disciplinar, além da revisão dos chamados “penduricalhos”, benefícios adicionais recebidos por membros da magistratura.

Pacote de 14 medidas para o Judiciário

A proposta apresentada por Flávio Dino reúne 14 medidas que visam modernizar e tornar mais eficiente o sistema de Justiça.

Principais medidas propostas:

  • Revisão de regras processuais para agilizar julgamentos
  • Criação de instâncias especializadas para crimes graves
  • Redução do número de processos judiciais
  • Regras para uso de inteligência artificial no Judiciário
  • Maior transparência na gestão de recursos

Além disso, o ministro sugere mudanças na atuação de órgãos como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Ministério Público, com foco em fiscalização mais eficiente.

Debate ocorre em meio a discussões no STF

A proposta surge em um momento de debates internos no STF sobre regras de conduta para ministros. O tema tem sido discutido sob liderança do presidente da Corte, Edson Fachin.

A expectativa é que iniciativas relacionadas à modernização e à transparência do Judiciário avancem ao longo de 2026.

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