BRASIL - O governo federal chega à votação final da CPI do INSS com maioria articulada para tentar barrar o relatório que pede a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O parecer foi apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL).
Levantamento da composição atual da comissão aponta vantagem da base governista, com apoio de partidos aliados e do Centrão. Apesar disso, parlamentares ainda tratam o placar como incerto, com possibilidade de mudanças até o momento da votação.
Base governista amplia vantagem
A base aliada reúne parlamentares de partidos como PT, PSD e PCdoB, além de integrantes do Centrão que tendem a votar com o governo.
No Senado, estão entre os nomes alinhados ao Planalto:
- Randolfe Rodrigues
- Humberto Costa
- Eliziane Gama
- Rogério Carvalho
Na Câmara, a vantagem governista é considerada ainda mais ampla, com apoio de deputados como:
- Orlando Silva
- Rogério Correia
- Lindbergh Farias
Oposição tenta reverter cenário
Do lado da oposição, partidos como PL, Novo e Republicanos tentam reverter votos e impedir a derrota do relatório.
Entre os principais nomes estão:
- Rogério Marinho
- Damares Alves
- Marcel van Hattem
Mesmo em desvantagem, a oposição aposta em dissidências e no peso político do relatório para tentar alterar o resultado.
Trocas na comissão mudaram cenário
A atual configuração da CPI foi definida após mudanças recentes promovidas por partidos da base e do Centrão às vésperas da votação.
As substituições alteraram a correlação de forças dentro do colegiado e são interpretadas por integrantes da comissão como uma estratégia para garantir maioria contra o parecer do relator.
Votação ainda é incerta
Apesar da vantagem numérica, aliados do governo evitam cravar o resultado da votação. A avaliação é que parlamentares de perfil mais pragmático podem mudar de posição.
O relatório da CPI do INSS ainda precisa ser votado para definir se as recomendações, incluindo o pedido de prisão, serão oficialmente encaminhadas.
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