CPI do INSS

Presidente da CPI chama decisão de Mendonça de “vitória do povo” e critica Alcolumbre

Carlos Viana diz que judicialização foi necessária e cobra prorrogação da comissão após decisão do STF.

Ipolítica, com informações do g1

Presidente da CPI do INSS, Carlos Viana, chama decisão de Mendonça de vitória do povo e critica Alcolumbre por resistência à prorrogação.
Presidente da CPI do INSS, Carlos Viana, chama decisão de Mendonça de vitória do povo e critica Alcolumbre por resistência à prorrogação. (Saulo Cruz/Agência Senado)

BRASIL - O senador Carlos Viana afirmou nesta terça-feira (24) que a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, de determinar a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS representa uma “vitória do povo e dos aposentados”.

Presidente da comissão, Viana também criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por resistência em dar andamento ao pedido de extensão dos trabalhos.

Decisão do STF e impasse no Senado

A decisão de Mendonça deu prazo de 48 horas para que Alcolumbre oficialize a prorrogação da CPI. Segundo Viana, a judicialização foi necessária após a recusa da Secretaria-Geral da Mesa em receber o requerimento, mesmo com as assinaturas exigidas.

Tínhamos as assinaturas e as exigências legais, mas não quiseram nem receber o requerimento”, afirmou o senador em entrevista à GloboNews.

O presidente do Senado solicitou um parecer da advocacia da Casa antes de cumprir a determinação.

Resultados e foco da investigação

De acordo com Viana, a CPI já apresentou resultados relevantes, o que justificaria a continuidade dos trabalhos. Entre os dados citados pelo parlamentar estão:

  • pedido de prisão de 21 pessoas;
  • apreensão de R$ 3,5 bilhões em bens;
  • investigação de fraudes envolvendo aposentados.

O senador afirmou que o próximo foco será a apuração de irregularidades em empréstimos consignados e a criação de mecanismos para proteger beneficiários da Previdência.

Críticas a decisões do STF

Viana também criticou decisão do ministro Flávio Dino, que suspendeu quebras de sigilo aprovadas em bloco pela comissão.

Segundo ele, a medida representou uma interferência política:

Vejo na decisão uma interferência para blindar pessoas que estavam ali”, disse.

Prazo para conclusão dos trabalhos

Apesar de o pedido ao STF prever prorrogação de até 120 dias, o senador defendeu um prazo menor para finalizar os trabalhos da CPI.

Segundo ele, 60 dias seriam suficientes para concluir o relatório final e evitar que a comissão seja utilizada como palanque eleitoral.

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