BRASIL - A CPI do Crime Organizado do Senado aprovou, nesta quarta-feira (18), novos requerimentos para aprofundar as investigações sobre o esquema de fraudes envolvendo o Banco Master. A comissão busca identificar os beneficiários finais dos fundos ligados à instituição e avançar na apuração de possíveis crimes financeiros.
O relator da CPI, Alessandro Vieira, destacou a dificuldade em rastrear os responsáveis finais pelos recursos. Segundo ele, estruturas complexas são usadas para ocultar a origem do dinheiro.
CPI do Crime mira beneficiários finais
Entre as medidas aprovadas, está o pedido de informações a órgãos como Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Banco Central, Receita Federal e Anbima.
De acordo com o relator, o objetivo é identificar quem realmente se beneficia dos recursos movimentados por meio dos fundos:
- Levantamento completo dos beneficiários finais
- Quebra de camadas de ocultação financeira
- Rastreamento de possíveis fluxos de lavagem de dinheiro
“O capital ilícito é inserido no mercado financeiro formal e distanciado de sua origem criminosa”, afirmou o senador.
Convocações e suspeitas de ocultação de patrimônio
A CPI do Crime também aprovou novas convocações consideradas estratégicas para o avanço das investigações.
Entre os alvos está a influenciadora Martha Graeff, apontada como possível beneficiária de um imóvel de alto valor. Parlamentares suspeitam que a transação possa ter sido utilizada para ocultar patrimônio.
Além disso, foram aprovadas:
- Convocação de empresários e pessoas ligadas ao esquema
- Quebra de sigilos de empresas investigadas
- Investigação de uso de aeronaves privadas para transporte de aliados
Pedidos rejeitados geram debate político
Apesar do avanço das investigações, parte dos requerimentos foi rejeitada pela maioria da comissão.
Entre os pedidos negados estão:
- Quebra de sigilo do ex-ministro Paulo Guedes
- Convocação de Valdemar da Costa Neto
Parlamentares da oposição argumentaram que essas medidas extrapolariam o escopo da CPI e teriam motivação política.
Esquema é tratado como fraude bilionária
A investigação gira em torno de um suposto esquema de fraude financeira de grande escala, com indícios de lavagem de dinheiro e uso de estruturas complexas no sistema financeiro.
Para os integrantes da CPI do Crime, a identificação dos beneficiários finais é considerada essencial para responsabilizar os envolvidos e interromper o fluxo de recursos ilícitos.
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