CPI do Crime

Gilmar Mendes critica relatório da CPI do Crime Organizado e fala em “constrangimento institucional”

Ministro do STF afirma que documento que sugere indiciamento de autoridades pode configurar abuso de autoridade.

Ipolítica, com informações de O Globo

Gilmar Mendes critica relatório da CPI do Crime Organizado e diz que documento pode configurar abuso de autoridade.
Gilmar Mendes critica relatório da CPI do Crime Organizado e diz que documento pode configurar abuso de autoridade. (Foto: Divulgação)

BRASIL - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, criticou o relatório da CPI do Crime Organizado, classificando o documento como um “constrangimento institucional” e uma tentativa de gerar repercussão política. A manifestação foi feita nesta terça-feira (14).

Segundo o decano da Corte, o relatório — que sugere o indiciamento de integrantes do STF — apresenta excessos e pode configurar abuso de autoridade. Mendes também defendeu que o caso seja analisado por órgãos competentes.

Críticas ao relatório da CPI

De acordo com Gilmar Mendes, o documento representa uma “cortina de fumaça” e teria como objetivo produzir dividendos eleitorais para determinados atores políticos.

O ministro ainda questionou a condução dos trabalhos da comissão e apontou ausência de medidas mais efetivas contra organizações criminosas.

Entre as principais críticas, ele destacou:

  • Falta de base legal para indiciamento de ministros do STF;
  • Possível uso político do relatório;
  • Risco de desgaste institucional entre os Poderes;
  • Indícios de abuso de autoridade.

Questionamento sobre legalidade

O ministro também argumentou que o pedido de indiciamento não encontra respaldo jurídico, especialmente em casos envolvendo crimes de responsabilidade.

Segundo ele, a legislação vigente não prevê que comissões parlamentares de inquérito tenham competência para esse tipo de medida contra integrantes do Supremo.

Repercussão no STF

A manifestação de Gilmar Mendes ocorre após a divulgação do relatório da CPI do Crime Organizado, que cita autoridades do Judiciário e do Ministério Público.

Outros ministros da Corte também reagiram ao documento, apontando preocupação com possíveis impactos institucionais e com a relação entre os Poderes.

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