BRASIL - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), determinou a elaboração de relatórios técnicos antes de decidir se mantém ou anula a votação da CPI do INSS que aprovou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
A análise envolve a atuação da Polícia Legislativa, da Secretaria-Geral da Mesa e da Advocacia do Senado, que irão examinar imagens, registros oficiais e o regimento interno da Casa.
Impasse na CPI do INSS sobre Lulinha
A controvérsia na CPI do INSS começou após a comissão votar em bloco 87 requerimentos, incluindo o pedido de quebra de sigilo de Lulinha.
Na primeira votação nominal, foram registrados:
- 18 votos favoráveis
- 12 votos contrários
Em seguida, o presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), realizou nova deliberação de forma simbólica.
Parlamentares governistas alegam que 14 integrantes se manifestaram contra o pacote na segunda votação, o que, segundo eles, seria suficiente para barrar a aprovação, considerando o número de presentes no momento.
Já Viana sustenta que o quórum válido era o da votação nominal anterior, com 31 parlamentares registrados, e que não houve maioria para rejeitar os requerimentos.
Pedido formal de anulação
Após o impasse, governistas recorreram à presidência do Senado e protocolaram pedido formal para anular a deliberação, anexando cerca de 12 páginas com fotos, vídeos e documentos.
Aliados relatam que Alcolumbre ouviu representantes da base e da oposição, mas não tomou decisão imediata. Segundo interlocutores, o presidente afirmou que:
- As comissões têm autonomia para deliberar;
- Cabe recurso à presidência quando há questionamento formal;
- A decisão será baseada nos registros oficiais e na interpretação técnica das normas internas.
Não há prazo definido para o posicionamento final.
Decisão pode manter ou invalidar quebra de sigilo
Caberá agora a Davi Alcolumbre analisar os pareceres técnicos e os registros da sessão para decidir se mantém ou invalida a quebra de sigilo de Lulinha aprovada pela CPI do INSS.
Enquanto a base governista aponta suposta irregularidade regimental, a oposição defende que o procedimento seguiu as normas internas e que os requerimentos já foram encaminhados às autoridades competentes.
A decisão da presidência do Senado deverá definir os próximos passos da investigação no âmbito da CPI do INSS.
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