Em Nova York

Democracia foi atacada no Brasil, mas sobreviveu, diz Alexandre de Moraes

Ministro do STF e presidente do TSE discursou em evento com empresários.

Ipolítica, com Lide

- Atualizada em 14/11/2022 às 12h14
Moraes falou na abertura da Lide Brazil Conference
Moraes falou na abertura da Lide Brazil Conference (Reprodução/YouTube)

NOVA YORK - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, afirmou nesta segunda-feira (14), durante participação na Lide Brazil Conference - organizada pelo grupo Lide, da família do ex-governador paulista João Doria, em Nova York - que "a democracia foi atacada no Brasil, mas sobreviveu".

Além de Moraes, outros ministros do STF estão na cidade norte americana para o mesmo evento, e têm sio alvo de protestos desde o fim de semana.

"O que se pretende é substituir o sistema político. O que se pretende atacar é a própria democracia", afirmou.

 

Moraes fez uma defesa do Judiciário brasileiro. Segundo ele, foi a atuação do Poder que garantiu a democracia no país.

"O Poder Judiciário atuou para chegarmos às vésperas do final do ano com a democracia garantida. A democracia foi atacada, aviltada, mas sobreviveu. O Judiciário não foi cooptado, não foi aumentado, foi uma barreira a qualquer ataque à liberdade", disse.

O ministro Luis Roberto Barros - um dos alvos de críticas de manifestantes em Nova York - também discursou no evento.

"Supremo é o povo. O povo se pronunciou, e a eleição acabou, só cabe respeitar o resultado. O resto é espírito antidemocrático, quando não selvageria", afirmou. "Eu estive na COP-27 no Egito, não vejo por que não possa debater com empresários brasileiros", afirmou, sobre críticas à presença de magistrados no evento do Lide.

Ele tentou dissociar a atuação do STF da política. "Criou-se uma lenda no Brasil de que o Supremo Tribunal Federal é contra o presidente. Todos os presidentes tiveram queixas do Supremo, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff. A única diferença é que nenhum deles atacou o Supremo. Nós não temos lado, só o das instituições", afirmou e acrescentou que "só não existe tensão entre o Poder Judiciário e o Executivo em países em que as cortes foram cooptadas", citando Rússia, Hungria e Venezuela.

Decano do STF, o ministro Gilmar Mendes também falou aos presentes. "Temos de ter um novo capítulo da responsabilidade fiscal, que é a responsabilidade social. Temos de ter uma meta de superação das brutais assimetrias e desigualdade que acometem o país", afirmou.

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