SÃO LUÍS – Uma audiência de conciliação marcada para esta segunda-feira (16) a partir das 9h de forma virtual com representantes da Federação Maranhense de Futebol (FMF), da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e outras partes deve encaminhar uma solução para o impasse que norteia o futebol local no momento.
Sob intervenção há mais de sete meses – sendo que o prazo inicial da transição administrativa na FMF era de 90 dias, o objetivo da agenda – que segue decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) – é encontrar um consenso entre as partes.
A CBF insistirá na tese de que – com base em estatutos referendados pela FIFA – a gestão administrativa da FMF deve ser feita pela entidade nacional, e não por uma Junta Interventora determinada pela Justiça, como está atualmente.
A entidade que administra o futebol brasileiro quer, o quanto antes, a convocação de novas eleições. Por causa de decisão do ministro do STF, Flávio Dino, quaisquer novas medidas administrativas (como mudanças estatutárias), e ainda a convocação de novas eleições somente deverão ser feitas após conciliação entre as partes envolvidas no processo.
CBF teme sanções por gestão provisória da FMF
O objetivo é encontrar solução para o impasse administrativo alegado pela CBF – que teme que a atual intervenção na FMF leve o futebol brasileiro a sofrer punições. E ainda validar a marcação de eleições na Federação, para definir o próximo comando definitivo da instituição.
O temor de sanções por parte da CBF ocorre após a FIFA enviar – segundo informações do portal GE – uma carta alertando sobre as consequências de interferência de órgãos externos na gestão das federações.
No momento, a FMF está sob intervenção judicial e é gerida por uma Junta Interventora, composta pela advogada Susan Lucena.
Por decisão judicial, a Junta Interventora – que assumiu os trabalhos no dia 4 de agosto de 2025, teria até 90 dias para a transição administrativa no órgão que gerencia o futebol maranhense.
Além da CBF e FMF, também deverão participar da conciliação os representantes do STF e da defesa do presidente afastado da Federação, Antônio Américo.
Este foi afastado do cargo, por determinação da Justiça – para que a Junta Interventora assumisse a função, após Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) que apontou uma série de indícios de irregularidades na gestão dos recursos da federação, além de ausência de justificativa para a criação do Instituto Maranhense de Futebol (IMF).
Crise na FMF: decisão judicial afastou dirigentes e deu prazo para Intervenção
O juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, decretou no dia 4 de agosto do ano passado, o afastamento cautelar de toda a diretoria da Federação Maranhense de Futebol (FMF), incluindo o presidente Antônio Américo, e do Instituto Maranhense de Futebol (IMF), presidido por Sílvio Arley Brito Fonseca, deferindo parcialmente o pedido de tutela de urgência formulado pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA).
Antes da manifestação da Junta que verificou saques “suspeitos”, a CBF ingressou com Embargos de Declaração contra a decisão do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, que determinou o afastamento imediato da diretoria da Federação Maranhense de Futebol (FMF) e nomeou a advogada Susan Lucena Rodrigues como administradora provisória da entidade.
No recurso, a CBF argumenta que a decisão judicial teria ignorado pontos fundamentais apresentados pela entidade, especialmente no que diz respeito ao princípio constitucional da autonomia das organizações esportivas.
No dia 20 de agosto, o desembargador Marcelo Carvalho Silva apontou diretrizes para a advogada Susan Lucena, interventora na Federação Maranhense de Futebol (FMF), no decorrer dos trabalhos após afastamento da diretoria por suspeitas de irregularidades graves na gestão da entidade.
Marcelo Carvalho já havia mantido a decisão do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos, validando parecer de primeira instância, confirmando o afastamento do presidente da FMF, Antônio Américo, e da cúpula diretiva da entidade.
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