Intervenção na FMF: audiência termina sem acordo, novo encontro é marcado, mas STF pode antecipar decisão
Audiência sobre a intervenção na FMF termina sem acordo. STF, por meio do ministro Flávio Dino, deve decidir próximos passos da federação.
SÃO LUÍS - A intervenção na FMF foi debatida em audiência de conciliação realizada na manhã desta segunda-feira (16), na sede do Tribunal de Justiça do Maranhão, em São Luís. O encontro discutiu os próximos passos da administração provisória da Federação Maranhense de Futebol, mas terminou sem consenso entre as partes.
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Diante do impasse, uma nova audiência foi marcada para o fim do mês de maio. No entanto, antes desse prazo, o Supremo Tribunal Federal pode deliberar sobre as propostas apresentadas durante a reunião.
O principal ponto discutido foi a realização de uma eleição após 75 dias. Apesar de haver concordância de parte dos envolvidos, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não aceitou dividir a responsabilidade pelo processo eleitoral, argumentando que a condução do pleito deve ser exclusiva da entidade que administra o futebol brasileiro.
Propostas discutidas na audiência da intervenção na FMF
Durante a audiência sobre a intervenção na FMF, foi apresentada uma proposta que previa a continuidade da administração provisória por mais 75 dias.
A sugestão incluía os seguintes pontos:
Manutenção da interventora Susan Lucena na gestão da federação por 75 dias
Posteriormente, realização de eleição para escolha de nova diretoria
Condução do processo eleitoral com participação da Confederação Brasileira de Futebol e da junta interventora
A proposta, entretanto, não foi aceita pela CBF, que afirmou que o processo eleitoral deve ser conduzido exclusivamente pela entidade nacional para garantir legitimidade conforme os regulamentos da FIFA.
A defesa do presidente afastado Antônio Américo Lobato Gonçalves também se posicionou contra o modelo apresentado.
Audiência reuniu representantes do futebol e da Justiça
A audiência sobre a intervenção na FMF contou com participação presencial e remota de diversas autoridades e representantes do futebol maranhense.
Entre os participantes estavam:
Douglas de Melo Martins, juiz responsável pelo caso
Susan Lucena, interventora da federação
Antônio Américo Lobato Gonçalves, presidente afastado da FMF
André Matos, diretor jurídico da Confederação Brasileira de Futebol
Representantes do Ministério Público do Maranhão
Dirigentes de clubes e outras partes interessadas
Durante a reunião, os participantes apresentaram argumentos e propostas para definir um caminho de regularização da gestão da federação.
STF decidirá rumos da intervenção na FMF
Após o encontro, o relatório da audiência será encaminhado ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, responsável por relatar o processo.
Cabará ao magistrado analisar as propostas discutidas e decidir os próximos passos da intervenção na FMF, podendo homologar algum dos encaminhamentos ou determinar novas medidas.
Entenda a intervenção na FMF
A intervenção na FMF foi determinada em 4 de agosto de 2025 pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís.
A decisão afastou toda a diretoria da Federação Maranhense de Futebol, incluindo o então presidente Antônio Américo Lobato Gonçalves, além da direção do Instituto Maranhense de Futebol, presidido por Sílvio Arley Brito Fonseca.
A medida ocorreu após uma Ação Civil Pública apresentada pelo Ministério Público do Maranhão, que apontou irregularidades na gestão administrativa e financeira das entidades.
Principais apontamentos do MP
Falta de transparência na gestão
Possível desvio de finalidade institucional
Irregularidades administrativas e financeiras
Ao todo, 17 dirigentes foram denunciados na ação.
Processo segue em análise na Justiça
O processo relacionado à intervenção na FMF tramita na Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís e tem valor estimado de R$ 2 milhões.
Desde a intervenção judicial, uma junta administrativa passou a conduzir provisoriamente a federação, enquanto o Judiciário acompanha as medidas de reorganização da entidade.
Agora, a decisão do ministro Flávio Dino poderá definir os próximos passos da intervenção e abrir caminho para a realização de eleições na entidade responsável pelo futebol maranhense.
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